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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Ipso facto

400M€ para o Benfica, 446M€ para o Sporting e 457,5M€ para o FC Porto. Estão assim fechados os contratos para a cedência dos direitos televisivos dos três grandes para um período de 10 anos. A impressão geral é que tanto FC Porto como Sporting negociaram contratos acima das suas expetativas; já o Benfica ficou muito aquém das suas potencialidades, na medida em que, apesar de o seu contrato com a NOS não incluir patrocínio, a sua avaliação deveria ser proporcionalmente muito superior à de FC Porto e Sporting, mediante a sua quota de mercado.

Já foi avaliada a relação Benfica vs. FC Porto nos seus contratos, depois do Benfica ter assumido a desvalorização da BTV. Quando, a partir do fim da época, se começarem a refletir os ganhos com publicidade, o Benfica vai continuar a ganhar mais do que o FC Porto, certamente. Mas muito provavelmente os ganhos com publicidade do FC Porto vão crescer mais do que os do Benfica. É esse o desafio para a SAD: antes de pensar em fazer tanto como o rival, é preciso acentuar um crescimento superior ao do rival.

Depois do FC Porto ter assinado com a PT/Altice e o Benfica com a NOS, o Sporting tornou-se o joker. A operadora que ficasse com o Sporting ficava com a maior quota do mercado televisivo português. E o Sporting conseguiu um acordo bastante positivo. Não superior ao do FC Porto, mas superior à dimensão do clube que o assina.
Fonte: O Jogo

Uma vez mais, vimos um comunicado à Sporting. O Sporting, para iludir novamente os desatentos e meter um número mais gordinho nas manchetes, resolveu incluir os termos da renegociação com a PPTV no seu contrato com a NOS, de modo a anunciar os 515 milhões. Faz lembrar a história de anunciar vendas de jogadores «por um valor até X», ou de incluir no seu R&C coisas como ser o detentor de «50 a 100% do passe de Carrillo». É um embelezamento de contas que se tornou a imagem de marca de Bruno de Carvalho. Isso ele faz bastante bem, mobilizar/iludir a massa adepta. 

O interessante aqui é de facto os termos da renegociação do Sporting com a PPTV, de Joaquim Oliveira, que controla 5,47% da SAD do Sporting. Joaquim Oliveira decidiu dar mais dinheiro ao Sporting, num contrato que iria terminar em 2018, só porque sim? Claramente que havia interesse em levar o Sporting para a NOS, de modo a que a SportTV garantisse já 2 dos 3 grandes sem ter que andar em negociações paralelas. Um pequenino incentivo? De qualquer forma, qual seria o valor global anunciado pelo FC Porto se incluísse também o dinheiro que vai entrar da PPTV até 2018? 

Sinceramente, não há interesse. Bruno de Carvalho diz que não lhe interessa os números propagados, mas sim o dinheiro real. Nós concordamos com isso, mas todos os seus atos de gestão dizem precisamente o contrário, com os tais comunicados à Sporting. No fim da época, nos R&C, quando virmos as receitas televisivas incluindo ainda a PPTV, veremos quem fica a ganhar. Mas é interessantíssimo acharem que o Benfica, estando na NOS, tem direito a um aumento por uma cláusula devido ao contrato entre a Meo e o FC Porto, mas ninguém fazer a mesma associação entre o contrato do FC Porto com a PPTV e o do Benfica com a NOS (a tal cláusula de 80%). 

Em relação ao FC Porto, há de facto algo muito negativo no contrato com a Meo: o país inteiro sabe algo que o próprio comunicado oficial não sabe. Falamos da publicidade estática, claramente. 

O comunicado do Sporting especifica muito claramente: cedeu o «direito de exploração da publicidade estática e virtual do Estádio José Alvalade» à NOS, à imagem do que acontecia no contrato com a PPTV. Agora, tentem lá descobrir em que parte do comunicado à CMVM o FC Porto informa que cedeu os direitos de publicidade estática à PT.

O que o FC Porto informa é claramente isto: «Direito de Exploração Comercial de Espaços Publicitários do Estádio do Dragão». O FC Porto não informa a cedência de qualquer totalidade dos seus espaços publicitários, nem de publicidade estática. Há o direito de exploração comercial de espaços publicitários (parcial), não dos espaços publicitários (totalidade). Não é dúvida semântica, é informação oficial. 

O FC Porto vai poder continuar a publicitar outras marcas no Estádio do Dragão. Não há nenhuma exclusividade devida à PT. Como é lógico, o FC Porto não vai publicitar a marca de empresas concorrentes da PT. Mas pelo que se ouve, até nas comparações do acordo do Benfica, até parece que o FC Porto está refém de algo ou alguém no acordo publicitário. O FC Porto continua a ter múltiplos contratos de publicidade no seu recinto. A saber: Coca-Cola, Fidelidade, Vitalis, Lasa, Ibersol, Repsol, Gestifute, Powerdade, Liberty Seguros, BMG, Takeshy Kurosawa, Pedras, JN, Safira, Doyen, dreamMedia, Ferpinta, BPI, Grupo Amorim, SportTV, Solverde, Grupo Metalcon e mais recentemente a Buzztrade. A Meo terá a publicidade mais vincada, naturalmente, mas continuaremos a ter muitas marcas associadas ao FC Porto.

