segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Realidade contrária e mais três pontos

Em quase todos os jogos do FC Porto na I Liga podemos contar com uma coisa: uma equipa a assumir o jogo, a circular mais a bola, a tentar construir com critério e a jogar de forma apoiada; e outra equipa a jogar de forma mais direta, a procurar saídas rápidas e tentando ganhar metros na profundidade. Em Vila do Conde, isso não foi exceção. Surpresa foram os papéis invertidos em campo.


O FC Porto levou três difíceis e saborosos pontos de um jogo em que o Rio Ave teve sempre mais bola e circulou-a melhor, mas só por uma vez a enquadrou com a baliza de Casillas - o primeiro golo da época foi sofrido na melhor altura possível (num jogo em que não causou prejuízo). Uma bola parada e uma boa jogada entre Brahimi e Marega desbloquearam um jogo que mostrou que não é um acaso o Rio Ave estar em 5º lugar mesmo já depois de ter defrontado dois dos candidatos ao título. Uma lufada de ar fresco ver uma equipa mais «pequena» procurar jogar desta forma. Os parabéns para o adversário por isso.

Para Sérgio Conceição e companhia segue a sexta vitória consecutiva, 18 pontos e a certeza que o clássico contra o Sporting, a 1 de outubro, terá em jogo a liderança do Campeonato. O treinador disse, no início da época, que para ele jogar bem era ganhar. E que bem sabe ganhar.




Danilo Pereira (+) - Ora bons olhos o vejam! Depois de alguma quebra na sua forma recente, voltou a encher o campo e a contribuir ativamente para o triunfo do FC Porto. Pressionou mais à frente do que é habitual, ganhou metros no terreno e foi o jogador que mais bolas recuperou, cortou e intercetou. Fez também a diferença na grande área adversária, ao marcar o golo que permitiu dar liberdade, espaço e confiança à equipa.

Brahimi e Marega (+/-) - Tiveram o golo nos pés na primeira parte, mas Brahimi falhou quando tinha Cássio pregado ao relvado e Marega acertou na trave. Regressaram dos balneários renovados e revelaram grande entendimento na jogada do 2x0 - Brahimi muito bem no passe atrasado e Marega excelente numa finalização que pode parecer a mais simples, mas por vezes é a mais complicada (uma bicada seca lá para dentro). 

Desta vez Brahimi teve menos oportunidades de tentar o 1x1, mas se muitas vezes há muita parra para pouca uva, desta feita foi objetivo e eficaz nos desequilíbrios que teve a oportunidade de fazer. Já Marega voltou a ter, na segunda parte, a missão de galgar metros no meio-campo adversário, tentando impor-se pela dimensão física. Nos últimos jogos foi sempre o elemento que mais bolas e jogadas perdeu, mas desta vez esteve melhor nesse capítulo e ajudou a manter a presença no ataque.

E não se pode falar disto sem elogiar Sérgio Conceição. Aquando da criticada contratação de Marega, O Tribunal do Dragão só encontrou dois elogios para este jogador: «É forte fisicamente, é rápido. E está descrito Marega». Resultado? Sérgio Conceição encontrou utilidade para essa dimensão física e velocidade. Quando um jogador que não sabe fazer uma receção orientada se torna uma arma para ganhar jogos, é a maior prova cabal de que temos um treinador que está a aproveitar ao máximo o que tem. 




Contacto com bola (-) - A postura do FC Porto ontem está diretamente relacionada com a ausência de Óliver Torres. Os jogadores em campo tiveram uma média de apenas 26 passes por jogador - menos de metade dos números habituais de Óliver. Com o espanhol, o FC Porto circula melhor a bola, tem maior capacidade de variação do flanco e tem mais soluções para as tabelas curtas.

Desta vez, também por estratégia, isso não existiu. A equipa esteve mal no passe - falhou quase uma centena - e teve dificuldades em jogar em toda a largura do campo, deixando que fosse o Rio Ave a assumir-se nesse capítulo. A posse de bola não ganha jogos mas ajuda a controlá-los, coisa que o FC Porto não conseguiu nesta partida. O FC Porto preferiu - e conseguiu, diga-se - controlar o jogo sem bola. Um risco. 

Além disso, a equipa ganhou menos bolas divididas do que o Rio Ave, foi desarmada o triplo das vezes em relação ao adversário e acabou por cometer o dobro das faltas. Felizmente, faltou sempre ao Rio Ave discernimento e maior critério no último terço, caso contrário os danos poderiam ter sido maiores. Mérito também para a equipa, que defendeu bem e resumiu o Rio Ave a um único remate à baliza de Casillas. Mas às vezes basta um para se perderem pontos. 

