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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O regresso de Kelvin e as apostas reforçadas

Kelvin vai regressar ao FC Porto, garante o Jornal de Notícias. O seu contrato com o São Paulo vai terminar, por isso o passo lógico é regressar à base, restando saber se é para reintegrar os quadros do clube ou continuar de empréstimo em empréstimo. Segundo o JN, vai ser para regressar ao plantel.

E aqui começam as novidades: «A decisão foi tomada pelo presidente Pinto da Costa e pelo novo diretor-geral do clube, Luís Gonçalves». Então, a decisão é tomada por duas pessoas e nenhuma delas é o treinador? A reintegração ou não de Kelvin deve passar pelas opções de Nuno Espírito Santo. Brahimi em janeiro irá para a CAN e faz todo o sentido tentar, antes de tudo, aproveitar as soluções da casa, mas integrar Kelvin sem que faça parte dos planos de Nuno Espírito Santo seria repetir um erro de 2013.

Em 2013, Paulo Fonseca não contava com Kelvin. Mas Kelvin teve que ficar no plantel - por um lado porque seria mal visto pelos adeptos que o herói do título saísse (seria algo atirado ao treinador ao primeiro mau resultado), por outro porque havia o espaço K para inaugurar, e era necessária a presença de Kelvin (não faria sentido inaugurar um espaço em homenagem a um jogador emprestado a outro clube). 

Contrato até 2018
Os últimos três anos da carreira de Kelvin foram tempo deitado fora, inclusive os dois empréstimos ao Brasil, onde Kelvin não teve treinadores que o ajudassem a conseguir as noções básicas para um extremo no futebol europeu, sobretudo no processo defensivo, na objetividade e no jogo sem bola. No Palmeiras, passou praticamente um ano a aquecer o banco.  No São Paulo está a ter tempo de jogo, mas em 31 jogos fez apenas 2 golos e 2 assistências, além de que já teve 3 treinadores diferentes no último ano. Para um jogador com o potencial que Kelvin tem, mas que pouquíssimo evoluiu desde que se vinculou ao FC Porto, este não é um meio favorável para ele. Situação há muito prevista.

Se Nuno Espírito Santo estiver disposto a dar uma oportunidade a Kelvin, muito bem. Mas possivelmente terá que ser a última. O contrato de Kelvin termina em 2018. Que não se faça a asneira que se fez com Quintero: renovar o contrato por 4 anos para depois se decidir que não vai fazer parte do plantel. Com Kelvin, se renovar, que seja para ficar no plantel; se não houver perspetivas de ficar no plantel, e após 3 anos em que o FC Porto pouco se preocupou em fazer evoluir o jogador, não restam grandes justificações para defender o ativo. 

Como curiosidade, uma retrospetiva. Em março de 2011, Kelvin já era oficialmente jogador do FC Porto, contratado ao Paraná, por 3 milhões de euros, por 90% do passe.

Por isso foi com grande curiosidade que foi visto o contrato que o FC Porto fez com Mohammed Afzal para a compra do jogador. Os serviços prestados pelo conhecido agente eram os tradicionais, que justificam os contratos de todos os clubes:


O FC Porto pagou 150 mil euros a Afzal e reservou-lhe 15% de uma futura transferência (o FC Porto obrigou-se a vender Kelvin por 10M€, ou a comprar a percentagem do empresário caso tivesse uma proposta desse valor pela quantia proporcional).  O mais curioso foi ver a data da assinatura do contrato entre o empresário e a SAD: 2 de julho de 2011.

Ou seja, o FC Porto fez um contrato com o empresário Afzal em julho pelo aconselhamento na contratação de um jogador que já estava comprado em março? Poderia estar em causa o facto de Kelvin só ter feito 18 anos a 1 de junho. Mas este contrato foi celebrado um mês depois, e o FC Porto especificava no documento que o clube «pretende celebrar um contrato» com Kelvin, numa altura em que já estava comprado e no mapa de ativos da SAD. Mas lá está. O FC Porto tinha acabado de ganhar a Liga Europa. Os adeptos estavam felizes, ninguém ou poucos se preocupavam com a situação financeira da SAD. Quando os maus resultados aparecerem, muitos acordam. A frase «nós só queremos o Porto campeão» define qual o fim que pretendemos, mas não pode justificar e desculpar todos os meios - sobretudo em campos paralelos.