Na comparação dos termos com o Sporting, o FC Porto cedeu os direitos de transmissão e distribuição do Porto Canal por 12 épocas e meia, mais meio ano do que o Sporting em relação ao seu canal. O FC Porto já devia uma explicação aos adeptos, que têm manifestando muitas dúvidas em relação a isto, mas nada indica que só quem tenha Meo possa ver o Porto Canal. O mesmo poderá ser distribuído por outras operadoras. O contrário não seria admissível, até porque Pinto da Costa anunciou, há um mês, uma nova grelha e imagem do Porto Canal, cujos direitos de transmissão já tinham sido comprados pela Vodafone e pela NOS.

No que toca ao patrocínio nas camisolas, o Sporting garantiu-o por 12 anos e meio, 5 épocas a mais do que o FC Porto. Era sabido que o Sporting pretendia 2,5M€ por patrocinador para as camisolas (a avaliar pelo pedido à Qatar Airways), sensivelmente metade do valor referência do FC Porto. A longa duração é opção do rival, nada a dizer. No que toca ao FC Porto, o acordo de patrocínio foi excelente. À partida, se a SAD cumprir com o que estava orçamentado, o FC Porto vai atingir ganhos com publicidade de 16M€, pela primeira vez na sua história. Mais 63% do que os ganhos do Sporting em 2014-15, por exemplo, embora as realidades económicas (e as demais) dos dois clubes não possam ser comparadas.

Em 2016 o FC Porto já terá um novo contrato: ou renegoceia com a Unicer ou rompe-se uma ligação de longa duração ao clube. E a ligação à Warrior mantém-se. Desconhecendo-se ao certo a relação Nike vs. Warrior, os ganhos com patrocínios nas duas últimas épocas oscilaram apenas 0,2%. Nada de significativo. Além disso, apesar de só o Benfica assumir um acordo inicial de 3 épocas, tanto FC Porto e Sporting acabarão, ao fim dos primeiros 3 ou 4 anos de contrato, de assumir renegociações dos termos, como é natural.

O FC Porto já tem um crescimento das suas receitas operacionais, em toda a linha, assegurado. Foi um dossiê gerido com competência da SAD e que garantiu um excelente acordo, o melhor do futebol português com uma operadora. Não há nada mais a merecer preocupações dos portistas neste capítulo.

As nossas preocupações podem e devem estar exclusivamente centradas no Sporting e no clássico de dia 2. Não é a Taça da Liga que nos pode retirar o foco - até Villas-Boas perdeu o primeiro jogo da Taça da Liga, frente a uma equipa madeirense, no Estádio do Dragão, a jogar com uma grande maioria de titulares. Nem é um contrato de direitos televisivos que o pode fazer. Neste momento não é 457,5 milhões o número a merecer a nossa preocupação. São três. Três pontos. 

domingo, 27 de dezembro de 2015

O comando é nosso

O «maior negócio do futebol português» não chegou a durar um mês. Depois do acordo até 400M€ entre a NOS e o Benfica, que teve fama mas não máximo proveito, o FC Porto fechou o maior contrato do futebol português com a Altice, que certamente não terá um terço da fama do do Benfica, mas terá o que interessa: proveito.

O comando é MEO. Ou nosso
É inevitável começar por aqui, pela comparação entre o acordo do FC Porto e o do Benfica. Para começar, há que agradecer ao Benfica, parte essencial no melhor acordo da história da SAD do FC Porto. A Altice tentou antes negociar com o Benfica (que é quem mais vale no mercado televisivo português), mas o rival virou-se de rajada para a NOS, julgando que estaria a atingir o topo dos direitos televisivos do futebol português. O problema é que a Altice, ao perder o Benfica, passou a valorizar ainda mais o FC Porto, que aquando da aposta da BeIN Sports já tinha visto o seu valor subir.

A Altice está a apostar muito forte na compra de conteúdos do futebol internacional. No final de novembro tiraram a Premier League ao Canal+, por exemplo. E depois do montante investido na compra da PT, o grupo de Patrick Drahi (um dos 60 homens mais ricos do mundo e que fundou a Altice com Armando Pereira), teria todo o interesse em municiar a PT daquilo que mais vende em Portugal: futebol.