O princípio da pressão (-/+) - A intenção estava lá e era boa: pressionar alto. Mas faltaram resultados práticos. Por vezes a equipa estava bem posicionada para perturbar a saída de bola do Rio Ave, mas faltava o seu quê de ambição e vontade em querer ganhar a bola, em vez de simplesmente manter o adversário a trocar a bola na sua defesa. Resultado? Os defesas do Rio Ave fizeram, entre eles, 204 passes, quase tantos como os jogadores de campo do FC Porto. Mas foram poucas as vezes em que o FC Porto soube aproveitar o facto de o Rio Ave ter trocado tanto a bola à entrada da sua grande área. Era possível capitalizar isso de forma superior. 

E por falar nisso: Felipe, Otávio e Aboubakar ficam a dever-nos uma amostra melhor para sexta-feira, dia em que o FC Porto pode, pela 3ª vez na sua história, somar a 7ª vitória em 7 jornadas. Melhor era, literalmente, impossível.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Outra realidade

Mais do que uma derrota do FC Porto, foi uma vitória do Besiktas. Foram melhores, não por deslumbrarem, mas por taticamente terem dominado a partida durante largos minutos. A equipa foi exposta a novos desafios (um adversário a assumir mais o jogo, a marcar primeiro, a saber fechar as laterais e a ganhar o jogo interior), e com isso não houve resposta à altura de sair da estreia da Champions com um resultado positivo. Foram-se 3 pontos, há mais 15 em disputa, num grupo onde qualquer equipa é simultaneamente candidata a passar em 1º e a ficar em último lugar. 


Não é nenhum caso de I told you so, pois eles vão surgir com naturalidade ao longo da temporada. Não temos plantel que permita conciliar os esforços entre Champions e Campeonato. Ao fim de 45 minutos de Champions, na tentativa de encontrar uma solução para melhorar a equipa, Sérgio Conceição trocou Óliver por André André. Incompatível com melhorias na equipa. Ir também buscar ao banco Otávio e Hernâni, na tentativa de dar a volta a um resultado, tem as limitações que já se adivinhavam.

Soares passou 10 minutos a pedir a substituição, porque não aguentava, mas não havia alternativa. E via-se Marega lutar, lutar, lutar, mas uma vez mais a exibir-se penosamente em tudo o que não seja correr e ganhar metros em espaço livre. Culpados? Não. Sérgio Conceição reagiu bem no plano teórico, mas depois ficou entalado perante a falta de alternativas. Os jogadores? Alguns podem dar mais, mas isto não é plantel para estas andanças. Não é. 

Subitamente, discute-se que se calhar o FC Porto deve jogar com um meio-campo reforçado na Champions e nos jogos de maior dificuldade. Mas se Sérgio Conceição tivesse entrado assim na partida, abdicando do seu 4x4x2, talvez o acusassem de alterar a identidade da equipa. A verdade é que as opções são demasiado curtas para se exigir o quer que seja desta fase de grupos. 

Sofrer 3 golos no Dragão, numa noite de Champions, não acontecia desde aquela fatídica noite em que um tal de Artemedia (um clube tão mediático que já mudou 4 vezes de nome desde então) nos deu uma dor de barriga. E é também a primeira vez que uma equipa turca nos derrota. O Besiktas mereceu.

Agora as coisas vão aquecer, com quatro deslocações complicadíssimas (Vila do Conde, Mónaco, Alvalade e Leipzig) nos próximos cinco jogos, no típico ciclo de partidas que consolida ou destrói o moral clássico de um arranque de época com vitórias consecutivas. Confiantes e com vontade de vencer? Claro. Mas uma tangerina não dá um litro de sumo. 




Brahimi (+) - Vai-se tornando habitual: Brahimi pode ser o que mais dá nas vistas no ataque, mas também se destaca pelo seu trabalho defensivo. Voltou a ser o jogador que mais vezes recupera a posse de bola (11), esteve nos lances de maior perigo da equipa e só ele foi conseguindo, a espaços, ganhar situações de 1x1 diante do Besiktas. Imprescindível para a equipa neste momento.

Óliver Torres (+/-) - Não importa as voltas que tentem dar, mas a melhor versão possível deste FC Porto terá que ter sempre Óliver. Falhou alguns passes na primeira parte, mas tentou dar dinâmica e velocidade ao meio-campo, atirou uma bola ao poste e era dos poucos a tentar triangular e a «puxar» os laterais para a frente. Ficou a impressão de que, muitas vezes, tinha ideias que não eram capazes de ser executadas à sua volta. Sérgio optou por trocar o cérebro de Óliver por uma tentativa de ser mais direto e intenso com André André e Otávio no eixo. Não funcionou e, sem Óliver, este FC Porto perde muitos dos seus argumentos. 




Querem os oitavos? (-) - Ir aos oitavos-de-final não é meramente um objetivo do grupo de trabalho: é também uma meta declarada pela SAD. Com isto, olhar para as opções que estavam à disposição do treinador para este jogo é penoso. Não há milagres numa competição desta dimensão. Saca-se do banco André André, Otávio e Hernâni, que fizeram mais bons jogos no Vit. Guimarães do que no FC Porto. Podem ser úteis? Podem, claro. Mas são curtos para esta exigência.

