Não há comparação possível entre os extremos que o FC Porto teve para iniciar 2013-14 e os que conseguiu para a última época. Paulo Fonseca basicamente só tinha Varela como jogador «feito», e tinha-o contrariado. Lopetegui teve qualidade de sobra, pois a época foi mais bem preparada, o treinador foi ouvido e o ataque ao mercado foi forte e bem conseguido. O resultado? Quaresma: 10 golos e 7 assistências. Tello: 8 golos e 11 assistências. Brahimi: 13 golos e 10 assistências. Contamos apenas este top 3, o mais produtivo que tivemos em muitos anos, sem contar com as passagens episódicas de Ádrian, Quintero, Óliver e até Hernâni pelas alas.
Todos os atuais extremos têm condições para serem mantidos no plantel. Temos experiência (Quaresma), explosão (Tello), criatividade (Brahimi) e projetos de jogador, que vão de Ivo a Hernâni, de Frédéric a Rúben Macedo. Cabe a Lopetegui escolher. Se alguém sair, que seja substituído por alguém do mesmo perfil, embora nada esteja previsto nesse sentido. Em relação a extremos, é um setor para o qual não precisamos de contratações para o 11, mas sim de continuar a aproveitar as soluções que já temos e os talentos que estão na forja. Não esquecer que só em Kelvin (continua no Brasil) e Hernâni foram investidos 6M€, dinheiro ainda por rentabilizar. Não estamos na melhor altura para apostar em «planos C» quando os «B» ainda estão na forja. Mas como sempre, há quem não seja da mesma opinião.
Quaresma - Esteve por um fio no início da época, fruto do feitio que fez com que fosse considerado um flop no Barcelona, no Chelsea ou no Inter. Mas amadureceu como poucos esperariam - talvez nem ele próprio. Tornou-se um extremo mais equilibrado e mais completo, mesmo perdendo velocidade (como é normal na sua idade). É muito raro um extremo de 31 anos ser titular numa grande equipa. Quaresma sabe - se não sabe ficará a saber - que será difícil ser titular absoluto em 2015-16, mas ficando no plantel será um elemento de grande valia. Isto se souber que quer no banco, quer dentro de campo, o símbolo que representa é sempre o mesmo. Não estava na morgue, mas o FC Porto reabriu-lhe todas as portas.
Tello - Uma, duas, três lesões, as duas últimas já quando estava na sua melhor forma ao serviço do FC Porto. Aprendeu a definir melhor, a usar o que de melhor tem, tornou-se decisivo numa sequência de jogos importantes, ora com golos ora com assistências. 2015-16 tem tudo para ser a sua grande época. Postura irrepreensível ao serviço do clube, em todos os momentos, e a não ser que o Barcelona decida estragar a festa entrará em 2015-16 como uma das grandes armas do FC Porto para resgatar o título e voltar a brilhar na Champions (onde Tello acabou por não conseguir ser influente como poderia ser).
Brahimi - Partiu tudo nos primeiros meses, a ponto de fazer uma cláusula de 50M€ parecer pouco. A partir de Novembro (ainda antes da CAN), caiu numa espiral de exibições apagadas e moleza, mesmo intercalada com alguns momentos/jogos do brilhantismo a que nos habituou. Era a primeira época de Brahimi num clube que joga na UEFA, que luta para ser campeão, que em todos os jogos a nível nacional joga contra equipas com linhas defensivas recuadas. Realidades novas para Brahimi, que também teve/tem que aprender a fazer de um passe a melhor finta, a enquadrar-se taticamente num coletivo e a perceber que é impossível ele partir todos os defesas em todos os jogos. Vai ficar e na próxima época estará bem mais preparado para a regularidade que lhe faltou. Sem Danilo e Jackson, deve emergir como a grande figura do FC Porto para 2015-16.
Hernâni - O TD não concordou com a sua contratação, como foi opinado no fecho do mercado. A não concordar com algo, que seja dito atempadamente, porque em prognósticos no final do jogo todos somos 100% certeiros. Mas a partir do momento em que Hernâni chega ao FC Porto, é de esperar que o elevado investimento seja rentabilizado e que as suas características sejam tão aproveitadas quanto possível. Ao fim de meia época, Hernâni é ainda o mesmo jogador que fomos buscar ao Guimarães: com bola no espaço pode fazer a diferença, mas em tudo o resto apresenta limitações. Fez 2 golos no campeonato, esforçou-se, mas em termos evolutivos ainda não deu para ver muito. Parte como última opção para as alas, se ficar no plantel, e precisa de muito mais para singrar no FC Porto.
Kelvin e Ivo Rodrigues serão analisados no setor de jogadores emprestados, enquanto Ádrian López entra nos avançados.
Pergunta(s): Há necessidade de ir ao mercado buscar um extremo? Que papel para Hernâni no FC Porto 2015-16?
Pergunta(s): Há necessidade de ir ao mercado buscar um extremo? Que papel para Hernâni no FC Porto 2015-16?
PS: A efeméride passou ao lado. O Tribunal do Dragão celebrou um ano de existência. 245 posts, 5.000 comentários, 1,8 milhões de visitas. A frequência de posts não tem sido a maior nas últimas semanas, por motivos de força maior (daí o menor número de posts e a ausência de respostas a comentários), mas tentaremos repetir os números no segundo ano, sempre com o mesmo propósito: um espaço de opinião, defesa, crítica e análise ao FC Porto. Um obrigado a todos os portistas que visitam e comentam regularmente este espaço.



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