Como o Benfica se virou para a NOS, a Altice sofreu um grande rombo. O que havia a fazer? Ou desistia ou valorizava como nunca o FC Porto no panorama do mercado televisivo português. Valorizou o FC Porto (o Sporting, com habilidade e competência negocial, também podia sair a ganhar desta guerra de operadoras) muito acima do Benfica, pois é possível ter mais de 50% da quota de mercado do futebol português sem o Benfica, mas não seria possível sem o Benfica e o FC Porto.

O Conselho de Administração da SAD conseguiu um negócio muito acima daquilo que seriam as melhores perspetivas do FC Porto. 457,5M€ a troco das três alíneas abaixo:

Começando pelo ponto a), os  direitos televisivos. O FC Porto não detalha para já os valores, mas tratar-se-á de um valor acima dos 350M€, o que renderá uma média anual acima dos 35M€. Excelente. Embora possa sempre questionar-se os efeitos que a inflação possa ter entre 2018 e 2028, é um negócio que faz todo o sentido. Nos primeiros anos vai certamente ser muito mais benéfico ao FC Porto; nos últimos anos, em caso de uma grande inflação no mercado televisivo, talvez possa ser mais benéfico à Altice/PT. De qualquer forma, um negócio desta magnitude tem que ter vantagens para as duas partes.

Será interessante seguir o Benfica nesta questão. O período vínculativo do Benfica à NOS é inferior ao do FC Porto à PT, embora não muito significativamente. Por outro lado, ficou aberta uma janela de saída a três anos, que pode ser aproveitada pelo rival para reclamar um contrato de valorização superior ao do FC Porto. Mas até lá, quem ganha é o FC Porto, que sabe que vai poder contar com X ao longo dos próximos 10 anos. E subitamente, os rejúbilos pela cláusula de 80% com a Olivedesportos, que supostamente iriam entalar o FC Porto, foram chutados para canto. O desafio é tentar limitar tanto quanto possível a antecipação da média de pagamentos anuais. Será também interessante acompanhar a relação com a Olivedesportos. Joaquim Oliveira mantém 10,01% do capital da SAD...

Em relação ao Porto Canal, alínea b), ainda é cedo para aprofundar a análise. A PT garante o direito de transmissão até 2028, a partir de 1 de janeiro. Mas não nos podemos esquecer que Pinto da Costa garantiu, há um mês, que queria alargar o Porto Canal a todo o público, até porque o canal começou a gravar em HD e a nova grelha estava prevista para a MEO, a Vodafone e a NOS. Quando as partes derem pormenores fará sentido aprofundar a análise, até lá falar de exclusividade ou subscrições pagas é especulação.

Em relação à potencial avaliação de 60M€ do Porto Canal, é bom, apesar de ser para um período de 12 anos e meio. O Porto não tinha nem um terço da dimensão comercial da BTV, por exemplo, nem sequer tem um capital de 300 mil subscritores. Além disso, os custos do Porto Canal sempre foram incomparavelmente inferiores aos da BTV. Como ainda não conhecemos todas as mudanças que o Porto Canal está a levar a cabo, é uma situação a merecer análise quando os números começarem a ser refletidos nos R&C.

Em relação ao patrocínio nas camisolas, trata-se de um excelente acordo, a render uma média de 5M€ por época. No momento em que o FC Porto orçamentou as receitas com patrocínios para a nova época, não estava previsto a entrada deste acordo com a PT. Assim, somando-se os 13,6M€ orçamentados aos 2,5M€ por meia época com a MEO nas camisolas, são 16M€ com patrocínios - a SAD, em toda a sua história, nunca chegou aos 15M€. Falta saber que variáveis estarão previstas no acordo, algo que por norma não é explicado. De qualquer forma, se a SAD começar a garantir receitas com patrocínios sempre superiores a 16M€ por época, será excelente. 

O FC Porto vale mais do que se esperaria. Já o Benfica vendeu-se por aquilo que achava que mais ninguém valeria. Ganha o FC Porto, com o maior contrato de patrocínio/direitos televisivos do futebol português. Mas há algo que vai decidir o quão bom será este acordo:

Este aumento de receitas do FC Porto vai servir para reduzir a extrema necessidade de mais-valias ou vai suportar o despesismo excessivo da SAD, desde pagamento de comissões, compras inflacionados de jogadores a fundos/empresários e uma insustentável folha salarial e soma de Fornecimentos e Serviços Externos? Esta é uma boa oportunidade para o FC Porto começar a caminhar para auto-sustentabilidade. Pode ser a diferença entre ter que vender um ou três titulares por época. 

Quem teve o mérito de reunir estas circunstâncias tem também agora a responsabilidade de não as desperdiçar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A saga de desvalorização da Benfica TV

Cá vamos. 400M€, NOS, Benfica, direitos televisivos, etc. etc. Podemos começar por concordar com duas coisas: todos os benfiquistas vão procurar todas as razões para enaltecer que é um acordo fantástico. E todos os não benfiquistas vão procurar todas as razões para mostrar que o acordo não é assim tão bom. Para já, é simplesmente isto: um belo sapo engolido por Luís Filipe Vieira, após três anos de areia atirada para os olhos de quem quis.