Ver Soares, recuperado de lesão, em esforço a tentar manter-se em campo, há minutos a fazer sinal para o banco, sem que Sérgio Conceição pudesse aceder ao seu pedido, é deveras preocupante. Sérgio Conceição saltou do 4x4x2 para o 4x3x3, mas depois regressou ao plano inicial, sempre limitado pelas opções que tinha à disposição. E não foi preciso haver muitas baixas: bastou faltar Aboubakar no ataque. Não é uma onda de lesões, não é o desgaste de vários meses de temporada: foi um único jogador que não estava disponível para jogar do meio-campo para a frente.

Cobrar o quer que seja a Sérgio Conceição, com este grupo de trabalho, não é razoável. Não há memória de um treinador do FC Porto ter tão pouco em mãos: zero reforços, zero jogadores campeões no plantel (o estofo conta, e muito) e escassez de opções sequer em número. Querem milagres?

Falta talento (-) - Se um jogador como Danilo, Óliver ou Brahimi aparece em subrendimento, é normal que os adeptos lhes deem na cabeça: porque sabem que podem dar muito, muito mais. E é também essa a crítica feita à exibição de ontem de Danilo: desconcentrado, várias vezes mal posicionado e demasiado recuado no início de construção (passou mais tempo no eixo dos centrais do que no meio-campo do adversário). E Corona arrisca tornar-se aquele jogador que, lá para os 30 anos, ainda estão à espera da época de afirmação. 

Agora, criticar Marega? Não, isso não, porque está a fazer o máximo que se pode pedir: está a dar o melhor que tem. Tenta meter o corpo, tenta correr, tenta lutar. E quais são os resultados práticos disto? Metade das jogadas que vão parar aos seus pés são perdidas. Aliás, mais de metade, pois 57% das bolas nos seus pés perderam-se. Pior, em toda a 1ª jornada da Champions, só Forsberg, que vai ser adversário do FC Porto. 

Depois de ter perdido mais de 40 jogadas entre Braga e Chaves, Marega voltou a deixar ao claro as consequências de ter o ataque refém de uma tentativa de reabilitação de um jogador que não tinha lugar em qualquer equipa na história do FC Porto. É culpado? Pois claro que não. Está a ter a fazer algo que só pode merecer elogios: a dar o melhor de si próprio. Jesús Corona, por exemplo, não deu nem metade do que podia. 

Não é por isso uma crítica ao jogador, mas sim a quem compôs um plantel que faz com que os adeptos (e S. Conceição) tenham que aceitar que não há melhor do que Marega para o ataque e que é titular por mérito. É titular não por não haver melhor, mas porque simplesmente não há mais ninguém. É curto, demasiado curto, por muito que confiem em Sérgio Conceição, na garra e na mística (os lugares comuns que não podem ser substitutos da competência) para esticar o que há.

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domingo, 10 de setembro de 2017

Chave avançada

O FC Porto ainda não tinha chegado ao intervalo sem estar a vencer. Demorou 4 minutos a corrigir essa situação e, após uma primeira parte francamente má - o Chaves fechou bem os corredores e o espaço no jogo interior, limitando assim o FC Porto a pouco mais do que as diagonais de Brahimi -,  a equipa conseguiu a 16ª vitória em 16 receções frente ao Chaves, mantendo o percurso imaculado no Campeonato. 

Estamos perante um Campeonato que será extremamente competitivo e em que as equipas ditas pequenas vão, muitas vezes, tirar pontos aos candidatos ao título, ou então ficar a um minuto, uma falta, um penalty ou uma decisão do VAR de o fazerem. A visita a Alvalade ainda vai longe no calendário, mas restam apenas duas jornadas a separar o FC Porto da possibilidade de poder defrontar o Sporting invicto e a jogar diretamente para a liderança isolada. 


Para já segue-se a Champions, num grupo em que existe a responsabilidade de o FC Porto ter mais presenças na Liga milionária do que Besiktas, Mónaco e Leipzig juntos, mas sem esquecer que qualquer equipa pode ambicionar a qualificação direta neste lote e que Iker Casillas e Maxi Pereira, juntos, representam praticamente metade da experiência internacional deste plantel. 

Por enquanto, Sérgio Conceição e o plantel têm respondido a cada dificuldade com uma vitória. E embora não tenha sido pela defesa que o FC Porto falhou os últimos títulos, continuar sem sofrer golos é sempre um bónus que atesta um bom trabalho desenvolvido (não esquecer que a equipa, quase com a mesma defesa, acabou a última época a sofrer 9 golos em 10 jogos oficiais). 





