Mostrar mensagens com a etiqueta Recortes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Recortes. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Militão, indeed



Todas as zonas de intervenção na derrota frente ao Benfica, na Luz

terça-feira, 6 de junho de 2017

Para afixar e refletir

«Adoro o futebol realista, pragmático, com velocidade em direção à baliza adversária. Isso é o mais difícil no futebol (...) É por isso que adoro o Mónaco, a equipa mais completa, a melhor do campeonato. Mas tenho diferenças em relação a Jardim. Ele acha que é melhor ganhar 4-3, eu penso que é melhor ganhar 1-0 (...) A única coisa que garante pontos é não sofrer golos». Sérgio Conceição, 21-03-2017, Ouest France

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Doze coisas sobre Danilo Pereira


- Sempre que Danilo Pereira marca, o FC Porto ganha (8 jogos, 8 vitórias). 

- Danilo Pereira tem tantos golos como cartões amarelos ao serviço do FC Porto no Estádio do Dragão (5/5). 

- Em média, só conseguem driblar Danilo Pereira uma vez a cada dois jogos no Campeonato. Ou seja, precisam de 180 minutos para conseguirem fazer uma finta a Danilo. 

- Danilo Pereira é o médio portista com melhor eficácia de passe na Liga dos Campeões (92%) e na Liga Portuguesa (87,8%).

- Isso não significa que Danilo só jogue curto ou para o lado: o passe médio de Danilo na Liga Portuguesa é de 20 metros, bem à frente de Óliver, Herrera e André André, todos com 18 metros. 

- Danilo é o médio com 17+ jogos disputados que mais lances de cabeça ganha em todo o campeonato, com 3,5 por jogo. Como curiosadade, só um jogador ganha mais lances pelo ar em todo o campeonato: Marcano (3,7).

- Nas últimas 3 épocas, apenas um jogador conseguiu recuperar 19 vezes a posse de bola no mesmo jogo: Danilo Pereira. 

- Danilo Pereira é o jogador que mais duelos ganhou nas primeiras 20 jornadas da Primeira Liga, com um total de 143 entre tackles, desarmes e jogo aéreo.

- Danilo Pereira sofre mais faltas do que aquelas que comete (38 contra 23). 

- Danilo Pereira é o jogador com o contrato de maior duração no clube, até 2022. A cláusula de rescisão é de 60 milhões de euros. 

- O FC Porto pagou ao Portimonense, controlado pelo empresário Teodoro Fonseca (que detinha 30% dos seus direitos económicos), 2,8 milhões de euros por 80% do passe.

- Deixando os números falarem por si: o rendimento de Danilo Pereira nesta época vs. o rendimento de N'Golo Kanté, para muitos, e com todo o mérito, o melhor médio defensivo da atualidade. Se é certo que a exigência da Premier League não se compara à da Liga Portuguesa, restam poucas dúvidas: a qualidade individual de Danilo Pereira roça a classe mundial.

Rendimento global

Rendimento defensivo

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

FC Porto, a maior atração do país

Em julho, o Museu do FC Porto teve 30 mil visitantes, o seu recorde mensal. Já no dia 11 de agosto, registou-se a maior afluência de sempre num só dia: 1730 visitas. E com isto o FC Porto prepara-se para, em setembro, ainda antes de completar dois anos de existência, superar a barreira dos 200 mil visitantes num só ano.

Tudo se resume a isto: o Museu do FC Porto está bem perto de se tornar no mais visitado de todo o país, seguindo os dados da Direção-Geral do Património Cultural. Neste momento, já é possível encarar o Museu do FC Porto como o 3º mais visitado em Portugal. Até ao fim do ano, pode muito bem tomar a dianteira.

Infografia: Observador
De realçar que no primeiro ano de existência o Museu do FC Porto, inaugurado oficialmente a 26 de outubro de 2013, teve 121 mil visitantes. Já o Museu Cosme Damião, do Benfica, teve 80 mil nos primeiros 15 meses de existência. Sugestivo.

Jornal O JOGO, 12-08-2015
Tudo isto ganha especial significado se tivermos em conta este fator: desde que o Museu do FC Porto foi inaugurado, não foi conquistado um único título no futebol. E os adeptos respondem a isso com uma impressionante afluência à história do FC Porto - um clube que não vive da história, mas que se orgulha e sempre deverá aclamar o seu passado.