O Benfica assumiu que o modelo de manter os seus direitos televisivos falhou, como sabia que ia falhar. Três anos depois de anunciar que rompia com a Olivedesportos, Domingos Soares Oliveira e Luís Filipe Vieira (por esta ordem na importância da gestão da SAD do Benfica) voltam atrás. 

Dois amigos
Tudo começou aqui: em setembro de 2012, o Relatório e Contas do Benfica foi chumbado, numa altura em que o FC Porto estava no seu percurso para o tricampeonato. A direção de Luís Filipe Vieira estava por um fio. Precisava de encontrar uma solução que iludisse a massa adepta. E essa solução foi precisamente, um mês depois, anunciar que ia romper com a Olivedesportos.

Estava dado o golpe populista. O Benfica sabia, desde o início, que o modelo não seria nunca tão vantajoso quanto renovar com a Olivedesportos. Mas há essa ilusão de que Olivedesportos = FC Porto, logo é algo contra o Benfica. É uma das teorias que ajudava a justificar o insucesso do Benfica e o sucesso do FC Porto. Acertar na Olivedesportos é acertar no FC Porto, pensaram eles. Certo é que Vieira e Joaquim Oliveira são amigos há anos. Foi o próprio Vieira, em 2010, a afirmar que a Olivedesportos ajudava muito o Benfica. A PPTV adianta verbas para pagamentos correntes, por exemplo. Mãe das coincidências, após romper com a SportTV, em 2013 o Benfica emite pedidos recorde de 95M€ de empréstimo obrigacionista, aos quais acresceu 45M€ este ano. Ah, e não é coincidência tanto os jogos do Benfica como a Premier League regressarem à SportTV na mesma altura.

Toda esta euforia em torno do acordo com a NOS, que até faz capas de jornais, não é mais do que uma tentativa para que desviem as atenções do facto de o Benfica ter voltado atrás. Os últimos 3 anos serviram para Luís Filipe Vieira aguentar-se na presidência do Benfica. Até foram bicampeões. Agora já pode voltar a ceder perante a SportTV sem receio.

Mais. Lembram-se de 2010/11, quando o FC Porto limpou tudo? Era preciso algo que valorizasse a marca Benfica. E eis o que aconteceu:



Ora bem. 40 milhões de euros por 15 jogos. Aqui não há exclusivo de canal: são 40 milhões por 15 jogos, o que, segundo o Expresso, «dá 2,7 milhões por jogo». A notícia é assinada por Ricardo Costa, diretor do Expresso, e Pedro Candeias, um influente jornalista desportivo benfiquista e com grande proximidade (chamemos-lhe assim) com o Benfica, tanto que voltou a ser ele a avançar com a notícia deste novo acordo. E a entrevista a Luís Filipe Vieira, que sai neste sábado, é naturalmente conduzida por ele, como já o fez em situações anteriores. 

O acordo estava fechado, pelos vistos, desde julho. Em 2012 o Benfica anunciava que já não ia haver acordo. Mas bem, eram 40M€ por 15 jogos. Portanto, 4 anos depois, o Benfica conseguiu com a NOS uma proposta muito inferior à que tinha em mãos em 2011, pois os direitos do Benfica valem até 250M€ num prazo a 10 anos. 

Sim, importa esclarecer. São 25M€/ano pelos direitos televisivos. Os 15M€ são pela exclusividade da BTV na grelha da NOS. Logo, é simplesmente um disparate dizer que os direitos televisivos do Benfica valem o dobro dos do FC Porto, pois o Porto Canal não tem valor comercial que mereça um exclusivo, até porque se trata de um canal generalista, não desportivo, e não tem exclusivos internacionais, que (ainda) é o caso da BTV. A questão da exclusividade parece ser o pormenor mais interessante para o Benfica. Resta saber que impacto terá o afastamento de receitas de outros emissores.

Ora, a última proposta da Olivedesportos para o Benfica renovar era de 22,2M€ ano. Então, em quase três anos o Benfica, que até passou a ser bicampeão nacional (coisa que não era há três décadas), viu os seus direitos televisivos passarem a valer apenas mais 2,8M€? 
De 2,7M/jogo para 1,47/jogo

Mais: na altura tínhamos um campeonato de 16 equipas, ou seja, dava 1,48M€ por cada jogo do Benfica em casa. Agora, temos um campeonato de 18 equipas, o que significa que os direitos televisivos do Benfica passaram a valer... 1,47M€ por jogo!