Óliver Torres (+) - Já fez mais assistências do que em toda a última época, e fê-lo com um conhecimento perfeito de tempo e espaço: antes de Óliver cruzar, não havia ninguém na grande área; depois da bola sair do seu pé, rapidamente apareceram quatro jogadores na grande área, o último dos quais pronto a finalizar. Uma vez mais, o que mais se destacou em Óliver é a forma como está a apostar mais no passe longo - falhou apenas um em toda a partida, e quase nunca precisou de baixar para lá do meio-campo para pegar no jogo. Criou ainda duas ocasiões de golo e destacou-se na primeira linha defensiva, com 11 momentos de desarme/recuperação. Uma exibição completa. 

Marega (+/-) - O melhor jogo com a camisola do FC Porto, essencialmente pelo trabalho desempenhado na segunda parte. Se no primeiro tempo o seu melhor lance foi um em que tropeçou na bola, na segunda parte fartou-se de ganhar metros no terreno e de arrastar a equipa para a frente. A sua inabilidade técnica é clara (voltou a ser o jogador com mais perdas de posse - 21, depois das 22 em Braga - e só 3 jogadores do Chaves tiveram pior eficácia no passe em campo), mas o facto de ter atacado mais vezes o espaço livre, evitando o 1x1 e a zona central, permitiu-lhe galgar terreno e empurrar a equipa quando o Chaves concedeu mais espaço. O facto de se esperar tão pouco deste jogador até contribui para que se lhe reveja qualidade no que deviam ser requisitos básicos (a luta, a garra, o empenho), mas trabalhou muito para a equipa e fez por merecer o bom golo que marcou. 

Yacine Brahimi (+/-) - A única luz na equipa durante a primeira parte, embora desta vez tenha sido particularmente ineficaz no drible (acertou apenas 3). Ainda assim, foi 2º o jogador em campo que mais tocou na bola, tentou arrastar a defesa e ainda surpreendeu por ter sido o jogador que mais bolas recuperou (11 no total). Esteve novamente muito bem no passe, mas objetivamente o seu futebol só rendeu uma ocasião de golo à equipa, o que o impediu de sair com uma nota mais elevada de uma partida em que, apesar de tudo, voltou a ser dos melhores.

A entrada de Soares (+) - Saiu Corona. Sérgio Conceição poderia lançar Hernâni, Otávio ou até Ricardo Pereira, mas optou por apostar logo em Soares. E foi uma escolha audaz - com isso, Marega foi puxado para o lado direito e o próprio Soares jogou sobretudo descaído para os flancos, mais longe da grande área. Isso implicava menor criatividade e capacidade de 1x1, mas deu mais presença à equipa no ataque e teve efeitos práticos - Soares fez o passe para o 1x0, ganhou o penalty (batido de forma denunciada mas felizmente corrigida) e foi o mais rematador da equipa, com 5 tentativas (embora duas tenham sido no penalty, nenhum outro jogador rematou mais do que duas vezes). 




Toda a primeira parte (-) - O Chaves teve mérito: soube anular a manobra ofensiva do FC Porto. Mas haverá cada vez mais equipas a posicionarem-se da mesma forma, por isso será necessário encontrar soluções além da capacidade individual de Brahimi. Em toda a primeira parte, o único lance de algum perigo saiu de um remate do argelino. De resto, equipa e jogadores em subrendimento, em relações variadas de causa/efeito. Aboubakar só tocou 3 vezes na bola do meio-campo para a frente, Layún não chegava ao último terço, Danilo sentiu muitas dificuldades a meio-campo, Corona voltou à forma intermitente que lhe é caraterística e houve apenas 3 bolas colocadas em posição de remate.

Dificuldades que a equipa ultrapassou na segunda parte, com um golo algo feliz de Aboubakar (mérito e qualidade no movimento, sorte no remate - mas diz-se que a sorte passou a ser um requisito para o prémio Puskas), mas Sérgio Conceição e os jogadores terão por certo muito para rever nestes 45 minutos. E em bom momento: é melhor aprender sobre os erros nas vitórias do que nas derrotas. 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Como disse?

A imprensa é um eterno universo de preocupação para muitos adeptos. Não é surpresa para ninguém que determinados títulos têm maior proximidade com alguns clubes. Que existe compadrio - uma palavra provavelmente até elegante de mais para o caso - entre A Bola e o Benfica, não é novidade. E que o jornal O Jogo é, historicamente, o jornal que maior apreço recebe por parte do FC Porto, também não. Mas a notícia trazida hoje à capa é grave.

Cada adepto pode escolher o que lhe ocupa o topo das preocupações: ou o facto de Luís Filipe Vieira, o leitor, dar entrevistas à Bola que não o são; ou uma manchete d'O Jogo acusar basicamente a SAD de amadorismo. 

Em causa estão duas pequenas frases. 


«Última reunião foi na época passada» e «negociações com os jogadores em risco vão começar agora». É brincadeira, certo?