O Benfica, sendo bicampeão, promovendo inúmeras campanhas de visita ao Museu Cosme Damião e que segundo a UEFA tem 47% da massa adepta em Portugal, não consegue levar tanta gente ao seu museu como o FC Porto, que nos últimos dois anos nada conquistou em termos de títulos e teve, para muitos, a pior época em três décadas em 2013-14.

A grandeza do FC Porto sente-se e cresce mesmo perante a ausência de títulos. Mas ninguém se conforma com ela. Por isso sábado começa a caminhada rumo ao objetivo de conquistar o primeiro título de campeão nacional desde a abertura do Museu do FC Porto. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O que vale um clássico e Lopetegui (texto de opinião de Pinto da Costa incluído)

A época 2014-15 é particularmente importante para o FC Porto por dois motivos: responder desportivamente a uma das piores temporadas da era Pinto da Costa; recuperar financeiramente do maior prejuízo da história da SAD e sustentar o maior orçamento de sempre. Normalmente, a vertente desportiva e financeira estão interligadas no FC Porto. Mas não necessariamente este ano.

Com o apuramento para os 1/4 na Champions, caso se confirme, o FC Porto supera as expectativas orçamentais e na Champions supera também as desportivas. No que toca ao campeonato, vencer o clássico no Domingo deixa o apuramento directo para a Champions 2015-16 praticamente garantido. Simultaneamente, o principal activo do FC Porto mantém-se com cotação alta (Jackson Martínez), outros valorizaram-se nos últimos meses (Danilo, Herrera, Brahimi) e começaram a aparecer nomes de presente e futuro (Rúben Neves e Gonçalo Paciência os principais rostos). Financeiramente, está tudo encaminhado para os objectivos serem cumpridos.

Em termos de campeonato. Do último 11 que foi campeão nacional o FC Porto só mantém 3 titulares (Danilo, Alex Sandro e Jackson). O Benfica mantém mais (Maxi, Luisão, Salvio, Gaitán e Lima). O Benfica mantém o mesmo treinador há quase 6 anos, o FC Porto mudou a equipa técnica. Em termos de investimento, os custos operacionais, despesas com pessoal e investimento em contratações são pouco superiores aos do Benfica. O Sporting, como é defendido desde o início, não tem treinador, plantel e estrutura para competir a curto prazo com Benfica e FC Porto. Pode intrometer-se na luta pelo título (tirou pontos aos 2), mas não ser campeão.

Depois há os factores externos, que Lopetegui e os jogadores não podem controlar. Psicologicamente, é extremamente desgastante andar jornada após jornada a tentar recuperar do prejuízo, sabendo que do outro lado não deixam cair quem treme. Que os adeptos do rival procurem sobrepôr o mérito às circunstâncias, é normal. Que os portistas ignorem as circunstâncias na hora de avaliar o mérito do FC Porto, não.

Fonte: zerozero.pt
Olhando para esta tabela, o FC Porto tem o melhor ataque desde os anos do penta e uma das melhores defesas dos últimos 20 anos. Podemos falar nos pontos perdidos contra o Boavista ou contra o Marítimo, mas podemos resumir tudo isto a um jogo: o clássico com o Benfica. Ganhando, teríamos o melhor ataque dos últimos 20 anos, uma das melhores defesas nesse período e ainda a liderança isolada, frente a um dos Benficas mais fortes das últimas décadas. E por força não falamos necessariamente de qualidade de jogo ou de plantel. De todo. O tempo dos campeonatos em piloto automático, com dois dígitos de pontos de avanço, acabou.

Isto diz tudo da importância de um clássico. Domingo há que ganhar, pois é a única forma de continuar a lutar pelo título. Financeiramente, ganhando ao Sporting os objectivos ficam praticamente todos cumpridos. Mas isso não é desculpa para se continuar a assistir serenamente ao assalto desportivo na temporada 2014-15. Lá porque financeiramente estará tudo cumprido, não significa que desportivamente as coisas não possam ter uma nota negativa. Sobretudo face à passividade com que a SAD tem assistido ao desenrolar da época. 

