terça-feira, 12 de junho de 2018

Análise 2017-18: os laterais

Já transferido
Ricardo Pereira - Talvez o melhor/mais consistente jogador português da I Liga 2017-18. Semana após semana, estivesse o FC Porto num momento mais ou menos positivo, Ricardo manteve uma regularidade e disponibilidade física notáveis ao longo da época. O saldo de golos (2 na Liga) e assistências (5 na Liga, duas na Champions) acaba por ser modesto face à sua influência no ataque. Foi o defesa com mais dribles eficazes da Liga (48 - mais do que qualquer jogador, inclusive os avançados, do Benfica), o 3º jogador com mais desarmes da época (99) e criou 35 ocasiões de golo na Liga, com destaque para o facto de 14 delas terem sido flagrantes (o 2º mais influente no FC Porto). Além disso, foi o jogador do FC Porto com mais ações em campo ao longo da época, com uma média de 79 por partida. Vai deixar saudades, sobretudo tendo em conta que só tivemos Ricardo como lateral-direito praticamente uma época. Mais sobre a saída de Ricardo para o Leicester.

Em final de contrato
Maxi Pereira - Aos 34 anos, o lateral uruguaio conviveu mais do que nunca com o banco na sua carreira e entrou, naturalmente, na parte terminal da mesma. 11 titularidades no Campeonato e duas na Champions representam uma contribuição curta para um jogador com o seu peso salarial. A experiência de Maxi continua a ser apreciada e útil no balneário, e Sérgio Conceição confiou nela em alguns momentos importantes da época, mas numa equipa que depende tanto da profundidade e dos quilómetros dos laterais, o uruguaio, em final de contrato, não parece oferecer condições para «dar» mais uma época inteira como titular. A renovação está a ser discutida como hipótese perante uma baixa no salário, e Maxi tem a seu favor o facto de, com 34 anos, nunca ter tido uma lesão grave e continuar a treinar bem. Mas condições para aguentar uma época do mais alto nível? Dificilmente.

Contrato até 2021
Alex Telles - Quatro golos e 20 assistências para um dos jogadores mais aplaudidos do último ano. Alex Telles teve tudo: evolução, dedicação, capacidade de superação e regularidade, tendo ainda recuperado de uma lesão dura num momento crucial da época. Defensivamente Alex Telles, embora com contribuições mais modestas do que Ricardo, soube sempre cumprir, mas todos sabem que foi no ataque que mais se destacou: foi o recordista de ocasiões de golo criadas na Liga, com 95, que se traduziram em 13 assistências, embora a maior fatia tenha sido em bolas paradas. Foi o jogador com mais cruzamentos eficazes na Liga (41) e disciplinarmente esteve irrepreensível - apenas dois cartões em 30 jornadas. Tem mercado, é o jogador que pode valer mais dinheiro no plantel, mas é intenção do FC Porto segurá-lo. E bem. 

Já transferido
Diogo Dalot - Começou a época na II Liga, foi jogando na Premier League Internacional Cup e na Youth League e em outubro já se tinha estreado na Taça de Portugal, com uma assistência. Curiosamente, foi como lateral-esquerdo que acabou por ter mais espaço, devido à indisponibilidade de Alex Telles, e nunca destoou: assinou duas assistências em seis jornadas da I Liga e esteve à altura no decisivo clássico frente ao Sporting, apesar dos 18 anos. Jogou sempre com uma maturidade acima da média e foi dando provas de que o futuro do FC Porto poderia passar por ele. Entretanto, e como já sabem, Diogo Dalot já fez as malas e foi vendido ao Manchester United, após uma década ao serviço do FC Porto. A sua estadia no plantel principal acabou por saber a pouco, pois havia condições para muito mais. Em tempo e qualidade. Mais sobre a saída de Dalot para o Man. United.

2 comentários:

  1. Layun? ou será incluido nos emprestados?
    se bem que nao confio pois o ano passado os emprestados ficaram por fazer

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  2. Ricardo: ao contrário de muitos adeptos, eu considero uma boa venda dentro das condicionantes, necessidade de encaixes financeiros,contrato a expirar em breve, cláusula acessivel e apesar do mercado inflacionado, não me parece que o valor dele seja muito superior.

    Dalot: enorme potencial, venda precoce, lateral para o presente e futuro, valor baixo para o tremendo potencial... tudo verdades. No entanto, na mesma linha de Ricardo acabo por aceitar a sua venda face as condicionantes existentes. Podemos alegar má gestão contratual etc.. mas um produto da formação que ainda nem se estabilizou na equipa A, por muito potencial que tenha, acho que são valores difíceis de recusar face à atual situação financeira do clube. Pode vir a ser o melhor lateral do mundo mas ninguém pode garantir que o venha a ser.


    Alex Telles: o nosso melhor lateral, absolutamente decisivo, alto rendimento, muito regular, demonstra profissionalismo, compromisso e respeito pelo clube.

    Maxi: mesmo baixando o ordenado e com as saídas de Ricardo e Dalot, por mim não continuava, nunca deveria ter vindo e nesta fase da carreira ainda menos sentido faria renovar.

    Layun: poderia ter um papel importante no clube não fosse a sua atitude baixar drasticamente desde que perdeu a titularidade, então depois das palavras em Sevilla, não tem lugar no clube.

    João Pedro: não conheço, espero que seja uma agradável surpresa, tem escola, bom percurso nos escaloes jovens mas poucas provas dadas a alto nível. Espero que tenha impacto positivo no entanto parece me que talvez necessite do tradicional tempo de adaptação, como tal espero que o clube contrate alguém indiscutivel para DD.

    Rafa Soares/Inácio: gostaria que um deles conseguisse demonstrar na pré época que tem qualidades para ser alternativa a Alex Telles.

    Neves

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