O FC Porto está em plena época 2017-18, em que para já tudo tem corrido bem. Teve dificuldades na venda e colocação de jogadores no último defeso, ficou com um caso bicudo por resolver (Bueno), e entre os excedentários/dispensáveis só Depoitre saiu por um valor acima do que seria expectável no mercado (quase 4M€). Ainda assim, há expectativa em ver se a folha salarial conseguirá descer um pouco (a previsão para a última época foi de 69,5M€ - um aumento de 28% em relação ao último campeonato conquistado).

E perante a ausência de reforços, transmitiu-se a ideia de que reforços eram os que ficavam. Mas então agora a SAD do FC Porto é acusada de ter iniciado a época sem antes ter assegurado a continuidade de ativos que estão em final de contrato?

Iván Marcano é um dos capitães do FC Porto e um jogador essencial no plantel. «Última reunião foi na época passada». A sério que o FC Porto começaria uma época sem assegurar, dentro do possível, que Iván Marcano era para continuar? Sem haver contactos diretos nesse sentido? E as negociações «com os jogadores em risco, vão começar agora»? Apenas agora, a menos de 4 meses de poderem assinar por outro clube a custo zero?

A SAD basicamente não comprou ninguém no último defeso. Houve muito menos trabalho para fazer a nível de mercado. E com isto, não houve tempo para encaminhar as renovações de contrato antes da época começar? 

É sabido que Iván Marcano quer ficar no FC Porto. E vai ficar, seguramente, porque estamos a falar de um capitão e de um profissional exemplar. Mas num mundo tão volátil como o futebol, em que as intenções e lealdade mudam ao ritmo do cifrão e de um dia para o outro, esta acusação de uma gestão de puro amadorismo é demasiado grave. 

Tomemos como exemplo a situação de Vincent Aboubakar. Fabrice Picot, o empresário do avançado, disse em julho que Aboubakar queria «jogar e ajudar» o FC Porto, mas que «a renovação não está nos planos». Por norma, um jogador que se recusa a renovar não volta a jogar. Neste caso, que alternativa poderá ter o FC Porto?

Não há alternativas no ataque. O FC Porto depende de Aboubakar pelo menos até janeiro. Tem que jogar, não há alternativa. E sabemos que o camaronês tem um empresário que não hesitou em afirmar que não havia planos para renovar. Quem garante que Aboubakar estará a ter o melhor tipo de aconselhamento nesta fase?

«Escuta, Vincent, já deu para ver que o FC Porto não pode prescindir de ti. O mercado está fechado e não podem jogar até janeiro só com Marega e Soares, por isso tens lugar quase sempre garantido. Fazemos assim: continua a jogar bem, a fazer golos, e depois em janeiro já podes assinar por outro clube a custo zero. E como não têm nada a pagar ao FC Porto, até pagam uma comissão e um prémio de assinatura bem mais altos». Claro, isto é meramente ficcional e extremamente pessimista. Mas estamos no futebol. 

O próprio Diego Reyes, único central suplente na equipa principal, está em final de contrato. Assim como Maxi Pereira, que dificilmente ficará para a próxima temporada. E na véspera, O Jogo trouxe-nos também à capa uma notícia de que Reyes mostrava serviço como alternativa a Danilo Pereira. 

Já não há uma alternativa de raiz a Danilo no plantel. Sugerem Reyes, que é então simultaneamente único central suplente e alternativa à posição 6. Está em final de contrato. 

Não passa pela cabeça de ninguém perder Iván Marcano e Aboubakar. Se tal acontecesse, Reyes entrava no 11, deixava de haver central suplente e a tal alternativa sugerida a Danilo; se Aboubakar deixasse de ser opção, Marega e Soares tinham que durar os 90 minutos semana após semana, ou então Sérgio Conceição teria que passar a jogar em 4x3x3. O pior que podia acontecer: o treinador ser forçado a mudar a sua tática por não ter opções suficientes no plantel. 

E já existem consequências disso. Perante a incerteza em torno de Corona, especula-se que Ricardo Pereira pode jogar a extremo. Tudo bem, tem qualidade para isso, e Maxi Pereira dá garantias de qualidade. Mas isso implica que, perante a ausência de um único jogador, Sérgio Conceição tem que mexer em dois setores; e mexe em dois setores apesar de ter Hernâni no plantel. Não é o maior atestado de confiança e de profundidade no plantel, diga-se.

Já que não foram capazes de dar um único reforço ao treinador, o mínimo que se pede é que Iván Marcano, Diego Reyes e Aboubakar tenham o seu futuro totalmente assegurado e comprometido com o FC Porto o quanto antes. Infelizmente, já temos variados exemplos de que no futebol a palavra não chega.

Ou então O Jogo está simplesmente mal informado e está tudo tratado, a tempo e horas. Isso. 

PS: Uma declaração de Petr Cech, guarda-redes do Arsenal, que vale a pena afixar. «Quando José Mourinho chegou ao Chelsea proveniente do FC Porto, ele trouxe com ele uma coisa essencial: veio de um clube onde não era aceitável para ele terminar o Campeonato em segundo lugar. Ele trouxe o mesmo espírito para o Chelsea». 