Em 2011, o Benfica passava ao Expresso a informação de que cada jogo seu valia 2,7M€ com Pais do Amaral. Em 2012, recusaram a avaliação de 1,48M€ da SportTV. E agora, com a NOS, avaliam cada jogo seu em 1,47M€. O «caminho» é sempre a descer. Há quem tema que o Benfica, ao comprometer-se com um prazo máximo a 10 anos, não aproveite uma possível inflação do mercado televisivo em Portugal. Não temam, porque aparentemente a tendência é descerem.

Claro, não podemos ignorar a questão do exclusivo do canal na grelha da NOS. Mas uma coisa são os direitos televisivos, outra é o exclusivo do canal. Que a diferença fique clara. Nos direitos televisivos, o Benfica perdeu dinheiro. Na soma das duas parcelas, veremos. Nada como esperar pelos números finais do R&C, e não pelo que é apregoado à priori.

Ainda sobre a relação Olivedesportos vs. BTV, não importa apenas avaliar os resultados de 2014/15. É preciso ter em conta o balanço desde que o Benfica rompeu com a Olivedesportos. E o saldo é negativo, tão negativo que o Benfica não hesita em avaliar por baixo os seus direitos televisivos com a NOS. De realçar que Domingos Soares Oliveira dizia, em dezembro de 2013, que já estava a ganhar «muito mais» do que com a Olivedesportos. O Benfica acabou a época com um lucro de receitas televisivas de 17M€ - menos 5M€ do que pagava Joaquim Oliveira. Em 2014-15, cerca de 23M€ limpos. Ou seja, um prejuízo de 4M€ em duas épocas em relação ao que pagava a Olivedesportos.

Mais. Domingos Soares Oliveira defendia, em 2013, que a BTV ia chegar aos 40M€ de receita anual. Pois bem, falhou. Primeiro, porque o que Benfica cede o seu exclusivo à NOS, mas continuará a ter que suportar todos os custos do canal. Além disso, vemos na informação já oficial uma espécie de «comunicados à Sporting».

O que é um comunicado à Sporting? É um comunicado que não especifica, de assentada, quanto recebe pela venda de um jogador. Vejam os comunicados das vendas do Sporting, desde Enoh a Cédric, e vêem que o Sporting não anuncia uma venda por X, anuncia uma venda por um valor que pode chegar até X. Ou, por exemplo, dizer que tem entre 50 a 100% de Carrillo. É um embelezamento de números, nada mais que isso. Faz lembrar as cláusulas de Di María ou o negócio Simão para Madrid, com preferência por dois jogadores que nunca foi usada.

Com a NOS passa-se o mesmo. Para atingir os 400M€ a dez anos, há uma série de cláusulas e objetivos que o Benfica nunca vai atingir, como é óbvio. Seja pelo ganho de títulos, números de assinantes, audiências, tudo é possível para inflacionar o valor total. Para iludir os desatentos, nada mais. 

Depois, outro pormenor a merecer atenção: o facto de o acordo poder ser rompido já em 2019. Porquê 2019? Porque dentro de três anos já poderá haver outro embelezamento para justificar um novo acordo, como foi feito no passado recente.

Mas a data coincide com o fim dos contratos de FC Porto (neste caso em 2018) e Sporting com a Olivedesportos. Não é um acaso: esta celebração de acordo entre o Benfica e a NOS é, também, um ataque a Pedro Proença enquanto presidente da Liga. Pedro Proença, apoiado por Sporting e FC Porto, quer a centralização dos direitos televisivos. O Benfica, que não queria Proença, avança para a NOS, avança sozinho, mas deixa uma porta de saída semi-aberta. E o Benfica até chegou a subscrever um princípio de centralização, juntamente com o FC Porto, mas recuou após Proença ser eleito presidente. Como as coisas mudam.

No que concerne ao FC Porto, tudo isto é irrelevante. O FC Porto tem contrato com a PPTV até 2018, sendo que desse dinheiro 5M€ já saíram em setembro, para pagar ao Novo Banco, e outros 5M€ seguem em janeiro para o Montepio, salvo renegociação. Anda tudo preocupado com os 80%. De facto, o Benfica fez uma coisa bem ao recusar os 22,2M€ da Olivedesportos: impediu que o contrato do FC Porto aumentasse proporcionalmente. Não vale a pena: o FC Porto tem contrato com a Olivedesportos, não é com a NOS. Logo, falar dos 80% parece irrelevante. Até porque se os 25M€ entram em vigor já em 2016-17 e os 80% são aplicáveis, então por essa lógica o FC Porto passa a receber já 20M€ nessa época? Obrigadinho, Benfica. 

Quando for tempo de renegociar, lá pensaremos em quão valem os jogos do FC Porto no Dragão. Só esperemos uma coisa: não ter uma SAD que planeava ter 2,7M€ de direitos televisivos por jogo e que agora rejubila com 1,47M€. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A força da marca FC Porto e o patrocínio

A BeIN Sports, uma das mais poderosas estações de transmissão de eventos desportivos, vai passar a transmitir os jogos da liga portuguesa em Espanha. Isso não significa, diretamente, que o FC Porto vá ganhar mais com receitas televisivas, mas sim que o futebol português bem pode agradecer ao FC Porto por continuar a expandir a sua imagem.

