segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Faltou um remate, e tanto mais

Falemos do Benfica-FC Porto. O nervosismo e a ansiedade a sobreporem-se à necessidade de uma ideia de jogo mais clarividente e dominadora. Pouquíssimas chegadas à grande área adversária. O mais próximo de uma ocasião de golo que se viu em toda a segunda parte foi um remate em arco de Brahimi, a passar perto do poste. Um Benfica que pouco incomodou Casillas, mas que também pouco se deve ter sentido incomodado. A última substituição a limitar-se a uma troca de pontas-de-lança. Apenas uma defesa por parte do guarda-redes do Benfica em 90 minutos. Mas, para grande alegria dos adeptos do FC Porto, apareceu o golo de Héctor Herrera, ao cair do pano, a mudar a história do jogo e do Campeonato.

Confusos? É simples: este primeiro parágrafo é uma descrição do Benfica-FC Porto da época passada. Um jogo exatamente (bom, quase) igual ao que testemunhámos nesta tarde de domingo na Luz. A diferença? Desta vez não caiu aquela bola nos pés de Herrera. Desta vez foi o Benfica, numa única ocasião, a conseguir resolver o clássico e a levar para casa os três pontos. Mas o filme do jogo, esse, foi praticamente o mesmo. O que sentimos agora é o mesmo que teríamos sentido se o golo de Herrera não tivesse aparecido em abril - com a pequena diferença de que estar a dois pontos do primeiro lugar à 7ª ou à 30ª jornadas é bem diferente. 


Não são paninhos quentes, nem desculpas, nem conformismo. É a verdade. Este FC Porto não se distingue por ser o mais elegante ou clarividente nos jogos grandes. Isso mesmo ficou patente no seu percurso na Champions na época passada, em que cumpre os seus objetivos muito graças a lances de bola parada - e, pasmem-se, de onde nasceram os 4 pontos já somados na Champions esta época? De um penálti e de um canto. Não é coincidência: é identidade.

Nos clássicos, o FC Porto de Sérgio Conceição foi também isto. Uma equipa que consegue limitar os adversários a pouquíssimas ocasiões de golo. Em 3 clássicos contra o Benfica, foi a primeira vez em que sofreu um golo. E contra o Sporting, em cinco jogos, sofreu apenas dois. O problema é que este FC Porto é tão eficaz a limitar os adversários como a limitar-se a si próprio.

Não há evolução na ideia de jogo do FC Porto. E não houve investimento para isso. Neste momento, a única alternativa que o plantel oferece e que pode garantir melhorias imediatas na equipa é a presença de Óliver Torres, que ainda não foi ao 11 esta época e que deve ser o pior jogador do mundo nos treinos, tamanha a resistência de Sérgio Conceição em enquadrá-lo na equipa. Óliver tem ideias de circulação, de controlo, de variação de flancos, de progressão em posse. Não é só «passar para trás e para o lado».

E isso nem precisa de ser tão necessariamente mau. Olhamos agora sim para o desempenho do FC Porto na Luz, para constatar que a equipa teve uma mísera eficácia de 38% em bolas jogadas para a frente. Quer isto dizer que, nesta média, a cada 100 tentativas do FC Porto em fazer um passe para a frente, entrega a bola ao adversário em 62 ocasiões. Perante esta amostra, será assim tão benéfico limitar o FC Porto a bicadas para a frente? Não é melhor esperar, circular, criar espaço e então sim atacar, em vez de procurar sempre atalhos que não existem?

A verdade é que é este o modelo de Sérgio Conceição. O modelo que funcionou em grande parte da época passada. Mas não foi este modelo que trouxe bons jogos na Champions e nos clássicos. Aí, à margem daquilo que eram e são as bolas paradas, as ideias ofensivas do FC Porto são francamente escassas. Mas lá está: uma bolinha na gaveta no minuto 90 consegue mudar a história de muita coisa.


Sérgio Conceição precisa de ideias novas para a equipa. Não vamos ser campeões a limitarmo-nos a bicadas para a frente, à espera que o Marega atropele 3 defesas de cada vez. Sim, cá vai: «Na época passada também disseram que não éramos campeões com este plantel! O plantel é quase o mesmo!»