O Chelsea, um dos clubes mais poderosos do futebol atual, tomou como exemplo para crescer o FC Porto. Não é necessário acrescentar mais nada. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Os Pentas: Agosto de 2017

Uma nova rúbrica de análise n'O Tribunal do Dragão, à qual chamaremos «Os Pentas». Mensalmente, serão destacados os cinco melhores jogadores do último mês. Este tipo de comentários são, naturalmente, muito convidativos a diferentes interpretações e opiniões, por isso é natural que o top 5 mude de adepto para adepto. São sempre convidados a defender o contrário na caixa de comentários e em participar na sondagem, que inclui uma pré-seleção de 10 jogadores e dos quais poderão escolher cinco. 

5. Yacine Brahimi

Terminou o mês de agosto com apenas um golo, mas tem sido o denominador comum na hora de criar desequilíbrios, sobretudo pela forma como ataca a partir do lado esquerdo. Brahimi continua a destacar-se sobretudo no momento individual (é o principal driblador da Liga, com uma eficácia de 6 lances/jogo, mais do dobro de Gelson Martins), mas também já provou saber integrar-se na manobra coletiva da equipa, tanto que, por exemplo, na goleada ao Estoril fez mais passes do que Danilo Pereira, por norma o dominador neste capítulo. É o jogador com mais situações de 1x1 ganhas no campeonato, com um total de 36. A palavra-chave: desequilíbrio

4. Óliver Torres

Óliver é elegante e inteligente a jogar, mas na última época teve um problema: estava sempre demasiado longe de zonas de decisão, quer para o remate, quer para o último passe. Prova disso é que na temporada passada fez apenas três assistências para golo - tantas quanto já conseguiu fazer esta época. A estratégia de Sérgio Conceição exige um enorme desgaste de Óliver, mas acentua e explora todas as suas qualidades. Óliver dá amplitude ao jogo do FC Porto (é o 2º atleta da Liga que mais passes longos completa), e há um dado que explica porquê: na época passada, o passe médio de Óliver era de 18 metros; esta temporada, é de 22 metros. Isso também implica uma menor eficácia de passe (82%), mas Óliver tem sido fundamental na organização e dinâmica na equipa. A palavra-chave: maestro

3. Aboubakar

É o responsável direto por metade dos pontos já conquistados pelo FC Porto. Fez o golo da vitória em Tondela e um hat-trick na receção ao Moreirense. Não é o avançado mais eficaz que se pode ter (é o mais rematador da Liga, com 5,8 remates/jogo), mas enquadrou-se na perfeição na equipa, com um trabalho importante longe da grande área sem deixar nunca de ser referência no eixo - é o jogador com mais situações de remate na grande área no campeonato. Tem que melhorar o seu jogo de costas para a baliza e ser mais objetivo no 1x1, mas Aboubakar arrancou a época sendo decisivo. A palavra-chave: golos

2. Alex Telles

Correr, cruzar, correr, cruzar, correr, cruzar. Alex Telles tem desempenhado com grande distinção a missão que Sérgio Conceição tem para ele nesta equipa. Responsável por assegurar a profundidade no flanco, é o jogador que mais cruza no campeonato (4,3/jogo), o que mais situações de golo cria (3,3) e consegue isso mantendo uma notável eficácia de passe (90%). E apesar da preponderância ofensiva, defensivamente foi sempre capaz de ser eficaz, embora as ideias de Sérgio Conceição façam dele um jogador que vai alinhar sempre com a bandeja nos braços. A palavra-chave: municiador.

1. Iván Marcano

O FC Porto ainda não sofreu golos esta época, e muito o deve à forma como Marcano se reafirma como o patrão da defesa e um dos improváveis líderes de balneário. Marcou um golo no último mês, mas é naturalmente pelo que faz na defesa que se destaca. É o jogador que mais lances de cabeça ganha no Campeonato (na defesa ainda não perdeu nenhum, com eficácia de 100% em 14 situações), o que mais desarmes faz e sofreu o triplo das faltas que cometeu até ao momento (apenas duas). Não só o melhor central do Campeonato, é um elemento preponderante em toda a linha no FC Porto, com desempenhos irrepreensíveis na missão de não sofrer golos. A palavra-chave: líder


Os MVPs escolhidos pelos adeptos em agosto:

1.ª jornada (FC Porto x Estoril, 4x0): Óliver Torres, 64%
2.ª jornada (Tondela x FC Porto, 0x1): Jesús Corona, 41%
3.ª jornada (FC Porto x Moreirense, 3x0): Aboubakar, 92%
4.ª jornada (SC Braga x FC Porto, 0x1): Danilo Pereira, 44%

Os Pentas de Agosto/2017 segundo os leitores: 

1. Vincent Aboubakar, 77%
2. Óliver Torres, 72%
3. Iván Marcanio, 64%
4. Yacine Brahimi, 61%
5. Danilo Pereira, 42%

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A ausência de reforços (nunca) explicada

Começando por uma pequena nota de lamento pela ausência recente, que incluiu a apreciação sobre a bela vitória do FC Porto em Braga. O mercado fechou e, pela primeira vez em décadas de FC Porto, não houve nenhum reforço oriundo do mercado de transferências. Sobra a questão: não vieram reforços por SAD e/ou treinador acharem que não era necessário; ou porque não havia meios para os contratar? Tudo vai ao encontro da segunda opção.