O objectivo do FC Porto ainda é, ou devia ser, o sucesso desportivo, não o financeiro. A componente financeira ajuda a reforçar as condições para o sucesso desportivo. E o sucesso desportivo por sua vez retribui com activos para reforçar a condição financeira. Está tudo interligado. Esta época, o FC Porto pode cumprir os objectivos financeiros e ficar curto nos desportivos. Poderá ser considerada uma época bem sucedida?

Há dois objectivos fulcrais para já. Um é ir aos 1/4 da Champions, o que seria um atestado de qualidade para Lopetegui e para o plantel. No Campeonato, ninguém pode excluir da equação como foi forjado o líder ao fim de 22 jornadas. Em condições normais, o FC Porto seria líder. Mas isso não invalida que seja necessário fazer um pouco mais, a começar por vencer o clássico de Domingo. É que 4 clássicos consecutivos sem vencer, 3 deles no Dragão, torna-se difícil de justificar.

O projecto de Lopetegui não se esgota numa época. Se é um projecto de 3 anos, o treinador não pode ficar refém do saldo do primeiro ano, sobretudo dadas todas as circunstâncias já enumeradas acima. Há um motivo para o FC Porto estar a disputar a passagem aos 1/4 da Champions, invicto, enquanto o líder do campeonato português fez a sua pior Champions de sempre. E não é apenas, nem sobretudo, devido à diferença de qualidade entre as equipas nas fases de grupos. 

Sendo cedo para fazer o balanço desportivo, Lopetegui já deu provas mais do que suficientes da sua valia. É verdade que desconhecia o futebol português, abusou da rotatividade e não consolidou o sistema no início. Mas o que se tem visto desde então é um treinador a adaptar-se às circunstâncias e a evoluir.

Conhecimento do futebol português? Existe cada vez mais, daí a contratação de Sérgio Oliveira, Hernâni e André André. Aposta na formação? Muito acima de qualquer outro treinador neste contexto (no verão teremos cerca de 10 portugueses, pelo menos, a fazer a pré-época). Rotatividade? Acabou. Tanto que o melhor central, Martins Indi, não entra no 11 pois Marcano e Maicon estão a atravessar uma boa fase e mexer na dupla de centrais é sempre delicado. Espanholização? A nacionalidade não obedece aos seus critérios de escolha, tanto que Andrés e Campaña quase não são opção. Discurso? Começou por ser cordial, mas percebeu que mais ninguém iria defender o FC Porto do que tem sido a desvirtualização da Liga; mudou o discurso, passou a contra-atacar e marcou uma posição firme, cada vez mais identificado com o que precisa de ser um treinador do FC Porto (daí que seja cada vez mais um alvo). Gestão de balneário? Sem casos, sem indisciplina, a ponto de dizer quem sabe que Quaresma é hoje um dos melhores profissionais do FC Porto e que não há quem não leve os treinos a sério (coisa que não é tão simples como possa aparentar). Qualidade de jogo? Podia ser melhor. Mas a apresentada é suficiente para estar na luta pelos 1/4 da Champions e devia ser suficiente para liderar o campeonato. Para primeiro ano e dadas todas as circunstâncias, é um nível bem aceitável. 

Na próxima época será melhor. Domingo é dia de dar mais uma forte razão para acreditar nisso.

PS: O Tribunal do Dragão partilha abaixo o texto de opinião de Pinto da Costa, via JN, que sairá na próxima Revista Dragões e que merece subscrição quase total. E sobretudo que lhe deem eco.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Caso João Moutinho para totós (e para quem quer fazer dos outros totós)


Abrir os sites desportivos, por esta altura, quase leva a crer que o Sporting x FC Porto de sexta-feira já tem vencedor. Mas não, o Sporting anunciou uma vitória junto da CA da Liga - uma decisão que curiosamente foi anunciada pelo Sporting, não pela CA. Mas quando nos lembramos que o Sporting votou na continuidade de Mário Figueiredo e que o presidente da CA da Liga, Armando Triunfante, declarou nula a reunião do G-18, em Fevereiro, para demitir Mário Figueiredo, o puzzle fica mais simples de encaixar. Adiante, fala-se numa «vitória» do Sporting.