É importante transmistir a imagem de que Luís Gonçalves já trabalha ativamente no clube (na SAD, tendo em conta que Antero Henrique comunicou a sua demissão no início de setembro, a mesma só terá efeito a partir do final do próximo mês, seguindo o que está previsto em todas as empresas cotadas em bolsa), mas há mais duas curiosidades escritas pelo JN.

Primeiro, a de que «será reforçada a aposta na matéria-prima do clube», dizendo que a equipa B terá um papel muito importante. Se a aposta será reforçada não sabemos, mas pior não vai ser de certeza, tendo em conta que nenhuns dos campeões da Segunda Liga foram promovidos à equipa A (André Silva e Chidozie já estavam a trabalhar com o plantel principal na época passada).

Outro destaque é o de que a equipa de juniores vai passar a centrar-se mais na contratação de jogadores portugueses. Ótimo. Mas repare-se neste pormenor do JN: «A exemplo do que continuará a acontecer com a equipa B, a prioridade dos responsáveis portistas é trabalhar a todo o vapor com matéria-prima do clube». Assim sendo, os estrangeiros que chegam à equipa B vão deixar de vir na sua maioria por empréstimo, com cláusulas de compra altas? Tome-se o exemplo de Ismael Díaz. Já podia e devia ter sido comprado, mas foi emprestado pelo segundo ano consecutivo ao FC Porto, com uma cláusula de compra altíssima. Ou seja, o FC Porto está a valorizar e a fazer evoluir um jogador (do Panamá!) que ainda nem está nos quadros do clube, pelo segundo ano consecutivo. Neste caso, não há apostas a reforçar, mas sim grandes mudanças para fazer. Esperemos que Luís Gonçalves contribua nesse sentido. 

Os discursos de inauguração de Pinto da Costa em casas do FC Porto eram, em tempos, um regalo de se ouvir. Que seja o caso em Marco de Canaveses, aproveitando obviamente para galvanizar os portistas (há um jogo importante já no sábado), mas sem sacudir culpas ou levantar areia. 

PS: Antero Henrique precisou de sair do FC Porto para se insurgir publicamente contra um artigo do jornal A Bola? Por que é que nunca o fez enquanto estava em funções na SAD? Certamente que teria sido muito mais útil ao FC Porto que Antero Henrique tivesse quebrado o silêncio enquanto estava na SAD, não depois de sair. Agora já não é um assunto que diga respeito ao FC Porto, pelo que pode fazer a título pessoal o que bem entender. Em defesa do FC Porto, que fale agora o presidente (ou outro membro do Conselho de Administração). De preferência não apenas depois de vitórias. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Kelvin, do minuto 92 à saída. Uma reflexão

«Podia ser um espaço dedicado ao golo do Ademir, ao calcanhar do Madjer, ao aceno fatal do Deco em Gelsenkirchen ou ao voo do Falcao em Dublin. A história do FC Porto é rica em momentos que são eternizados com um único pontapé ou cabeceamento, mas há um que mereceu uma distinção acima de todas as outras: o golo de Kelvin, no célebre minuto 92.

O espaço K não representa apenas um momento na história do FC Porto. Representa toda a história de Kelvin no FC Porto. O menino brasileiro virou um campeonato ao contrário com um pontapé. Decisivo, sim, sobretudo por ter sido na penúltima jornada. Mas num campeonato, um ponto na primeira jornada pode ser tão decisivo como um na última para as contas finais. Em 2006-07, o FC Porto foi campeão com um ponto de vantagem. E se Bruno Moraes não tivesse derrubado o Benfica à cabeçada no último minuto?

O momento foi de Kelvin. Mas e se Liedson não tivesse feito a tabela? E se Varela, antes, não tivesse soltado para o lado esquerdo? E se João Moutinho não tivesse recuperado a bola num lançamento de linha lateral para o Benfica? Mais do que um golo de Kelvin, foi um golo do FC Porto. Mais um na sua história.