Não é. Saiu Ricardo Pereira e a lateral-direita ficou entregue a um lateral que no final de maio estava dispensado. Saiu o melhor central do FC Porto, Marcano, e Felipe voltou à forma horrenda da primeira metade da época passada. Danilo Pereira recupera de lesão, Soares salta de uma para outra, Aboubakar já de rastos também ficou fora de combate. Herrera e Brahimi estão muito longe do nível da época passada e esperemos bem que ninguém tenha o descaramento de os acusarem de traição ou algo do género se saírem a custo zero no verão - a SAD é que permitiu a chegada a esta situação. Alex Telles também uns furos abaixo, Corona a caminho de mais uma época de «para o ano é que é» e Hernâni no plantel. Quando o jogador que mais tem alimentado o ataque do FC Porto se chama Otávio, desculpem, mas algo de errado se passa. Quando saímos de um jogo arbitrado por Fábio Veríssimo no Estádio da Luz e só nos podemos culpar a nós próprios, algo de muito errado se passa

Não passem a Sérgio Conceição faturas que não lhe dizem respeito. Ele deixou claro na pré-época: era preciso subir o nível do plantel. Temos a entrada de Éder Militão, que está a ter impacto imediato, mas de resto não entrou ninguém no 11 do FC Porto. A equipa inicial não foi reforçada. Pelo contrário, foi enfraquecida! Não há jogada individual do Brahimi, o que limita a equipa a pouco mais do que bolas paradas e despejadas no Marega. Foi assim na época passada. Está a ser assim esta época, também com uma diferença notória: Aboubakar teve uma grande série goleadora até dezembro; esta época, não só não engatou como se lesionou gravemente. Falta pensador de jogo, falta desequilibrador, falta homem-golo. Por outras palavras, temos um bólide sem volante, pedais e motor. 

O que pode Sérgio Conceição mudar? Sem dúvida que a entrada de Óliver Torres no 11 é a cartada que ninguém, ou quase ninguém, percebe como permanece no baralho. Óliver não é um Deco nem um Lucho, mas é o único jogador neste plantel que tem ideias diferentes para a equipa. O único que não obriga a equipa a ter alergia à posse de bola, que tem que transformar cada momento de construção numa bicada para Marega. Já o vimos e repito: o melhor futebol do FC Porto de Sérgio Conceição foi o praticado no arranque da época passada, com Óliver no 11.

Agora, cada vez mais as equipas percebem o quão limitado está o FC Porto no seu processo de «construção». É certo que o Benfica não fez um bom jogo, como não o fez o FC Porto. A isso muito se deveu o facto de as duas equipas terem sempre estado mais interessadas em «trancar» os pontos fortes do adversário do que em imporem a sua própria força. 

Tomemos o exemplo do rendimento de Maxi Pereira e Alex Telles, que juntos só conseguiram completar 24 passes em todo o jogo. A cada duas vezes em que tocavam na bola, uma era perdida. O Benfica não os deixou envolverem-se no momento de tabela/profundidade da equipa. Com isso, praticamente secou os corredores da equipa e tirou-lhe toda a largura.

Além disso, o FC Porto quase não existiu na grande área do Benfica. Reparemos no mapa de todas as zonas em que o FC Porto tentou o passe:

Zonas de passe e construção: inexistente nas proximidades da grande área
O FC Porto não existiu nos últimos 20 metros. Exceções? O jogo aéreo de Danilo e Éder Militão, já nos últimos minutos, e pouco mais. Não houve tentativas de último passe, de rasgo, de procurar uma solução entre linhas. Zero. Ou Marega forçava a entrada (ganhou 2 cartões e nada mais pôde/conseguiu fazer), ou Brahimi fazia o movimento individual interior (tirando o remate em arco, não mais esboçou jogadas de perigo), ou esperava-se pelas bolas paradas. Joga-se muito pouco neste FC Porto. 

E se é certo que não deram a Sérgio Conceição condições apropriadas para lutar pelo bicampeonato, depois do milagre de superação e empenho que foi a época passada, o treinador campeão deve a si próprio e aos portistas a certeza de que está a esgotar todos os recursos disponíveis. O futebol da equipa não tem que ser uma manada de sprints: pode ser uma maratona bem gerida, com todos os momentos que isso implica. No final da época, o pior que pode acontecer a Sérgio Conceição é continuar a ser o principal responsável por não estarmos 6 anos a seco. 

