Muitos leitores têm pedido para abordar a questão dos patrocínios para a próxima época, pois a partir de 2015-16 acaba a ligação à PT. Sobram a Unicer e a Warrior (substituta da Nike) como patrocinadoras principais do FC Porto. Fernando Gomes já anunciou que estão à procura da third wheel, que desconheço quem seja ou possa ser.
O impacto do fim da ligação à PT já aqui foi analisado. Estamos a falar de uma verba fixa que só cobre 3,19% das despesas operacionais para 2014-15. Mas consultando o Relatório e Contas da SAD vemos que as verbas a receber esta época servem de colateral para um crédito com um banco privado alemão, no valor de 2,244M€ (que já terá sido pago, pois venceu em Janeiro). Esta mesma instituição tem a receber 5,5M€, em duas prestações até Junho, com verbas a receber do apuramento para os 1/8 da Liga dos Campeões e das receitas de market pool da UEFA.
Nos últimos 10 anos, os encaixes com patrocínios não têm sofrido grandes oscilações. Mas o valor esperado para 2014-15 será o mais baixo dos últimos 8 anos, um dado que entra em claro contraste com o facto de este ser o orçamento mais elevado da história da SAD.
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| Fonte: Relatórios e Contas da SAD | O Tribunal do Dragão |
Na última década (o período tido em conta), só por uma vez a rubrica Publicidade e Sponsorização teve menos impacto nas receitas operacionais, isto tendo em conta os valores que foram apresentados no orçamento. Mas no que toca à fatia que cobre nos custos operacionais, é mesmo a percentagem mais baixa dos últimos 10 anos. A PortoComercial, sociedade participada, também angaria publicidade e a PortoMedia também o faz através do Porto Canal. Mas ainda assim, o FC Porto nunca atingiu a barreira dos 15M€. Consegui-lo-á na próxima época? Seria preciso a SAD sacar um trunfo de grande valor para inverter este ciclo.
Mas para já garantido está apenas o fim da ligação à PT. Sabemos que rende/rendia em média 3,65M€ por ano, fora variáveis por resultados desportivos (ser campeão, ir à Champions, etc.). Embora os patrocinadores tenham importância além do dinheiro que rendem (nomeadamente do ponto de vista estratégico), uma sociedade que apresenta orçamentos na casa da centena de milhões de euros não pode nunca dramatizar perante estes números. Sobretudo quando há despesas que se podem cortar que cobrem este valor.
E com isto chegamos aos jogadores emprestados. Nos primeiros 6 meses da época, o empréstimo de jogadores deu um prejuízo de 1,5M€.
Se tivermos em conta que em Janeiro saíram jogadores com vencimentos mais altos, como Tiago Rodrigues, Kelvin, Otávio, Rolando ou Kayembe, este valor tem tudo para terminar a época com mais do dobro (é possível que haja uma ligeira redução nos custos com pessoal do plantel, no entanto). Daí que urja arrumar a casa no fim da época, reduzindo a massa salarial através da saída de excedentários e do fim da dança de empréstimos entre jogadores que nunca vão jogar, e alguns que talvez nunca deviam ter jogado, no FC Porto.
Assim se suprime a saída da PT da lista de patrocinadores. Jamais será justificável, ou sequer admissível, dramatizar o fim desta ligação quando temos muito por onde cortar.
PS: O naming do Estádio do Dragão pode e deve ser considerado (vai acabar por acontecer com os 3 grandes, é uma questão de tempo). Não se chama Estádio Jorge Nuno Pinto da Costa por vontade do próprio presidente, logo não faz sentido pensar numa homenagem post mortem com algo rejeitado em vida. O «Dragão» ficaria sempre intacto (tal como no Dragão Caixa), logo não haveria um problema de identidade. Apenas um segundo nome que podia render uma importante fonte de receitas para as próximas épocas e que não beliscaria em nada a identidade do clube e do recinto.
Mas para já garantido está apenas o fim da ligação à PT. Sabemos que rende/rendia em média 3,65M€ por ano, fora variáveis por resultados desportivos (ser campeão, ir à Champions, etc.). Embora os patrocinadores tenham importância além do dinheiro que rendem (nomeadamente do ponto de vista estratégico), uma sociedade que apresenta orçamentos na casa da centena de milhões de euros não pode nunca dramatizar perante estes números. Sobretudo quando há despesas que se podem cortar que cobrem este valor.
E com isto chegamos aos jogadores emprestados. Nos primeiros 6 meses da época, o empréstimo de jogadores deu um prejuízo de 1,5M€.
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| Relatório e Contas do 1º semestre 2014-15 da SAD |
Assim se suprime a saída da PT da lista de patrocinadores. Jamais será justificável, ou sequer admissível, dramatizar o fim desta ligação quando temos muito por onde cortar.
PS: O naming do Estádio do Dragão pode e deve ser considerado (vai acabar por acontecer com os 3 grandes, é uma questão de tempo). Não se chama Estádio Jorge Nuno Pinto da Costa por vontade do próprio presidente, logo não faz sentido pensar numa homenagem post mortem com algo rejeitado em vida. O «Dragão» ficaria sempre intacto (tal como no Dragão Caixa), logo não haveria um problema de identidade. Apenas um segundo nome que podia render uma importante fonte de receitas para as próximas épocas e que não beliscaria em nada a identidade do clube e do recinto.






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