Os adeptos do clube que demorou 6 anos para pagar Hélder Postiga ao FC Porto rejubilam. «Uma vitória», diz a imprensa. Afinal, o FC Porto vai ter que pagar a comissão que estava a ser deduzida. Mas cá vai uma perguntinha: porque é que não é notícia que o FC Porto ganhou o diferendo com o Sporting quanto ao mecanismo de solidariedade FIFA? Ups. Pois é, parece estar tudo entusiasmado com a vitória do Sporting na CA. E porque não falar da vitória do FC Porto no mesmo processo? O 1-0 para o Sporting, afinal, parece que no máximo é um 1-1.

O que está em causa é simples. O FC Porto explorou o facto da definição de «mais valia» ser ambígua. O acordo para a transferência com o Sporting convidava a duas interpretações, o FC Porto puxou pela que lhe convinha. Qual é o clube que não tenta defender ao máximo os seus interesses?

Portanto, o FC Porto disse que só tinha a pagar 2,841 milhões de euros. Estava aqui a descontar uma percentagem pelos direitos de formação e pelos serviços do agente. Nunca antes as mais-valias, salvo acordo prévio, permitiam que as despesas com terceiros fossem «abatidas». Estou em crer que a própria SAD do FC Porto sabia disso, mas tentou aproveitar a ambiguidade do termo «mais valia». Como Portugal é um país onde as pessoas passam na rua e não apanham notas de 20 euros quando as veem no chão, ou se apanham entregam nos perdidos e achados, certamente que haverá puristas chocados com isto.

Ora então, o que é notícia hoje é que o FC Porto vai ter que pagar 650 mil euros ao Sporting, que vão perfazer os 3,5 milhões da tal mais valia de 25% acima dos 11 milhões da transferência da maçã podre, que em três épocas de FC Porto ganhou tantos títulos de campeão como o Sporting em 34 anos e tantos títulos europeus como o Sporting em 108 anos de história. E faz-se a festa em Alvalade, porque afinal o FC Porto vai ter que pagar os 3,5 milhões na íntegra. Mas esperem lá...

Mau. Então o Sporting, que afinal exigia 4,039 milhões ao FC Porto, obteve uma vitória no CA porque afinal vai ter direito a mais 650 mil euros (a comissão deduzida da Gestifute), e não a mais 1,197 milhões como era exigido no relatório e contas? Eu compreendo que, enquanto portista, estou mais habituado a festejar do que os outros e que quem tem menos tem que encontrar felicidade nisso. Mas é impressão minha ou o FC Porto não vai ter que pagar os 547,047 mil euros que o Sporting exigia de direitos de formação do João Moutinho? 

Touché. Vitória para o FC Porto no caso João Moutinho, que não vai ter que pagar a totalidade dos 4,039 milhões de euros que o Sporting exigia. E no final do comunicado da SAD, num parágrafo discreto lá para baixo, o Sporting lá anuncia que não obteve razão no caso dos direitos de formação e que vai avançar para recurso. Quanto aos 650 mil euros da comissão de Jorge Mendes, bom proveito. Com jeitinho, dá para pagar meio ano de salário do Miguel Lopes. Não tens que agradecer, Miguel.

E como esta é uma vitória para o FC Porto, na véspera do clássico com o Sporting, tomo a liberdade de editar a página do jornal Record para uma versão mais factual e verdadeira.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O pânico desprovido de coerência

Colunistas, adeptos rivais e comentadores desportivos partilham do mesmo momento de pânico: o investimento do FC Porto para 2014-15. Uns falam em petróleo, outros comentam como se se tratasse de um investimento sem paralelo em toda a história do futebol português. Como tanto gostamos de fazer n'O Tribunal do Dragão, vamos aos números.

Investimento para 14-15,
mas a médio prazo
Até ao momento, o investimento é inferior a 30 milhões de euros. Adrián (60%, 11M), Indi (100%, 7,7M) e Brahimi (100%, 6,5M) foram os únicos números declarados. Ainda chegarão pelo menos mais três jogadores ao plantel, pelo que o investimento vai certamente superar a barreira dos 30 milhões de euros.  Mas virtualmente, são despesas que só a venda de Jackson Martínez, caso avance e se confirme por uma verba superior a 30 milhões (por menos não haverá negócio), conseguiria por si só cobrir. E estamos a falar de uma dúzia de jogadores contratados com qualidade insuspeita, ao preço de uma... venda.