E agora? Novamente a correr atrás do prejuízo, e a depender de si próprio. Foram mais os Campeonatos que o FC Porto conquistou do que os jogos em que venceu no Estádio da Luz, por isso uma derrota em casa do Benfica não tira o título a ninguém. Muito menos à 7ª jornada. O Benfica vai perder mais pontos, tal como o Sporting, tal como o Sp. Braga. Mas o FC Porto não pode estar refém dos deslizes dos rivais e deve a si próprio uma reorganização das ideias da equipa e do seu treinador. Afinal, não podemos mesmo contar com mais do que isso. 

13 comentários:

  1. Não é inteiramente correcto, falta uma referência ao festival de troçadas a quem mais tinha a bola, quer num jogo, quer no outro, bem como o crítério disciplinar. O Fabinho sabe-la toda.
    Dito isto, o essencial está como diz. Se em Setembro as falhas eram +- normais, em Outubro já não deviam ser e a equipa não devia nitidamente desistir a 20 minutos do fim - apesar da pontaria acertada dos pitons jogo após jogo.

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  2. A falta de jogadores não pode ser desculpa para tudo. A gestão feita pelo treinador também tem que ser apontada. O porquê de insistir no meio campo em 3 jogadores com características defensivas? Herrera Danilo e Sérgio Oliveira. Ainda ontem um porto a perder em casa do adversário é ele tem em campo estes 3 jogadores Para quê? Só porque tirou o maxi, que inexplicavamente continua a ser titular, e teve que recuar o Danilo para o centro da defesa? Tem que pôr a carne toda no assador. Não tem nada a perder. Tira Herrera que estava a ser um jogador a menos, como tem sido apanágio em quase todos os jogos, fruto da não renovação, e punha o André Pereira junto ao marega e ao Soares. Continuo a dizer não foi, é ou será treinador para o Porto. À 7 jornada 5 jogos 2 derrotas. E diz ele que esta foi a última derrota? Infelizmente não acredito.

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  3. Há ali muita gente que precisa urgentemente de banco (e de bancada)...

    Não tenho dúvidas nenhumas que a equipa do Porto deveria ser Óliver e mais dez...

    Mais uma vez a administração perdeu "o tino" nas contratações. É que dos contratados apenas Militão parece contar para o treinador...

    O que vale é que este ano está toda a gente a perder pontos...

    Abraço

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  4. concordo na generalidade. Nao e perder na luz num jogo dividido e fechado que causa estragos, o que causa e perder em casa com o guimaraes 3 a 2 depois de estar a ganhar 2 a 0 por responsabilidade na teimosia, falta e flexibilidade e clarividencia de SC. SC rebenta com os jogadores a nivel fisico, ou tem super homens na equipa e mesmo assim todos em forma ou a equipa nao joga. Depois a teimosia em manter hernanis, fabianos, coronas, em nao vender brahimis, abou, marega e outros esta a fazer os jogadores ficarem fartos de tanto esforço para pouco, depois SC nao consegue integrar ninguem, ele nao consegue montar um onze, herdou o tenta segurar os que existem mas nao consegue interar ninguem, a teimosia em manter maxi e incrivel, mbemba custou 8 M, o medio holandes o mesmo, o def direito nem tanto mandou os para a B resultado ``lesionaram se`porque nao sao parvos. O leite despachou o, depois a animosidade para com oliver e nao so , naturamlemte SC pensara ele entra e da a volta pela raiva, mentira oliver esta farto e percebe se. SC TRABALHA NA EMOÇAO E TREINADOR DE UMA EPOCA, E LIMITADO EM TERMOS TATICOS, TEM DIFICULDADE EM INTEGRAR JOGADORES NA SUA EQUIPA. No entanto a unica anormalidade ate agora foi a derrota em casa com o guimaraes depois de estar a ganhar dois zero, isso sim pesa e tem influencia. O PORTO TEM GANHO QUASE TODOS OS JOGOS EM ESFORÇO, OS JOGADORES DESCANSAM POUCO EM CAMPO, O SISTEMA DE SC E BOM PARA UMA CHICOTADA NAO PARA TREINAR UMA EQUIPA 2,3 ANOS SEGUIDOS, ELE NAO CONSEGUE.

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  5. Excelente análise, mais uma vez. Lúcida, coerente e fiel à realidade.

