Sobre o negócio Fernando já aqui tínhamos falado. Não há muito mais a acrescentar. Apenas expectativa para confirmar qual o encaixe líquido com a transferência, algo que só descobriremos em outubro, quando forem apresentadas as contas 2013-14.
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| Até sempre, campeão |
De Fernando não há muito mais a dizer. Excelente jogador e profissional, que dentro de campo personificava como poucos aquilo que é ser um jogador à Porto. Merece a oportunidade de ter algo novo que corresponda às suas ambições desportivas e financeiras. Boa sorte, Fernando!
O negócio com o Manchester City, como já tinha sido aqui escrito, não podia incluir Mangala nas negociações. Essa é uma questão à parte... e concreta. Como alguma imprensa já noticiou, o City apresentou, de facto, uma proposta de 40 milhões de euros por Mangala, o mesmo jogador que há um mês dizia preferir um convite do Chelsea. E não da boca para fora.
Jogadores como Mangala podem e devem ser premiados pelos seu profissionalismo, mas os interesses do FC Porto estão primeiro lugar... Sabendo-se que daqui a 2 anos Mangala termina o contrato. Se o Chelsea pode ou irá competir com os números do Manchester City, esperemos para ver.
Sobre Jackson Martínez, que fez dois belíssimos golos no Brasil, será uma questão de ver até onde a corda estica. Na perspectiva do Valência, o jornal Superdeporte tem valido a pena cada leitura e ainda hoje escreveu que as próximas 48 horas serão decisivas... Pelo acordo com a Fundação Valência e Peter Lim. O acordo com a banca será necessário para começar a investir.
A barreira mínima dos 30 milhões de euros, que o Atlético de Madrid disponibilizou-se a bater aquando das conversações por Oliver Torres, parece estar garantida. Mais cláusula, menos cláusula, mais milhão, menos milhão, a boa forma no Mundial pode ajudar ao negócio. Resta saber se a menos de uma semana do final do mês a SAD vai tentar um acordo relâmpago - o mesmo se aplica a Mangala - para minimizar o buraco de 2013-14 ou se vai apostar já em 2014-15. O sucessor de Jackson, esse, é uma incógnita. Até porque Pinto da Costa ou está mesmo determinado a puxar a corda até ao limite, ou não está mesmo interessado em vender.
Em caso de saída, o desejo de Lopetegui para esta posição específica pode ser caro, mas Jackson foi o abono de família nos últimos dois anos. Um investimento forte para esta posição deve ser prioritário, sobretudo com Tello perto de ser reforço por empréstimo, restando apenas que o FC Porto se decida a arcar com os salários do jogador, que não acredito serem insuportáveis. Ghilas, que também está perto de ter companhia para ir à mesquita, não está preparado para ficar com a posição 9. E a voz do treinador merece ser ouvida neste capítulo. Sobretudo quando 3 centrais que estão no Mundial e no topo dos referenciados para reforçar a defesas custam todos acima de sete, oito milhões de euros.
Recuando a Mangala, tocar no tema é inevitável: o encaixe dá para comprar quantos Garays? Sete? Oito? Tomo a liberdade de recuperar o comentário como resposta a um leitor, com duvidas sobre a transferência é de 6 ou 15 milhões de euros.
Não há absolutamente nada de errado. Simplesmente o Benfica é um clube especial.
O que é que as SAD têm que fazer quando há transferências? Declarar o valor TOTAL da transferência e só depois, no relatório e contas, é que detalham a distribuição pela(s) terceira(s) parte(s).
Vão ler os comunicados de André Gomes, Rodrigo, Ramires, Di Maria... O que vão ver é muito simples: vão ver o valor TOTAL da operação. Nos comunicados do FC Porto, desde Iturbe a João Moutinho ou James Rodríguez, vão ver o valor TOTAL da operação. E até no Sporting, se quiserem ver os comunicados de venda de Ilori, Bruma ou Wolfswinkel, vão ver o valor TOTAL da operação.
À CMVM é sempre declarado o valor TOTAL do negócio. Logo, ao lerem o comunicado sobre o Garay, tirem as vossas próprias conclusões.
O trânsito entre Lisboa e São Petersburgo ainda não acabou.
Se a matemática não me falha, e seguindo o eterno conselho do Cherne, fazendo as contas Garay (que considero ter sido o melhor central em Portugal do último ano, honestamente) dá prejuízo ao Benfica. Mas tendo em conta que este negócio é apenas parte e não o todo, aguardemos para ver como se reforça o rival, que em 2014 entre empréstimos bancários e obrigacionistas tem a pagar ou cobrir 174,215 milhões de euros. Libras boas, há quem diga. Rublos bons, agradecem eles.