Mas recuemos até ao dia da apresentação de Sérgio Conceição no FC Porto. Pinto da Costa deixou esta intervenção: «Os dois reforços que me pediu, não haverá possibilidade, porque me pediu o Messi e o Ronaldo. Não pode ser, embora lhe tenha custado a aceitar. Não estou preocupado com isso, porque foi por isso que escolhi o Sérgio, para poder, com os jogadores que tivermos, fazer uma equipa competitiva para ganhar».

Talvez nem o próprio Pinto da Costa imaginaria o quão sincero estava a ser. Sérgio Conceição teve que fazer precisamente isso: pegar no que tinha e fazer uma equipa competitiva. Soares lesionou-se e teve que pegar em Marega, um jogador que encabeçava qualquer lista de dispensas; passou o mês de agosto sem uma única alternativa ao eixo do ataque no banco; foi forçado a mexer na estrutura e tática da equipa quando não podia, simplesmente, mudar apenas um jogador. Sérgio Conceição fez o máximo que podia fazer com o que tinha. E fê-lo bem. 

Sérgio Conceição adora desafios, e este é o maior que pode ter. Certamente que não terá maior gozo do que se tornar no treinador a que menos investimento teve direito na história do FC Porto, mas ainda assim chegar ao título. Mas a revelação de Valentin Rongier, médio do Nantes que afirmou que Sérgio Conceição o convidou para ir para o FC Porto, levanta uma grande questão. Ou o jovem francês está a mentir, ou então de facto Sérgio Conceição queria uma adição ao seu plantel. Mas queria o quê? Especificamente Rongier? Ou queria um médio, e Rongier correspondia a esse perfil?

Ninguém acreditará que Sérgio Conceição não queria reforços. Não há treinador no mundo que não queira adições ao seu plantel, sobretudo numa equipa onde não há sequer o requisito mínimo de ter dois jogadores por posição. Sim, temos a equipa B, e há muito que os adeptos ansiavam em ver a equipa B complementar a equipa principal. Mas repare-se que, mesmo perante a ausência de avançados, Sérgio Conceição nem sequer considerou ir buscar alguém à equipa B para fazer número. O que deixa desde logo antever que, mesmo que falte alguém na equipa A, Sérgio Conceição não aparenta estar convencido de que haja alternativas à altura na equipa B. 

Enquanto a equipa ganha tudo está bem para as massas, é um clássico. Mas não há maior erro do que não aprender com os erros do passado. O FC Porto também abriu o pós-Vítor Pereira com chocolate, a ganhar uma Supertaça e a arrancar com seis vitórias consecutivas. Mas mais à frente, no decorrer da época, concluiu-se que se calhar Josué e Licá não eram os melhores substitutos para as saídas de Moutinho e James. Esperemos que, dentro de três meses, o otimismo não se deixe tomar por uma realidade em que André André, Hernâni ou Marega se calhar são curtos para recuperar de um mau resultado. 

Mas neste caso, o FC Porto não perdeu nenhum Moutinho ou James. Saiu André Silva, mas Aboubakar pode garantir sem problemas os mesmos números do agora jogador do AC Milan. Saiu Rúben Neves, que não era titular, logo também não se pode falar aqui de uma baixa no 11 base da época passada. Então, qual é o problema? Profundidade, alternativas de melhor qualidades aos elementos da equipa A, dar condições a Sérgio Conceição, dar algo mais do que uma lista de dispensas a um treinador que largou tudo para se vir meter no meio da fogueira. E há que considerar a mudança de sistema tático, que pede mais alternativas no ataque e um perfil mais específico no meio-campo. 

A SAD não prestou explicações depois da última época. Nenhuma palavra sobre a saída de Nuno Espírito Santo ou um balanço da última temporada. E depois do ponto mais baixo da história recente do FC Porto - não, bater no fundo não é perder com o Tondela, é ser o único clube a ser punido pela UEFA na última temporada por falhar o FPF -, seria importante explicar os constrangimentos que existiram no mercado esta época.