    Agora é fácil falar mas já tinha a ideia de que o melhor a fazer era vender Herrera e Marega no verão. Estavam no auge da valorização e poderíamos assim aproveitar as grandes épocas que fizeram para saírem na mó de cima. Mas será que davam as condições ao nosso Treinador de que estes jogadores seriam substituídos corretamente...? Duvido. Era a oportunidade perfeita para os vender, substituir e, se possível, trazer mais um par de jogadores de qualidade para reforçarem o nosso setor ofensivo, que bem precisamos.

    Poderíamos assim implementar outro estilo e abordagem de jogo, idêntico ao da pré-época e dos primeiros jogos da época passada. Aí tínhamos um futebol ofensivo de qualidade, de circulação, de procura de espaços e de ataque constante. É preciso voltar a estes tempos e ver que há jogadores que precisam de ir ao banco e outros que merecem uma oportunidade. Podemos e devemos melhorar e acredito que o faremos. Nada está perdido.

    Um abraço,
    BMF

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  6. Assistindo ao jogo num canal brasileiro, os comentadores frisaram varias vezes a péssima exibição que estava sendo realizada pelo Hector Herrera, que estava se escondendo do jogo quando o porto mais precisava dele....

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  7. Foi muito bonito andar-mos a revelar o contrato do Ferreyra. Deu um gozo tremendo ver o Jonas exigir o mesmo salário. O que ninguém estava à espera, por incompetência ou não, é que agora os nossos também exigem receber o mesmo. Se o benfica consegue pagar, então o Porto também tem que conseguir - pensam os nossos jogadores. É muito triste vê-los a sair a custo zero e pior ainda é vê-los a não dar o máximo devido à falta de entendimento com o clube.

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  8. mesmo com um naipe de jogadores medianos, o futebol apresentado é fraco , continua a assentar na entrega e capacidade de luta, falta inteligência e um pouco mais de classe no jogo I dividual e colectivo, os pés e o corpo são comandados pela mente do executante, este princípio também se aplica ao treinador na clareza das ideias de jogo , estamos a ficar saturados de vinho carrascao

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  9. Faltaram os reforços que o SC tanto queria para o ataque e ter as situações contratuais de Herrera e Brahimi resolvidas. Isso ajudava muito.

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  10. Não é necessariamente assim... nós não estamos condenados a jogar assim... o SC é que o quer.

    Um Ataque com Brahimi, Oliver, Otávio, Corona + Marega ou Soares, garantiria desde logo, muita qualidade na criação e circulação da bola e com Danilo de volta, é completamente praticável.

    Agora o SC tem o fetiche Herrera e gosta de sentar Oliver seja lá porque razão for...

    Outro fetiche que SC tem são os jogadores físicos no meio-campo mas sem rasgo individual e isso está a rasgar o nosso jogo todo.

    E Maxi já deu tudo o que tem a dar... João Pedro, no último jogo da B, já deu sinais bem interessantes de integração no futebol europeu... está na hora!

    Ou senão avança o Mbemba para central e o Militão para a direita mas com maxi a jogar todos os jogos é que não vamos a lado nenhum.

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  11. Infelizmente já tinha sido "isto" com o Schalke, foi assim com o Galatasaray, jogos que felizmente caiu para o nosso lado mas que não resulta sempre. Enfim, das exibições mais pobres que assisti, quando o Casillas leva amarelo ainda na primeira parte por demorar a repor a bola... Está tudo dito da mentalidade/estratégia adotada pelo treinador.
    Ninguém fala na exibição do Felipe? Eu só vi um Éder Militão a ter de ir a todas, onde estava o felipe no lance do golo?
    Podemos falar nas limitações do plantel mas parece-me que o SC está como a maioria dos jogadores, em baixo de forma, a parecer desmotivado e sem confiança.
    Não vamos atirar a toalha ao chão, estamos na luta mas será preciso muito melhor do que temos assitassi até agora.

