segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Grandes e pequeno

Na época passada, o Benfica perdeu os 2 clássicos com o FC Porto, tendo ainda perdido por 3x0 em casa com o Sporting. Acabou por ser campeão. Isto diz desde logo que não é pelo resultado de ontem que o FC Porto reduz ou aumenta as suas hipóteses na luta pelo título. Na verdade, até as aumenta como nunca no que toca a termos exibicionais: vimos um FC Porto vulgarizar o Benfica durante grande parte do jogo, numa das poucas vezes esta época em que mostrou fibra de campeão.

Infelizmente, o minuto 92 dá para os dois lados. Um detalhe decidiu o jogo, e transformou uma exibição que estava a encher de orgulho todos os portistas na típica enxurrada de críticas que não existiriam se Herrera não tivesse cometido aquele erro, ou se não tivessem metido Herrera em campo, ou se tivessem vendido Herrera. Um único erro é pretexto para encontrar mil e um responsáveis, ainda que a exibição tenha sido exatamente a mesma. A exibição, sim, merece nota positiva. O resultado, infelizmente, não.

O FC Porto já perdeu 9 pontos em 10 jornadas. Na época passada, em 34 jogos, o Benfica perdeu apenas 14 e o Sporting 16. A equipa já perdeu muitos pontos, uns de mãos beijada e outros por erros de arbitragem, e as contas - que é o que conta sempre para a história - começam a ficar complicadas. 

É sabido, desde o início, que esta não é uma época em que o FC Porto se tenha preparado convenientemente para o título, desde a forma como foi gerida a pré-época à escolha dos marujos para este leme. Mas o que mais custa é que a equipa mostrou ontem capacidade, muita capacidade, e fez quase até ao final os adeptos acreditarem que aquele jogo podia ser um ponto de viragem.

No final, fica (quase) tudo na mesma. Dentro de campo sinais muito positivos até determinada altura, nas contas tudo igual. Na verdade, infelizmente não fica tudo na mesma: o FC Porto deixa de depender de si próprio na luta pelo título. Seria difícil sob qualquer circunstância, ontem complicou-se um pouco mais, ironicamente no dia em que o FC Porto mais força e argumentos mostrou para se chegar à frente. É futebol... e mais umas coisas.




Óliver Torres (+) - Podem falar de Nuno Espírito Santo, de Herrera ou de Artur Soares Dias. Mas o momento-chave foi este: o FC Porto morreu quando Óliver Torres saiu de campo. Pensemos naquilo que foram os primeiros 5 minutos do FC Porto em campo: primeira posse de bola, Maxi manda um balão para a frente; segunda posse, mais um biqueiro para a frente; terceira bola, balão de Felipe para André Silva; quarta bola, cruzamento de Alex Telles a meio do meio-campo; quinta bola, mais um balão de Felipe para a frente. Estes foram os minutos iniciais do FC Porto e foram assustadores, pois davam a ideia de que o FC Porto ia jogar à imagem do que vinha sendo hábito para NES. Mas tudo mudou, graças a Óliver.

O FC Porto começa a crescer quando deixa de mandar o chutão para a frente e Óliver começa a baixar mais para ir buscar a bola. Foi aí que o FC Porto cresceu: médio a vir buscar a bola e a iniciar a transição rápida e apoiada com a bolinha no chão. Óliver fez um jogo simplesmente sensacional, tendo mantido toda a equipa a funcionar à sua volta. Colou a bola ao pé, distribuiu-a, arrastou os jogadores do Benfica, progrediu, meteu o FC Porto a jogar na órbita da grande área. Aos 67 minutos, saiu de campo. O FC Porto não voltou a ser o mesmo.


À Porto (+) - Ser Porto não é ganhar sempre, mas tem que ser lutar sempre para ganhar. Ontem, os jogadores deixaram claro que deram tudo, tudo para ganhar. Lutaram por cada bola, pressionaram o adversário, meteram o pé, fizeram cara feia nos sprints, jogaram com objetividade durante a maior parte do jogo e contagiaram os adeptos com a sua garra e crer. Excelente atitude, a todos os níveis. Ontem, não mereciam aquele soco no estômago. Nada a apontar na entrega e dedicação da equipa. 

