terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Verdade em nome próprio


No futebol como na política, as campanhas de desinformação e mentira que visam alterar sentidos de voto são um fenómeno habitual e cada vez mais amplificado pelas redes sociais. A corrida à presidência do FC Porto não é exceção. 

As caixas de ressonância que tentam descredibilizar a importante e pertinente candidatura de Villas-Boas têm feito uma grande aposta nesse sentido, basicamente confiando em duas narrativas: é o "candidato da imprensa de Lisboa" e "quer vender o clube aos árabes".

São duas coisas tão fáceis de desmontar que custa a crer que alguém, de facto, acredite nisto. Mas lá está: quem propaga estas mensagens também não acredita nisto, porque sabe que é mentira; mas querem que acreditem, na tentativa de inibir os sócios do FC Porto que torcem por uma mudança a confiarem o seu voto a Villas-Boas. 

Vamos por partes. É ou não verdade que Pinto da Costa é atacado pela "imprensa de Lisboa" há 40 anos? Pois claro. Porquê? Porque é o presidente do FC Porto. Quem lhe suceder será o novo alvo. Só os portistas querem um FC Porto ganhador. Não há nenhuma campanha pró-AVB nesses órgãos. Há o que sempre houve: ataques ao FC Porto. E quem lá está, neste momento, é Pinto da Costa. Villas-Boas será tanto ou mais atacado como presidente como o foi como treinador. 

Além disso, nenhum jornal, nem nenhum comentador da CMTV não afeto ao FC Porto vai votar nas eleições. Só votam os sócios do FC Porto (bom, assim o esperemos, visto que a Assembleia Geral também era suposto ser apenas para sócios). A imprensa de Lisboa é, simplesmente, um fait diver, porque não pode ter interferência direta nas urnas. Pode alimentar conversas de café e entreter serões, mas o seu "papel" acaba aí. 

Outra bandeira de contestação dos apoiantes de Pinto da Costa é que Villas-Boas "vai vender o clube aos árabes". É algo desmentido desde a apresentação da candidatura de AVB, mas alguns tentarão ir até aos confins do oceano para que acreditem nisso.

"Porque não um o FC Porto como motor da defesa do associativismo que tanto nos orgulha!? Porque não um FC Porto fundador da Associação Europeia de Clubes de Associados, juntamente com Barcelona, Real Madrid ou Athletic Bilbau?", disse AVB, na apresentação do seu projeto. Associativismo: uma das bases da sua candidatura.

Mas não chega, e o próprio Pinto da Costa insistiu nessa narrativa. Villas-Boas, e bem, desarmou a estratégia da atual administração: enquanto eles próprios venderam uma parte do FC Porto, através da criação de uma empresa para a exploração comercial do Estádio do Dragão, tentam distrair os associados com a mentira de que Villas-Boas é que prepara a venda da SAD. Não: a administração atual é que está a vender uma fatia do FC Porto para corrigir o aspeto da caótica gestão financeira da última década. Sim, o aspeto. 

"Há candidatos que pensam que vou vender o FC Porto a árabes e príncipes. Era o que mais faltava, não passa de uma rábula que alguns candidatos querem inventar. Quem vende neste momento parte do coração do clube é a atual administração do FC Porto. Não temos nenhuma intenção de vender o FC Porto", clarificou Villas-Boas, na visita à Casa de Ponte da Barca. 

Desde a primeira hora, AVB tem sido irrepreensível e claro na apresentação da sua candidatura. Abriu a sede de campanha, recebeu centenas de sócios e esteve disponível para questões como estas. A verdade está aos olhos e ouvidos de todos. 

Portistas: informem-se e votem. Não com base em narrativas fictícias, mas como base na verdade. E a verdade é como o FC Porto: só há uma, como só há um Porto. 

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