    Cumprimentos
    DN

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  12. Não quero ir ao Coliseu ou ao Sá da Bandeira ver qualquer espectáculo, nem quero que o treinador do FC Porto ridicularize as opiniões dos seus adeptos e sócios ou os humilhe com exibições futebolísticas deprimentes e horripilantes, por sua única e exclusiva responsabilidade e por obstinada opção por um modelo de jogo que, além de ser pior que nada, é digno do futebol regional e amador. A sorte esgotou-se na época passada.
    Não quero que o FC Porto discuta os jogos, palmo a palmo, com os adversários que lutam pela manutenção: não quero que o FC Porto perca, constantemente, a bola a cada 2 segundos ou ao fim de 2 toques: não quero que o FC Porto dependa de um jogador que, em cada dez bolas recebidas, perca oito de forma tosca e hilariante (Marega): não quero que o FC Porto dependa, na construção e fluidez do seu jogo, do pior médio titular da história do FC Porto, que, em cada dez passes de lana-caprina, falha oito por indiscutível mediocridade, de forma displicente e anedótica (Herrera): Não quero que o melhor construtor titular desta época (Octávio) vá à Luz jogar como muleta do trinco, amordaçado e atado, só porque sua excelência acha que a mediocridade de Herrera é a solução para desbloquear e aniquilar a fortaleza da águia de rapina ou do molusco tentacular. … Ainda não percebeu que o golo do ano passado na Luz, foi um achado de ocasião, como muitos que existem por esses jogos regionais em todo o país. Aliás, o mesmo trambolho, também este ano, na Luz, teve duas chances, mais ou menos parecidas, que também deram golo, mas de rugby.
    Não quero que sua excelência justifique as suas opções entre a qualidade e a mediocridade, com o treino, pois assim terei a certeza que os Maxis, Herreras, Maregas, Chaínhos, Paredes, e outros que tais, seriam sempre titulares indiscutíveis … e que Oliveira, Jaime Magalhães, Futre, Madjer, Domingos, Kostadinov, Drulovic, Deco, Alenitchev, Belluschi, James e Óliver seriam, constantemente, utentes do banco ou da bancada.
    Quero que o FC Porto, único penta campeão português do futebol profissional, bi-Campeão Europeu, bi-Campeão do Mundo, bi-Vencedor da Taça UEFA e Vencedor da Supertaça Europeia, assuma a sua história, o seu ADN e o seu estatuto de candidato crónico às vitórias em qualquer jogo, em qualquer estádio e em qualquer competição e com futebol de qualidade.
    Quero que, sobretudo, honre o nome e a qualidade e inteligência futebolística, de nomes, como Virgílio, Miguel Arcanjo, Pedroto, Hernâni, Carlos Duarte, Américo, Pavão, Custódio Pinto, Cubillas, Nóbrega, Jaime, Djalma, Gabriel, Rodolfo, Octávio, Séninho, Oliveira, Gomes, Frasco, Costa, João Pinto, Jaime Magalhães, Jaime Pacheco, André, Sousa, Futre, Madjer, Juary, Branco, Baía, Domingos, Kostadinov, Jorge, Costa, Jardel, Drulovic, Paulinho Santos, Deco, Maniche, Derley, Alenitchev, Moutinho, Hulk, Falcão, Belluschi, James, Guarin, etc. etc …
    Não é possível acreditar na crença e fé de Sérgio Conceição, de que o futuro será melhor. Ele está a mentir, porque irá manter a mesma táctica, os mesmos jogadores e a mesma forma de abordar os jogos – sem preocupação pela qualidade e pela inteligência futebolística – pontapé para a frente e fé em Marega, que não é mais veloz que Usain Bolt, mas que, provavelmente, é bem pior, que o Jamaicano, em termos técnicos. E irá preservar como insigne e insubstituível maestro – de quem depende a construção de jogo – o perneta e trambolho Herrera – o tal que é o rosto mais visível do miserabilismo e mediocridade exibicional de mais de cinco anos.
    Onde chegaria Galeno e o que diriam os media da capital se fosse jogador do Benfica? Um novo Neymar? Acho que o FC Porto deveria antecipar-se aos rivais e contratar Galeno na janela de Janeiro. … o quê? Galeno é jogador do FC Porto? Não acredito … ou melhor acredito, tenho de acreditar … não venderam Herrera e Marega por 30 milhões cada, mas despacharam sem pestanejar Ruben Neves e André Silva … Viva a mediocridade que corre, se mata e se esfola nos treinos, pois é com os trambolhos que iremos recuperar a glória.
    Até parece que a história foi apagada ...

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  13. Oliver está cá há anos. Nunca fez nada de nada e agora dizem que é Oliver e mais 10? É por estas e por outras que para satisfazer um treinador medíocre, mantêm-se jogadores em fim de contrato porque são essenciais e não se faz a renovação devida. A vox-pop a exigir jogadores de 20 milhões que não valem nem 2, só pode dar o resultado que se vê.

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