Outros destaques (+) - Mais um bom jogo de Alex Telles. Ganhou quase todos os lances pelo seu corredor, apoiou o ataque, acelerou o jogo a partir do seu flanco e ainda roubou 6 bolas. Está num bom momento. Danilo Pereira, mais do mesmo: foi o principal recuperador de bolas e foi sempre a garantia de equilíbrio num meio-campo de alta rotação. Diogo Jota fez um golo e a sua versatilidade em campo foi sempre uma arma útil ao FC Porto (ora caía no flanco, ora desequilibrava em zona interior). Seria interessante descobrir por onde andam os indignados pela contratação de este suposto benfiquista. Corona decidiu várias vezes mal e mostrou muita hesitação, mas agitou o jogo, fez diagonais perigosas e com ele em campo o FC Porto tinha sempre uma via para criar perigo. Palavra também para mais um jogo limpo e autoritário de Marcano, a disponibilidade de André Silva e o empenho de Otávio no meio-campo. Mereciam muito mais. 





Machadada final (-) - Uma pequena retrospetiva de jogos contra o Benfica. Em 2003, Mourinho tirou Alenichev e meteu Tiago. Ninguém o acusou de ser medroso. Na Supertaça de 2004, Víctor Fernández tirou Quaresma e meteu Bosingwa. Ninguém o acusou de ser defensivo. Em 2011, na Luz, Villas-Boas trocou Falcao por Maicon. Ninguém o acusou de ter medo.

O que têm estes 3 jogos em comum? O FC Porto ganhou ao Benfica. Por isso, ninguém ousou criticar a opção defensiva tomada pelo treinador. Aconteceria exatamente o mesmo se o jogo ontem tivesse terminado aos 91 minutos. Se aquele golo de Lisandro não tem acontecido, todos estariam satisfeitos com NES, a fundamentar teorias de crescimento da equipa e a elogiar a sua estratégia. Como o FC Porto não venceu, voltou tudo a cair em cima do treinador, naquele tal ciclo vicioso.

A diferença? Nos três jogos referidos, estamos a falar de uma alteração de Fernández, outra de Mourinho e outra de Villas-Boas. Neste caso, as três alterações de NES deram sinais ao FC Porto para recuar. Foram três alterações defensivas. Nuno Espírito nem sequer ousou refrescar o ataque. Não, todos os sinais dados para dentro de campo foram para recuar. Por isso, o problema não foi tirar Jota para meter Herrera. O problema foi que aquela já era a terceira alteração de cariz defensivo. A melhor maneira de defender um 1x0 é esticar o jogo, refrescar o ataque, manter quem segure a bola na frente. Nuno preferiu recuar. 

Nuno Espírito Santo foi o que tem sido desde que chegou ao FC Porto: um treinador com mentalidade demasiado pequena. Um treinador que foi o que não podia ser: pequeno. E esta é a crítica que sumariza tudo: quando Rui Vitória começou a mexer na equipa, o Benfica melhorou. Quando Nuno começou a mexer na equipa, o FC Porto piorou. Provavelmente, muitos não teriam ou subscreveriam estas críticas se o FC Porto tivesse ganho. Mas é por isso que O Tribunal do Dragão opinou negativamente muitas vezes em relação ao pensamento e estratégia de NES mesmo após bons resultados. Porque quando se perde pontos é muito fácil apontar o dedo e criticar; difícil é conseguir ter sentido crítico durante as vitórias, de modo a alertar para coisas que podem acontecer no futuro se a equipa não mudar. Ontem foi uma delas. Se o FC Porto cumprir alguns dos seus objetivos, não será «graças a». Será «apesar de». 