A BeIN Sports não estava interessada na liga portuguesa. Estava interessada no FC Porto, e logicamente nos seus jogadores espanhóis. Basta ler o comunicado oficial para perceber isso.
«Grandes futbolistas españoles también militan en la Primera División de Portugal como pueden ser Iker Casillas, Alberto Bueno, Adrián López, Cristian Tello, Iván Marcano, José Ángel o Diego Capel, además del técnico vasco del Porto, Julen Lopetegui.»
Para não resumir isto tudo ao FC Porto, a BeIN Sports lá meteu Capel ali pelo meio. Mesmo sabendo-se já que foi dispensado pelo Sporting. Logo, todo o interesse aqui resume-se ao FC Porto. E prosseguindo com o comunicado da BeIN Sports.
«De la Liga Portuguesa también surgieron jugadores de la talla internacional de Deco, Cristiano Ronaldo, Radamel Falcao, Pepe, Hulk o el nuevo delantero del Atlético de Madrid, Jackson Martínez.»
Ora então, tirando o jogador português mais mediático em todo o mundo (Cristiano Ronaldo), tudo o que é destacado são ex-jogadores do FC Porto. Não é a liga portuguesa que gera interesse. É o FC Porto.

A força da marca Casillas
Em Espanha, o mercado televisivo é de 1000 milhões de euros, após a centralização dos direitos televisivos (que vai acabar por ser uma realidade para o futebol português, leve o tempo que levar, e será uma salvação para muitos clubes, Benfica inclusive, que suspira pela centralização - Luís Filipe Vieira até assistiu à Supertaça na companhia de Joaquim Oliveira e sabe perfeitamente que a BTV não resistirá nestes moldes, pois enaltecer as receitas é muito bonito, mas quando metem os custos na balança... Fica o apontamento, que futuramente será recuperado).

Como o FC Porto tem contrato com a Olivedesportos até 2017-18, não encaixa diretamente dinheiro pelas transmissões internacionais, mas torna o futebol português mais apelativo e mais procurado. E isto pode perfeitamente reforçar o estatuto do FC Porto para aumentar a sua quota de receitas pelo mercado televisivo nacional em breve, assim que surgirem novas negociações (possivelmente, a centralização chegará primeiro que uma eventual renegociação com a Olivedesportos).

Com isto chegamos também à questão dos patrocínios. Ter Iker Casillas no plantel deu ao FC Porto uma visibilidade em termos de mercado que já se reflete, não só na compra da TVE de jogos de pré-época como agora pela BeIN Sports.

Por isso, agora podemos questionar: e se o FC Porto tivesse fechado logo o contrato com o patrocinador em maio? Pois é. Não poderia aproveitar os efeitos da contratação de Casillas, nem este impacto no mercado televisivo espanhol. Daí que nunca tenha mostrado grande preocupação com o facto da SAD não anunciar novidades face ao patrocinador. O tempo corre a favor do FC Porto, não o contrário.

Timing bem escolhido
O FC Porto não precisa, neste momento, do dinheiro do patrocínio. As receitas com patrocínio por norma nunca chegam a entrar nos cofres da SAD, pois já têm sempre destino para pagar créditos/empréstimos, como era exemplo a última tranche da PT. E depois de Casillas ter assinado pelo FC Porto, veio a público que os primeiros contactos para a contratação do guarda-redes sugiram ainda em maio. Era mais do que óbvio que o FC Porto só tinha a ganhar se esperasse, primeiro, para ver os efeitos que Casillas traria à sua marca.

Não foi nenhum patrocinador a trazer Casillas para o FC Porto. O FC Porto é que apostará em Casillas para chegar ao melhor acordo possível. Os timings têm sido geridos com uma boa estratégia. Mas claro, também teria que ser muito bem calculada a responsabilidade de adiar a decisão, sem ter garantias de que as futuras propostas seriam efetivamente melhores.

Em todo o caso, não é uma questão que retire o sono, pois o impacto do 3.º patrocinador é por norma bastante reduzido. Possivelmente estaríamos a falar de uma receita para cerca de 3 a 4% do orçamento para a nova época. Além disso, as receitas com patrocínios têm vindo a perder peso face ao impacto nas despesas. Se falamos de três ou quatro milhões de euros, é tudo uma questão de reduzir um pouco os custos com pessoal, os serviços e fornecimentos externos ou vender um ou dois excedentários. A receita é importante e útil, obviamente, mas não é nada que faça perder o sono. É, por exemplo, um ano de contrato com Maxi Pereira. E o FC Porto, neste tipo de investimentos, não podem ficar refém do dinheiro que não tem, pois isso já é explorado no limite com as receitas da UEFA, os fundos e as mais-valias com jogadores.