Depois de ter sido o herói em 2012-13, Kelvin ficou no plantel quase para ser peça de museu. Que sentido faria inaugurar o espaço K com um jogador emprestado ao Guimarães? Foi por isso que Kelvin ficou no plantel. E com isso queimou-se um ano em que Kelvin podia evoluir como necessita. Não foram apenas os adeptos e o jogador a ficar agarrados às memórias do minuto 92: os próprios dirigentes do FC Porto agarraram-se a isso.

A memória é eterna. Kelvin não, por isso está de saída do FC Porto, por não entrar nos planos de Lopetegui.»

Foi escrito em Junho, mas pode perfeitamente ser repetido, palavra por palavra, agora que Kelvin foi emprestado ao Palmeiras. Sai com ano e meio de atraso. Paulo Fonseca não contava com ele, Lopetegui não conta com ele. Não são adeptos do FC Porto, são treinadores e profissionais, logo não sentem qualquer tipo de nostalgia 92 ao olhar para Kelvin.

Que tem talento todos sabemos. Que isso não chega, também. Podia ter tido mais oportunidades, especialmente em 2013-14, mas os adeptos não têm acesso aos dados todos para compreender a sua situação. Como por exemplo os treinos ao longo da semana, onde muito pode acontecer. Ou muito pouco.

O golo de Kelvin ao Benfica foi o melhor que podia ter acontecido ao FC Porto e o pior que podia ter acontecido ao jogador. Em 2013-14 ficou para ser peça de museu. Esta época ficou mesmo sabendo-se desde o início que Lopetegui não contava com ele. A sua situação não foi bem gerida pelos responsáveis do FC Porto, que tinham a obrigação de procurar uma solução para fazer evoluir um jogador que custou pouco mais de 3 milhões de euros por 90% do passe (entretanto já reduzido a 75%).

Ninguém ou poucos se preocuparam com o que Kelvin ainda podia fazer no futuro. A carreira dele, aos olhos de muitos, estava feita. Fez o golo que valeu o tri. O minuto 92 vale 3 milhões de euros? Vale pois. E a partir daí o Kelvin passou a ser sempre o menino do minuto 92. Aos olhos de adeptos e dirigentes. A história estava contada e poucos se preocuparam em preencher a próxima página.

O Palmeiras é um clube que não é órfão de instabilidade e crises directivas, contratou um camião de jogadores para a próxima época e, o pior de tudo, tem um treinador de 64 anos que nunca treinou na Europa. Oswaldo de Oliveira não tem nada para ensinar a Kelvin no que ao futebol moderno diz respeito. Na vertente técnica, Kelvin é acima da média. Fisicamente, tacticamente e psicologicamente tem muito para aprender e desenvolver, e infelizmente muito dificilmente será no Palmeiras que isso vai mudar.

Atento às palavras de Lopetegui, que diz que «consideramos que foi uma boa opção». Então, se Lopetegui entendeu que emprestar Kelvin ao Palmeiras foi a melhor opção, mais preocupado fico. Kelvin precisava, e precisa, de princípios europeus. A não ser que o próprio Lopetegui não acredite que evolua no sentido de se tornar num jogador importante no FC Porto. Uma importância para além do minuto 92, vá.

Há mais um pormenor importante: o contrato. O empréstimo ao Palmeiras é até ao final de 2015 e o contrato de Kelvin acaba 6 meses depois, por isso como é natural regressa ao Brasil com contrato renovado, à imagem do que se passou com Walter. E depois? V de Volta ou aproveitar a eventual valorização no mercado brasileiro? O coração que bateu 92 vezes num segundo pede a primeira; a experiência diz que o segundo caminho está traçado.

Boa sorte, Kelvin.

PS: Quantos jogadores emprestados a clubes brasileiros regressaram ao FC Porto para ser primeira opção? Não é retórica, é mesmo uma questão.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

As renovações de Fabiano e Ruben Neves

Dois nomes que dificilmente contavam para o totobola no início da pré-época: Fabiano porque era conhecida a vontade de Lopetegui de ter um novo guarda-redes, Ruben Neves porque tinha acabado a época nos juvenis. Agora dois exemplos de que o trabalho e o profissionalismo pode não só valer um lugar entre os titulares como também novos contratos.

Renovação acertada
Começando por Ruben Neves. A cláusula de 40 milhões de euros é perfeita. Os clubes quase nunca batem cláusulas de rescisão, porque para isso acontecer tem que ser uma das partes (clube ou jogador) a invocar a rescisão unilateral. No FC Porto, nos últimos 14 anos isso só aconteceu com André Villas-Boas. Logo, Ruben Neves está mais do que protegido.