Nem Brahimi nem Depoitre para segurar a bola na frente. Não, Nuno quis recuar. Sentiu medo de um Benfica que tinha sido quase inofensivo até então. Em sua defesa, era lógico que, após a entrada de André Horta, o FC Porto tinha que reforçar o meio-campo. E fê-lo bem, com Rúben Neves. Mas e depois? Que sinais foram dados à equipa? O FC Porto deixou de pressionar a saída de bola do Benfica e, com isso, deixou o adversário crescer. É claro que nenhuma equipa joga 90 minutos de alta rotação, mas faltou capacidade ao FC Porto para gerir o jogo com e sem bola e manter o Benfica no seu meio-campo. E isso começa no trabalho do seu treinador.

Agora, Herrera. Cometeu um erro, um erro que custou caro. Ingrato para um jogador que é capitão do FC Porto e que sempre teve uma conduta profissional irrepreensível. Errou. No último jogo frente ao Benfica, fez um golo e foi o melhor em campo, tendo sido decisivo na vitória na Luz. Ontem conheceu o outro lado da moeda.

Todos sabem que Herrera, no FC Porto, não é peixe na água. Mas já teve grandes jogos, já teve grandes momentos de forma, já revelou utilidade em vários momentos nos últimos 3 anos. Mas talvez seja possível concordar com uma coisa: provavelmente, nenhum leitor d'O Tribunal do Dragão recusaria uma proposta de 30M€ por Herrera. Se calhar nem de 20M€. Portanto, quem considerou que rejeitar 30M€ e manter Herrera era a melhor estratégia é que deveria opinar sobre isto. Ninguém imaginaria que o jogador cometesse aquele erro, mas aconteceu. Não foi um auto-golo, não foi um penalty, não foi uma expulsão. Foi um corte mal calculado, como tantos acontecem em todos os jogos. Este veio na pior altura e para o pior jogador possível (se tivesse sido Rúben Neves, Óliver ou André Silva, ninguém lhes dirigiria um décimo das críticas). 

Paragem para as seleções, depois do jogo mais amargo da época. Porquê tanta amargura? Porque vimos que o FC Porto era capaz. E uma equipa que vulgariza de tal forma o tricampeão durante (quase) 90 minutos não pode baixar as armas por causa de um erro.  

43 comentários:

  1. O NES agora o que tem de fazer é manter o onze com que iniciou o clássico. Casillas, Maxi, Teles (ou Layun, na esquerda ou na direita), Felipe, Marcano, Danilo, Óliver, Otávio, Corona, André Silva e Diogo Jota. É a melhor equipa. Se contra o líder do campeonato o Herrera não fez falta nenhuma, também não vai fazer contra as outras equipas. Na Liga dos Campeões é que é diferente, sobretudo se passarmos aos oitavos mas eu acredito no onze. Danilo e Óliver formam um excelente meio-campo e Otávio no centro rende muito mais, é um fora de série mesmo.

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    1. Penso que o Maxi irá jogar nos jogos mais exigentes defensivamente ( SLB, SCP ,Champions) e o Layun irá nos jogar nos restantes jogos por oferecer muito mais ofensivamente. Alex Telles é intocável na esquerda e o Herrera não pode jogar nas alas.

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    2. Concordo e subscrevo, Alberto Maçã! Está encontrado um onze mais perto do ideal, pelo menos nesta altura da época.

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  2. Não quis a saída de VP. Não fui crítico de PF até o momento em que o próprio deitou a toalha ao chão. Entendi o ceder da pressão, mas não concordei com o despedimento de Lopetegui. Porquê?

    Eram treinadores de ataque com posse e domínio. Apesar dos seus defeitos, souberam entender o clube, defenderam-no dentro e fora das 4 linhas, por vezes sozinhos. Esta coisa que está no banco agora, QUE NÃO SABE O QUE É SER PORTO, que sempre que chega ao 1-0 quer jogar na retranca e acaba todos os jogos sufocado na iminência de ver fugir pontos como já tinha acontecido antes, que na conferência de imprensa em vez de ser homem e admitir que tinha errado, refere que faria tudo igual... Pior burro é o que não quer aprender.