E agora vamos recuar até 2013-14. Alguém se recorda de tal pânico face ao investimento do FC Porto? Fazendo as contas: 7M por Reyes, 8 por Herrera, 3,8 por Ghilas, 5 por Quintero, 1,6 por Ricardo, 1,5 por Licá, 0,9 por Carlos Eduardo e 0,5 por Josué. Tudo sem contar com encargos adicionais, e mesmo sem comprar nenhum jogador a 100% (o FC Porto já tinha metade de Josué), em 2013-14 foram investidos 28,3 milhões de euros só na aquisição de passes. Mais do que o FC Porto já investiu, até ao momento, a pensar em 2014-15. Porque é que na altura ninguém entrou em pânico?

E agora vamos às contas deste ano, 2014-15. Assumindo que o FC Porto vai ultrapassar com facilidade os 30 milhões de euros em investimento, grande parte dessa verba não será corrente. Quer isto dizer que o FC Porto não vai pagar tudo esta época, como é lógico, e que as contratações incluem tranches que aliviam os problemas de tesouraria no curto prazo. Além disso, as terceiras partes vão avançar para alienações no decorrer de 2014-15. O FC Porto verá os passes serem reduzidos e no futuro irá certamente ver os fundos lucrarem 3 ou 4 vezes mais, mas isso minimiza o investimento no curto prazo enquanto se garantem jogadores de calibre.

São assim as contas para 2014-15, num FC Porto que se vender Jackson Martínez vai superar os 70 milhões de euros em encaixes com vendas, devendo ainda lucrar mais com os excendentários e podendo ainda chegar a somas razoáveis com nomes como Defour e Varela. Em termos de investimento, mesmo que em termos contabilísticos supere os 30 milhões de euros, em 2014-15 o FC Porto terá uma parte significativa da verba remetida à rubrica de fornecedores e vai recuperar parte do investimento no curto prazo com alienações de passes.

Numa perspectiva global e simplista (aquela em que os «desopinadores» se baseiam, ora por desconhecimento de causa, ora por abafo ao mesmo), vamos assumir que o investimento é 30 milhões de euros. 30. Curiosamente, nos últimos 3 anos não há memória de ter havido ebulição e alarido por números... «ligeiramente» superiores. 






terça-feira, 22 de julho de 2014

O sorriso de quem sabe que nunca esquecerá

James cumpriu o sonho de jogar no maior clube do Mundo. Quatro anos depois, chega ao Real Madrid

domingo, 20 de julho de 2014

Como tentar criar uma polémica que não existe

O jornal A Bola escreveu, no seu site, uma informação verdadeiramente surpreendente. Passamos a reproduzi-la:

O presidente do Hellas, pelos vistos, «revelou» aquilo que já se sabia desde que Iturbe assinou pelo FC Porto: tinha uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.  Uma coisa que já se sabe desde 2011, quando Iturbe assinou por cinco épocas com o FC Porto.

Ora, o que o jornal A Bola quer fazer parecer, vá-se lá saber com que propósito, era que a cláusula de compra do Iturbe para o Hellas era de 60 milhões de euros. Valeu a tentativa, mas há um problema:

Conforme foi declarado à CMVM, a cláusula de compra de Iturbe por parte do Verona era de 15 milhões de euros. A cláusula do contrato com o FC Porto, válida para qualquer outro clube, é que era de 60 milhões de euros.

Portanto, o encaixe com Iturbe ainda dá para qualquer coisa. Uns quê, três Garays?

sábado, 28 de junho de 2014

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Palavra de capitão

Contrato até 2016
«Estou concentrado no Mundial, depois vou de férias e volto para fazer a preparação com o FC Porto. O meu contrato vai até 2016. Não sei o que vai acontecer depois mas, neste momento, faço parte da equipa do FC Porto».

«Lopetegui? Ainda não o vi. Como estou aqui ainda não sei. Vou descobrir as suas qualidades e a sua maneira de trabalhar quando regressar ao FC Porto».

Mangala está a recusar o City ou a jogar com o City?