Entretanto já se lê a questão: porque é que renovou apenas até 2017? Simples, porque não podia renovar por mais. A FIFA não permite que menores de 18 anos assinem contratos de duração superior a 3 épocas desportivas: «Players under the age of 18 may not sign a professional contract for a term longer than three years. Any clause referring to a longer period shall not be recognised».

Na renovação com Rúben Neves o importante não era a duração, mas sim um salário mais condizente com o estatuto do jogador e uma cláusula de rescisão mais adequada. Um casamento perfeito, de fácil resolução. Quando já puder tirar a carta de condução, já pode assinar um contrato de longa duração com o FC Porto.

Confiança reforçada
Quanto a Fabiano, o contrato até 2019 é uma clara aposta por parte da SAD e de Lopetegui. O contrato de Helton acaba em 2015 e não será naturalmente renovado, o que significa que Fabiano está de pedra e cal no plantel do FC Porto. Andrés Fernández foi contratado como solução directa para o 11, mas Fabiano soube defender o posto que era seu. A cláusula de rescisão de 30 milhões de euros é altíssima face ao estatuto/posição do jogador, algo que deixa todas as partes tranquilas.

E agora Danilo, Alex Sandro... e Kelvin

Partindo do princípio que Abdoulaye e Izmaylov, emprestados, só renovarão se for para evitar uma saída a custo zero (têm contratos até 2016), e que Quaresma terá quase 33 anos quando terminar o seu actual contrato, o FC Porto tem mais três casos para resolver nos próximos meses: Danilo, Alex Sandro e Kelvin.

Kelvin já deveria ter sido emprestado em Agosto e oxalá assim o seja em Janeiro. Desde o minuto 92, deitou 18 meses da carreira ao lixo. Não evoluiu porque não teve espaço para isso. Na equipa B não há estímulo competitivo. Pode ter minutos de jogo, mas não terá evolução. Foi um jogador caro para o FC Porto (três milhões de euros) e já deu ao clube um momento que vale esse dinheiro... Mas o minuto 92 devia ser apenas um momento da sua carreira no FC Porto, não toda a carreira no FC Porto. Empréstimo em Janeiro e, mediante o serviço que mostrar no novo clube, a renovação de contrato seria o cenário ideal.

Renovar até Junho ou sair
Danilo e Alex Sandro são duas trutas na SAD. Danilo custou 13 milhões, Alex Sandro 9,6 e a SAD tem ambos a 100%. Na entrevista de Fernando Gomes ao Porto Canal, já ouvimos o responsável pela pasta financeira do clube a admitir - no clássico «não posso prometer nada» - que a Euroantas, ou engenharia financeira similar, pode ser novamente uma botija de oxigénio para as contas a médio prazo, devido ao fair-play financeiro. Para evitar tal operação, uma vez que o FC Porto não vai reduzir os custos operacionais e dificilmente aumentar significativamente as receitas em 2014-15 (só com uma boa Champions), a SAD poderá não resistir às saídas de Danilo, Alex ou ambos (mediante o que acontecer com Jackson Martínez).

Os casos de Danilo e Alex Sandro são fáceis de compreender: ou a saída fica já alinhava antecipadamente e não haverá renovação até Junho (e desta vez não há efeitos Mendes), ou serão para manter e a renovação de contrato terá que ser tratada até lá, de modo a evitar uma inaceitável saída a custo zero. De recordar que Ricardo renovou até 2019 (Opare ainda não se mostrou) e há José Ángel para o lado esquerdo - há quem diga que também há Kayembé, mas curiosamente para o treino de ontem Lopetegui preferiu chamar Rafa.

Há sucessores na forja. Resta saber se haverá compradores capazes de pelo menos dobrar o investimento em Danilo e Alex Sandro... ou se o FC Porto terá capacidade para manter um ou dois destes jogadores. Decisão para ser executada mais tarde, mas que tem que ser planeada atempadamente. Certamente já o estará.