    NUNO RUA!


    AA

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    1. É mesmo isso, pior burro é o que não consegue aprender com os próprios erros. Nosso treinador é mesmo burro e medroso. Inacreditável como temos que levar com um tipo destes a comandar a nossa Equipa.

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  3. Excelente post, com uma leitura lucida e coerente da partida!

    Deixem-me acrescentar, naquele "electrizante" Benfica 2 FC Porto 2, temporada 2012/13 com 4 golos nos primeiros 20 minutos, V Pereira perto do fim, tirou Varela e foi a jogo Castro, posteriormente, tirou Lucho, e entrou Abdoulaye, mas há mais que muitos exemplos. (inteligente e oportuna a vossa observação)

    Pergunta final, porque não tentam sguir sempre uma linha Editorial tão assertiva como a deste post?

    Parabéns ao autor deste post!

    PT

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  4. Um treinador que entra com Corona, Oliver, Otávio, Jota e André jamais pode ser apelidado de medroso ou de ter mentalidade pequena. Vocês fazem um belo trabalho a chamar atenção para as contas, estratégia e negócios menos claros, mas os comentários aos jogos são muitas vezes ao lado...

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    1. Completamente de acordo.
      Agora é muito fácil pedir o brahimi, que pelos vistos já segura bem a bola, e nunca a perde.
      Nuno fez tudo bem, montou bem a equipa incutiu a mentalidade certa, fez bem as substituições.
      É sabido que o tribunal não gosta do Nuno e gosta muito do Herrera, portanto convém falar dos não assuntos.
      Eu não culpo Herrera por nada, e acho o muito útil no 11, tivemos um momento de desconcentração e isso paga se caro.

      Agora o que me deixa pessimista para o futuro é ver muito adepto a fazer a cama ao Nuno, treinador que para mim tem estado excelente, tanto no discurso como na atitude que passou aos jogadores, temos sido alvo de arbitragens vergonhosas, ontem mais erros contra nós, e mesmo assim os adeptos já começam a pedir a cabeça do Nuno. Estes mesmos adeptos que em agosto não davam nada por esta equipa.
      Ontem mostramos que temos muito potencial, mais do que qualquer outra equipa em Portugal, só nos falta mesmo é adeptos que saibam pensar pela própria cabeça, e percebam que assobiar os nossos jogadores aos 12minutos só e bom para os rivais.

      5 pontos são perfeitamente recuperáveis, se mantivermos a atitude do último jogo, dentro e fora do campo.



      Navega.

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    2. Discurso? Qual discurso? Aquele das frases bonitas "a la facebook", o discurso do "não vi, não sei" ou aquele em que o arbitro nunca fez nada de errado?
      Se calhar é o discurso com apoio a rabiscos, que serviu para ele se enaltecer e nada mais...

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    3. Pronto lá tinha de vir para aqui o Nuno ou alguém amigo dele. Ele entrou com essa equipa porque não tinha outra hipótese mas assim que marcou encolheu-se todo e empatou o jogo. Com Copenhaga em casa fez igual e com Brugge em casa igual fez. Nuno és medroso e pior que isso és burro porque não aprendes com os teus erros. És miseravél e não vais a lado nenhum. Infelizmente para mim...

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  5. Esta exibição só prova que temos muito bons jogadores que nem sempre têm sido bem utilizados pelo seu treinador que, demonstra a cada momento, muita dificuldade em antecipar as situações de jogo, colocar o jogador no lugar certo e efetuar a substituição a contento.
    Otávio mais no miolo em vez de Herera ou Oliver, Corona na faixa, e Oliver mais recuado,fazem toda a diferença, só que demorou a NES compreender isso e entretanto passaram já muitos jogos e dissabores com uma equipa e jogadores sub-aproveitados.
    NES provou ser um treinador medroso, pouco convicto pé frio que tem nitidamente medo de ser feliz.