Sob qualquer circunstância e aconteça o que acontecer nos próximos dias, tornou-se um profissional de que se pode orgulhar. E o FC Porto também. 

sábado, 21 de junho de 2014

Uma lição para 2014-15

Opinião do jornalista André Viana, no jornal O Jogo, 21-06-2014
Vale a pena recordarmos a época 2013-14? Vale. Valerá sempre. É uma época que não deve ser enterrada no passado, mas sim que deve ser esmiuçada ao máximo, perceber o que falhou, onde falhou, porque falhou, porque as falhas não foram corrigidas ou porque o foram já tarde. Se O Tribunal do Dragão tivesse tido a sua estreia na blogosfera há mais tempos, seria tema para largos dias. Como as atenções já estão voltadas para 2014-15, optamos pela versão curta.

Paulo Fonseca fez um mau trabalho no FC Porto. Não conseguiu perceber que parte do trabalho de um bom treinador é adaptar as suas ideias à equipa e não adaptar apenas a equipa às suas ideias. Mas foi apenas a ponta do iceberg de problemas que foi a época passada. Não é que tenha sido mal planeada. O problema é que o plano foi mal executado, mal gerido, mal remendado. Os resultados foram uma consequência de todo o resto. Treinador, SAD, grande parte dos jogadores: o cartório de culpas tocou a todos.

A lição de Paulo Fonseca
Com Herrera e Quintero a brilharem no Brasil, rapidamente surge a ideia entre alguns adeptos: a culpa, afinal, era de Paulo Fonseca, que não pôs os jogadores a render. Nada de que possa discordar mais. O plantel do FC Porto não tinha, efectivamente, qualidade suficiente para competir a bom nível na UEFA e para fazer frente a um Benfica que gastou muito e gastou bem; já nós gastámos muito, mas não necessariamente bem. Não para a época 2013-14.

Nomes como Reyes, Herrera, Quintero e Ghilas foram excessivamente caros para a época 2013-14. Mas podem tornar-se baratos para a época 2014-15. O processo de evolução é natural e não é caso raro os futebolistas sul-americanos precisarem de um maior tempo de adaptação. Mas não é por estes quatro jogadores - entre outros - começarem a render com Lopetegui que isso significa que o problema se esgotava no treinador. O plantel não tinha a profundidade necessária e não há barco que resista à despedida do seu comandante a meio da jornada. A certidão de óbito foi assinada com uma rescisão de luxo.

Águas passadas? Não. Águas onde o FC Porto tem que navegar. Na revista Dragões, o presidente diz que «não temos a capacidade financeira de alguns, mas sempre soubemos com menos fazer mais». O passado recente não diz isso, presidente, diz que temos feito menos com mais. E reporto às palavras do presidente por ser o único elemento da SAD a dar a cara após a má época. Não precisa de assumir que 2013-14 foi uma desilusão: precisa é de fazer o possível para 2014-15 não ser assim.

Pinto da Costa deixa a promessa: «Todos juntos vamos construir mais uma grande equipa.» Uma promessa agradável de se ler. Mas este também foi o mote da época passada e o plantel revelou-se curto. A questão: quem achou que o plantel para 2013-14 era suficiente para lutar pelo título? Não foi Paulo Fonseca, que não teve palavra nem para somar, nem para subtrair nomes ao plantel. Por isso, ouça-se o treinador, ouça-se Lopetegui. Paulo Fonseca ainda poderá, afinal, ter deixado uma valiosa lição no Dragão: não há super-estrutura que ultrapasse a importância do treinador.

sábado, 7 de junho de 2014

Uma gazela de sangue azul

Jogou com Tozé e Gonçalo Paciência nos iniciados do FC Porto e, como bom portista, cresceu com o sonho de chegar à equipa principal. Os dois primeiros terão a oportunidade de fazer parte do plantel, se Lopetegui assim o entender, enquanto o destino de Jorge Santos tem outra coisa reservada.

Se vai ser bem sucedido na segunda circular, o tempo o dirá. Mas ficam votos para que essa raiva pelo que é vermelho tenha a oportunidade de, um dia, ser bem canalizada.


Atesta-se, ainda, a boa forma do intermediário do negócio. Será que também vai obrigá-los a levar com este?

sexta-feira, 6 de junho de 2014