segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Cinco no jogo mais importante da semana

Era essencial vencer, pelas mais variadas razões: para reabilitar o moral da equipa e dos adeptos depois da Champions, para responder à pressão dos rivais e para assegurar que, aconteça o que acontecer na Amoreira, o FC Porto vai iniciar a 24ª jornada da Liga na liderança isolada do Campeonato. Os 45 minutos frente ao Estoril vão, assim, definir se o FC Porto vai ganhar alguma margem de erro à entrada para a reta final do Campeonato. 


A receita terá que ser a mesma de hoje: uma entrada forte, agressiva, com uma linha de pressão alta e incansável na recuperação de bola e eficácia na hora de atirar à baliza. Não há margem/tempo para esperar pelo erro ou desgaste do adversário, pois tal não acontecerá, e se já estamos habituados a jogar contra equipas fechadas com 0x0 no marcador, neste caso tudo aponta para um Estoril a defender com tudo e todos. Nada que 45 minutos à Porto não possam resolver. 




Entrada a matar (+) - Brahimi a solicitar Alex Telles nas costas; o cruzamento para a grande área, já com três unidades para três jogadores do Rio Ave; Soares não domina da melhor forma (ou conta como assistência?), mas apareciam logo três jogadores à entrada da grande área para a sobra; Sérgio Oliveira arriscou o remate, mas também já tinha Maxi isolado pela direita. Uma jogada com diversas soluções e que resultou num golo madrugador, que deu tranquilidade ao FC Porto rumo à goleada. A equipa soube pressionar bem e praticamente não deixou o Rio Ave entrar com perigo na grande área, limitando a equipa visitante a remates de meia distância.

Sérgio Oliveira (+) - Abriu o marcador com um remate colocado, mas foi sobretudo nas tarefas mais recuadas que se destacou, ajudando a equilibrar a equipa com uma boa ocupação de espaço e contribuindo com 10 ações defensivas, além de ter ganho 8 dos 11 duelos que disputou. Não apareceu muito na circulação de bola (fez apenas um passe a cada 3 minutos), mas compensou com um bom sentido posicional e uma pressão forte sobre o adversário. Prolongou o bom momento no Campeonato. 

Soares (+) - O reforço de inverno da época passada parece querer repetir a dose. Teve intervenção direta em 6 golos nos últimos 3 jogos internos - se no lance do 1x0 o passe para Sérgio Oliveira pareceu um mau domínio de bola, no 2x0 correspondeu com um belíssimo cabeceamento e soube ser oportuno para fechar o marcador, além de ter arrancado um vermelho que ficou por mostrar a Tarantini. Ainda criou mais duas situações de perigo e voltou a ter movimentações interessantes nas diagonais curtas. Sérgio Conceição avisou que dependeria de Soares decidir se a porta se abria ou fechava. O brasileiro parece decidido em arrombá-la.


A entrada de Óliver (+) - Na segunda parte, o FC Porto controlou sobretudo o espaço e não estava a conseguir fazer circular a bola. A entrada de Óliver significou o melhor momento do FC Porto na partida - tabelas, jogadas ao primeiro toque, maior velocidade de circulação e a obrigar o Rio Ave a correr atrás da redondinha. A jogada com Brahimi ficou na retina, tão boa que nem o argelino acreditou na oferta. Vinte minutos que mostraram que Óliver pode ser um oásis de tranquilidade quando é preciso guardar e circular a bola, em vez de fechar as linhas e limitar a equipa a bolas em profundidade.

Palavra também para mais duas assistências de Alex Telles de bola parada - são já 11 no Campeonato. Em toda a Europa, só Neymar (12) e De Bruyne (14) têm mais. 




Definição e discrição (-) - Notou-se que Brahimi precisava de um golo. Estava à procura da jogada, do momento que lhe daria confiança a nível individual. A verdade é que as coisas não saíram particularmente bem ao argelino - falhou 6 dos 11 dribles que tentou, criou apenas uma ocasião de golo e atirou uma bola à trave. Já quando o resultado estava feito, Brahimi pareceu querer sempre escolher o caminho mais complicado, trocando o jogo coletivo pela tentativa do lance individual.

Corona ajudou muitas vezes Maxi no corredor e teve alguns pormenores interessantes, mas uma vez mais não conseguiu ter efeitos práticos no ataque - não fez nenhum passe para finalização, falhou os 4 cruzamentos que tentou e não conseguiu nenhum drible eficaz. Muitas vezes a movimentação/iniciativa correta, mas faltava o momento de definição.

Já Marega voltou a marcar, chegando aos 17 golos na Liga, e bem pode agradecer o bom cruzamento de Alex Telles e o desvio de Marcelo para a própria baliza, caso contrário teriam sido 90 minutos de quase total anonimato: Marega fez apenas 5 passes em todo o jogo, tocou16 vezes na bola (metade das de Iker Casillas) e não fez nenhum passe para finalização nem nenhum cruzamento em 90 minutos. O maliano picou o ponto de bola parada, mas no jogo jogado raramente conseguiu aparecer. 

Segue-se então o Estoril e a necessidade de 45 minutos à Porto. Literalmente.

4 comentários:

  1. O Corona pode não ter tido influência prática no resultado mas para mim foi dos melhores elementos em campo.

    O Corona esteve impecavel a nivel de recuperação e muitas das jogadas de ataque sairam dos pés dele, ainda que sempre que fosse ele a tentar o ultimo passe tenha saido mal.

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  2. Sobre o modelo de jogo do Rio Ave, que em colapso total mantém e repete orgulhosamente o haraquiri (perdão, a "identidade") e os elogios dos discípulos de Guardiola:

    FCP - RAV
    POSSE DE BOLA
    47% - 53%
    CANTOS
    9 - 4
    REMATES
    19 - 7
    GOLOS
    5 - 0

    Que saudades que eu não tenho de ver esta "identidade" no Porto...

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  3. concordo, o jogo correu nos bem, o rio ave jogou como o porto contra o liverpool resulçtado goleada. No entanto marcamos de bola parada o que e bom e mais tres golos de ressaltos ou coisa do genero o que e bom, se repararmos o moreirense esta a perder com todos mas nos empatamos la e no aves e estamos a perder no estoril tudo equipas do fundo da tabela, portanto espero que SC perceba que falta algo quando defrontamos equipas fechadas e temos o arbitro inclidado o que acontece normalmente. Paciencia tem de jogar, marega esta nas ultimas e paciencia devolvera a classe ao ataque e tem a mesma capacidade atletica de marega embora nao seja tao veloz. Continuo a nao entender os fetiches de SC ( hernanis, fabianos e coisas do genero ), depois o tempo que demorou a apostar em dalot, expliquem me a diferença entre warris e galeno por exemplo ou entre paulinho e varela, expliquem me para paciencia vir para o banco entao porque o andre pereira nao estar nos AAs? sao incongruencias de SC que nos fazem perder competiçoes e pontos, ja agora onde anda osorio? ah e o grupo pois MAS ENTRETANTO PERDEMOS PONTOS EM CAMPOS ONDE TODOS GANHAM, ESPERO QIE SC NO FINAL NAO FIQUE SO COM O TAL GRUPO E SEM TITULÇOS.

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  4. Se o Porto ganhar no Estoril será campeão. Um aparte.se me é permitido. Uma vergonha o que se passou hoje em Tondela.

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