Seja qual for o timing, na questão dos patrocínios tudo se resume a isto: menos de 13M€ de receita (contando com todos os patrocínios) em 2014-15 será incompetência, pois além de cair para os valores mais baixos desde 2007 teria sido deitado a perder todo o impacto acima referido; e tudo o que chegue perto ou atinga os 15M€ já será um excelente negócio da SAD, pois nunca atingimos estes valores. Mas também nunca houve condições tão favoráveis para o fazer.

Uma aposta que falhou...
sem nunca ser testada
Opare rescindiu com o FC Porto. De louvar a decisão, pois se era para andar a saltar de empréstimo ou empréstimo, o melhor era rescindir já. Por outro lado, nem meia dúzia de trocos ofereciam por um polivalente lateral internacional? Fica-se por conhecer que prejuízo deu Opare (a SAD não especificou os encargos com a contratação e uma rescisão amigável, por norma, implica sempre uma indemnização ao jogador - a não ser que o Augsburg cubra o que estava a ganhar), jogador que nunca chegou a ter uma oportunidade e tinha uma dimensão mais do que razoável para o futebol português. Por outro lado, conforme aqui se previa, as rescisões de contratos vão ser cada vez mais frequentes, por força das restrições da FIFA no mercado de agentes. Menos um caso para resolver e há que seguir com atenção o caso Quiñones, pois este custou 2M€ para ser contratado e, considerando os salários, custou quase tanto como o último ano de PT. Para já, melhor sorte a Opare.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O peso das receitas televisivas, com a Benfica TV à mistura

Os direitos televisivos são o ganha pão para muitos clubes europeus. Em países como Inglaterra, Alemanha, França ou Itália, assim como nas competições da UEFA, aplica-se o modelo centralizado, colectivo. Em Portugal e Espanha é prática o plano individual, que prejudica os clubes mais pequenos. Só Benfica, Sporting e FC Porto conseguem chegar à barreira dos dois dígitos em milhões em receitas televisivas anualmente. Para clubes de segunda linha, como Braga, Marítimo ou Guimarães, é extremamente difícil chegar aos 4 milhões de euros. Para clubes da segunda liga, um campeonato com 46 jornadas e que implica centenas de quilómetros em viagens, além de despesas de alojamento, as receitas televisivas não chegam a 300 mil euros/ano por clube. Apenas para explicar o quão distante é a realidade do campeonato português.
Portugal, realidade à parte

Tomemos a liga inglesa como exemplo. Em 2012-13, o QPR, que desceu de divisão, recebeu 50,56 milhões de euros só em direitos televisivos. Mais do que Benfica, FC Porto e Sporting receberam juntos na última época. Esta diferença abismal mostra bem o quão auto-insustentável é o futebol português.

A centralização dos direitos televisivos beneficiava os clubes pequenos (um trabalho interessante do Público, ainda que já antigo). Mário Figueiredo chegou à liga com a promessa não só do alargamento como da centralização dos direitos televisivos. Os clubes mais pequenos desesperam por receitas e agarraram-se à tábua de salvação que viram. Em vão. Não é segredo para ninguém o poder que a Olivedesportos ocupa no futebol português. Qualquer portista reconhece e entende a longa ligação do FC Porto ao império de Joaquim Oliveira - menos António Oliveira, claro.

A Olivedesportos, mais do que dona do negócio do futebol português, é uma financiadora da gestão dos clubes, muitas vezes adiantando verbas para fazer face aos problemas de tesouraria, como é o caso do FC Porto (ver R&C de 2013-14). O actual contrato da Olivedesportos é válido até 2018 e rende um total de 82,8 milhões de euros, quantia que não é repartida equitativamente por causa dos adiantamentos já referidos, não excluindo também rendimentos progressivos.

Em 2013-14, as receitas televisivas do FC Porto foram de 15.928M€, face aos 13.185M€ de 2012-13. O crescimento deve-se em grande parte à receita de 1.628M€ do Porto Canal. Mas este último ponto não é necessariamente uma boa notícia, pelo menos não em 2013-14, tem em conta que os fornecimentos e serviços externos cresceram sobretudo por culpa dos custos de exploração da PortoMedia. Logo ainda é cedo para perceber o impacto que o Porto Canal possa ter, mas vamos tomar como referência os 15.928M€ de 2013-14 (dos quais 14M€ oriundos da PPTV/Olivedesportos).

Ligação deve continuar
Em 2014-15, a SAD prevê receber 16M€ em receitas televisivas. Dinheiro que cobre sensivelmente 20% dos proveitos operacionais. Mas como o orçamento apresenta logo um défice à partida, que tem que ser coberto as mais-valias em transferências, neste caso as receitas televisivas vão cobrir apenas 14% das despesas operacionais para 2014-15. Quando comparado com o Reading ou um QPR, que conseguem pagar a época só às custas dos direitos televisivos, isto diz tudo sobre a nossa realidade.