Por exemplo, para 2017-18, o FC Porto só pôde inscrever 22 jogadores na lista A da Liga dos Campeões, menos 3 do que o normal. Se é certo que o clube raramente preenche sequer uma das quatro vagas para jogadores da formação (o prolongamento do falhanço que já vem desde o V611), o plantel torna-se ainda mais curto. Por exemplo, para o primeiro jogo já está garantido de que não haverá ponta-de-lança suplente no banco, pois Aboubakar está castigado. Não há uma alternativa natural. Como arrisca não haver quando qualquer jogador do meio-campo para a frente não estiver disponível. 

Mas o que mais se destacou do comunicado da UEFA, e que não teve a atenção devida, foi este detalhe:


O FC Porto aceitou, segundo as restrições da UEFA, reduzir «significativamente» os seus gastos no mercado de transferências. Quão? Aparentemente, para valores bem próximos do zero. A SAD não investiu porque não podia, porque a gestão financeira falhou redondamente, uma vez mais, na última temporada. E agora? Agora esperam que Sérgio Conceição não se limite a fazer omeletes com os ovos que tem: ainda lhe vão pedir uns quantos bolos. 

Agora o clássico quando o ataque ao mercado parece curto: a história de que os reforços são os jogadores que se conseguiu segurar no plantel. Mas entre todos os ativos que estavam no clube, provavelmente só Danilo Pereira (Ricardo Pereira também, embora não estivesse no plantel na temporada passada) seria candidato a uma boa venda. E ainda assim, de todo o bolo numa eventual transferência, o FC Porto provavelmente só chegaria a gerar pouco mais de metade de mais-valia com a saída de Danilo. E o mesmo vale para Ricardo Pereira. 

Mas a concluir, um pormenor que também faz a diferença. Diz-se que «o FC Porto só gastou com Vaná». Não, o FC Porto não gastou só com Vaná. O FC Porto desperdiçou com Vaná. O que diz a compra de Vaná é que o FC Porto tinha um pouco de dinheiro para investir. Então e o que fez o FC Porto com o pouco que tinha? Comprou um jogador que não era necessário, nem sequer como suplente. Se é certo que era muito difícil encontrar um médio ou um avançado por um valor na casa do milhão de euros, no pouco que o FC Porto poderia gastar, gastou onde não era necessário. Que lógica tem isto?

E agora sobra a expetativa de ver que mérito poderá ter a SAD este ano que não tenha tido o ano passado, porque o plantel é quase o mesmo. Saídas? As únicas relevantes foram ambas tratadas por Jorge Mendes (Rúben Neves e André Silva). Reforços? Nada. A SAD praticamente não mexeu no plantel desta época, e ainda não renovou com 3 ativos em final de contrato (Reyes, Marcano e Aboubakar). Que mérito se poderá ter este ano que não se teve no ano passado? Provavelmente, dirão que «não se gastou dinheiro com Depoitres». A sério que o mérito que sobra é esse? O não errar? Pois, quem não tenta acertar, também não erra. 

A luta desta época é com Sérgio Conceição e com o grupo por si orientado. São eles que merecem o apoio dos adeptos nos meses que se seguem, e que não estarão dependentes do mês de maio para serem alvo de apreciação. Não se pode exigir nada a quem não teve nenhuma das suas exigências preenchidas. 

Sérgio Conceição não teve um único reforço por consequência da péssima gestão financeira que se apoderou da SAD nos últimos anos. E o que faz ele? Está a preparar a equipa para a 5ª vitória consecutiva e para se manter na liderança da Liga. Vontade de trabalhar e vencer nunca faltará. E esperemos que também não sobrem papas na língua no final da temporada. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Dez curiosidades sobre este arranque de época


- Sem golos sofridos e 100% vitorioso à 3.ª jornada: é a sexta vez que tal acontece na história do FC Porto. Sérgio Conceição junta-se a Pedroto, Robson, Oliveira, Villas-Boas e Lopetegui.

- Brahimi é o jogador que mais dribles completa na I Liga, com uma média de 4,3 por jogo. 

- Alex Telles é o jogador que mais cruza em bola corrida no campeonato (5,3/jogo) e o segundo jogador que mais situações de golo cria por jogo, com 4 por partida.

- Os dois jogadores mais rematadores da Liga dividem o ataque do FC Porto: Aboubakar (6) e Marega (5,3). 

- Iván Marcano é o jogador com mais duelos ganhos nas três primeiras jornadas, com um total de 21. 

- A dupla de centrais do FC Porto é a que mais lances de cabeça ganhou até ao momento: Felipe com 81% e Marcano com 76%.

- Felipe é o jogador que menos vezes foi desarmado nas três primeiras rondas: perdeu apenas uma vez a bola. 

- Aboubakar é o avançado que mais ocasiões teve para rematar na grande área, com 4,3 por jogo. 

- Três dos cinco jogadores que mais passes completam na I Liga são do FC Porto: Felipe (84%), Óliver (81,2%) e Danilo (87%). 

- O FC Porto é a equipa que mais tempo joga do meio-campo para a frente, com 79% do tempo útil de jogo, à frente do Sporting (76%).