PS: Dos casos de jogadores que estão entre a renovação e a saída excluem-se os sub-19 e a equipa B.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O momento é eterno, o protagonista não

Podia ser um espaço dedicado ao golo do Ademir, ao calcanhar do Madjer, ao aceno fatal do Deco em Gelsenkirchen ou ao voo do Falcao em Dublin. A história do FC Porto é rica em momentos que são eternizados com um único pontapé ou cabeceamento, mas há um que mereceu uma distinção acima de todas as outras: o golo de Kelvin, no célebre minuto 92.

Futuro não passa
pelo FC Porto
O espaço K não representa apenas um momento na história do FC Porto. Representa toda a história de Kelvin no FC Porto. O menino brasileiro virou um campeonato ao contrário com um pontapé. Decisivo, sim, sobretudo por ter sido na penúltima jornada. Mas num campeonato, um ponto na primeira jornada pode ser tão decisivo como um na última para as contas finais. Em 2006/07, o FC Porto foi campeão com um ponto de vantagem. E se Bruno Moraes não tivesse derrubado o Benfica à cabeçada no último minuto?

O momento foi de Kelvin. Mas e se Liedson não tivesse feito a tabela? E se Varela, antes, não tivesse soltado para o lado esquerdo? E se João Moutinho não tivesse recuperado a bola num lançamento de linha lateral para o Benfica? Mais do que um golo de Kelvin, foi um golo do FC Porto. Mais um na sua história.

Depois de ter sido o herói em 2012-13, Kelvin ficou no plantel quase para ser peça de museu. Que sentido faria inaugurar o espaço K com um jogador emprestado ao Guimarães? Foi por isso que Kelvin ficou no plantel. E com isso queimou-se um ano em que Kelvin podia evoluir como necessita. Não foram apenas os adeptos e o jogador a ficar agarrados às memórias do minuto 92: os próprios dirigentes do FC Porto agarraram-se a isso.

A memória é eterna. Kelvin não, por isso está de saída do FC Porto, por não entrar nos planos de Lopetegui. O clube prefere o empréstimo e não faltam interessados na primeira liga, mas o jogador pode entender que está na hora de sair a título definitivo, após 3 anos a tentar ser opção regular na equipa principal (no primeiro ano foi emprestado ao Rio Ave). Resta à SAD encontrar a melhor solução para um jogador que entra e sai do clube sem que nunca a imprensa tivesse conseguido descobrir (ou pelo menos publicar) quem é o seu empresário. É obra.

Pedro Moreira no viveiro de Jorge Mendes

Em janeiro foi apresentado como bandeira para a aposta na formação por parte de Pinto da Costa. A entrevista foi do pior que já foi dado pelo presidente, por isso a promessa acaba por valer tanto como a continuidade de Lucho ou a renovação com Paulo Fonseca. Mas não deixa de surpreender.

Rio Ave cresce
com Mendes
Aos 25 anos, Pedro Moreira nunca fez uma época «decente» de primeira liga e jamais convenceria Lopetegui a incluí-lo no plantel principal. Mas renovar com um jogador para depois emprestá-lo, já depois de terem tido acordo para o transferir para a Académica, é uma decisão em tudo incompreensível. Sobretudo tendo em conta que Pedro Moreira nunca chegará a um nível que lhe permita jogar a alto nível na equipa principal. Além disso, ao contrário do que possam pensar, Pedro Moreira não é um jogador formado no FC Porto face aos regulamentos da UEFA.

Pedro Moreira chega a um clube que tem no seu «diretor-geral» e «(des)investidor» Jorge Mendes, também empenhado na (re)construção do plantel de 2 dos 3 grandes e nas vendas de um terceiro. Mas o clube que hoje tem maior influência de Jorge Mendes é o Rio Ave.

O empresário é detentor dos passes de Marcelo e Felipe Augusto e vai transferi-los para outro clube, com FC Porto e Benfica no raide das possibilidades, pois em Valência e Mónaco há limite para extracomunitários.  Na carteira de Mendes também estão Tiago Pinto, Ederson, Ukra, Diego Lopes, Alberto Rodríguez, Roderick Miranda e Luis Gustavo, além do treinador Espírito Santo, a ser colocado no Valência, e de Fabinho, «emprestado» ao Mónaco. Marcelo e Felipe Augusto são os primeiros peixes graúdos a sair do viveiro. Quem serão os próximos?