É possível aumentar exponencialmente as receitas? Não. Não sob a batuta da LPFP, não sob a FPFP, não sob a Olivedesportos - e sob ninguém, a não ser que aparecesse algum maluco que vendesse os direitos desde a China à Índia. Obviamente o FC Porto não irá romper com a Olivedesportos enquanto Joaquim Oliveira tiver o seu império de pé. Estamos a falar de um parceiro de longa data do FC Porto e um acionista de 1/10 do capital social da SAD. Aliás, no final de 2013, a participação de Joaquim Oliveira passou a ver feita via Olivedesportos, não pela Sportinveste. E se Joaquim Oliveira não aproveitou a OPA para vender a sua participação, é sinal que a ligação ao FC Porto vai continuar.

E o pós 2018? Impossível prever. Os clubes não podem interferir nos direitos da Supertaça, da Taça de Portugal, da Taça da Liga (enquanto durar) e das provas da UEFA, mas são donos dos seus direitos televisivos do campeonato nacional. Pode o FC Porto usar o Porto Canal como meio de transmissão? Diria que não. Até Bruno de Carvalho, um sportinguista fanático, cego e que acredita mesmo que o Sporting é o maior e melhor clube português, percebeu que não é possível fazer isso no seu clube. No FC Porto também não. O único clube que tinha massa para isso (massa no sentido de procura de mercado) em Portugal, o Benfica, aventurou-se. E será que correu assim tão bem?

Tendo em conta que a Benfica TV foi um projecto que começou do zero, os resultados de 2013-14 são interessantíssimos. Que não se diga o contrário. Mas a verdade é que a Benfica TV não consegue gerar as receitas que a Olivedesportos lhe oferecia, por muito que se diga o contrário.

A Benfica TV gerou 17,1M€ na última época. Se disserem que rende mais do dobro do que o último contrato da Olivedesportos, claro que é um sucesso. Mas a verdade é que a última oferta da Olivedesportos, que valorizava o Benfica quase a uma escala FC Porto+Sporting juntos, era muito superior àquilo que a Benfica TV está a gerar. A Olivedesportos oferecia 22,2M€ por ano. A Benfica teve gerou 17,1M€. Ou seja, a Benfica TV fez menos 5,1M€ do que recebia se tivesse renovado com a Olivedesportos.

É possível aumentarem as receitas? Duvido. A Benfica TV já rompeu a barreira dos 300 mil assinantes (e o Vieira ainda anda à procura dos 300 mil sócios), números que reconheço como bons, mas teve custos na ordem dos 11M€ e contribuiu para um aumento de mais de 25% nos custos com pessoal. Que os custos possam ser reduzidos, é possível, pois a inclusão no perímetro de consolidação da SAD é sempre mais dispendiosa. Mas chegar a uma receita de 22,2M€/ano? Diria que impossível.

Benfica TV: bom negócio,
mas que não engana
Mas esta não era a única aposta da Benfica TV. A Benfica TV não queria gerar apenas receitas próprias, e talvez o próprio Benfica soubesse que não ia chegar aos valores da Olivedesportos. Mas teve outra vitória: o grande murro que deu no império de Joaquim Oliveira. Fragilizando a Olivedesportos, o Benfica fragilizava FC Porto (Joaquim Oliveira tem 10,01% da SAD) e até Sporting (Joaquim Oliveira tem 5,47%). Uma Olivedesportos com menos receitas via Benfica e consequentemente via Sport TV tornava-se uma Olivedesportos menos capaz de ser parceira dos rivais e de manter o futebol português a girar em seu redor.

De certa forma, a Benfica TV previa o fecho de outras duas torneiras: o BES e a PT. Coincidência ou não, com a queda do principal parceiro bancário do Sporting e do FC Porto e do maior patrocinador do futebol português, é a Olivedesportos, com os direitos televisivos, a maior responsável pelas receitas operacionais da SAD, só superada pelos prémios da UEFA. O BES caiu, a PT caiu, o Benfica planeava a queda da Olivedesportos. Feriu-a, mas para já continua de pé. A Olivedesportos precisava mais do Benfica do que o Benfica da Olivedesportos, mas o Benfica não ganha tanto como ganhava com a Olivedesportos.

Que futuro pós 2018? Impossível de prever. Muito pode mudar, não só face à queda da Olivedesportos nos últimos anos como ao próprio papel que a LPFP assumir (o futebol português ou será exportado ou continuará a afundar-se). Mas com uma coisa podemos contar: se é certo que a Olivedesportos não é tão forte sem o Benfica, não é menos verdade que deve passar a valorizar mais do que nunca o FC Porto como seu parceiro negocial.