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  6. Sigo esta página com atençao e não podia estar mais de acordo com esta análise. O problema para as contas finais não será o jogo de ontem, mas empates com setubal e tondela por exemplo são inaceitáveis. É fundamental o porto fazer um ciclo de 6 vitorias seguidas até ao final da 1ª volta para continuar na senda das boas exibições e reforçar a confiança. Temos uma equipa com muitos "meninos" que já mostraram raça e uma defesa do emblema que ja nao se vi ha muito. É trabalhar em cima disso, e nestas semanas de pausa construir e corrigir comportamentos. O porto de ontem tem de ser o Porto de sempre. Para já diz que ontem fomos porto, mas só vale de algo se o formos porto destes mais continuamente. Sobre o Herrera nao ha muito a dizer, meteu água, mas alguem ganhar um duelo nas alturas no meio de danilo, marcano e Teles é surreal! Faltou sorte, mas NES acusou a pressão e se calhar ele não foi claro e teve medo. Mas assim tambem se cresce! O que mais temo é que volte a aparecer um porto lento e sem a chama de ontem.

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  7. Só falta mencionar a meu ver o facto de mais uma vez uma arbitragem que tem dois pesos e duas medidas. No golo anulado ao FC Porto a mão de Mitroglou é voluntária e a do Felipe com menos espaço e tempo de reacção é falta. Há também um lance de penalty em que Lisandro agarra a camisola de A. Silva e o impede de disputar o lance ao segundo poste, falta grosseira e visivel de longe, pelo que não se entende que o árbitro não a tivesse apitado.

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  8. Só há um culpado neste jogo: NES. Como é possível que com uma tática que sempre usamos e correu bem (3 atacantes e 3 médios), seja, constantemente, trocada pelo falso extremo e 2 avançados? Não consigo compreender. Claramente que ontem, era jogo para o Brahimi entrar e segurar mais a bola. Não sou treinador, nem tenciono ser, mas é demasiado gritante as escolhas feitas pelo NES. Não tem, como se costuma dizer, arcaboiço para tamanha grandeza. Pessoalmente acho que daria um óptimo treinador-adjunto, mas nunca será um grande treinador enquanto mantiver esta postura.

    Não fizemos equipa para sermos campeões, mas ontem mostramos aquilo que o FCP sempre foi (até há poucos anos): uma equipa sem grandes vedetas, onde conta o colectivo. Desde que optamos pelo contrário...foi sempre a descer! E, note-se, não me refiro aos desconhecidos que se transformaram em grandes jogadores, mas sim na contratação de jogadores já reconhecidos e que, para além de custarem uma pipa de massa (contratação e ordenados), têm demasiados "vícios". Infelizmente, ontem, foi o princípio do fim deste ano, cheira-me. Espero estar enganado!

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  9. Mais uma excelente crónica. De facto foi difícil ver Brahimi no banco e nem sequer jogar um minuto, e principalmente sabendo que é um jogador que sabe segurar a bola e perto da baliza contrária. A minha questão é: se tantos treinadores de bancada vêm como nós esta tendência teimosa de NES em recuar exageradamente a equipa, será que não há um elemento da equipa técnica que pense assim? Eu tinha a ideia de que o papel de um treinador-adjunto tem como função apresentar soluções, ideias, análises ao jogo que o técnico principal não esteja a fazer. Quando vejo imagens do banco do FCP e vejo NES a falar com o adjunto, e isso acontece muitas vezes será que não há hipótese de surgir a ideia de manter o FCP com postura de ataque em vez do que vemos agora???

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  10. Para os defensores de NES que aqui andam, que devem ser os mesmos que defendem o assalto que é feito ás finanças do clube por esta SAD, aqui fica uma pergunta, se um treinador que defende o empate em Setúbal não colocando o único ponta de lança que tem no banco, que defende o 1-0 contra um Brugge, que lança 3 jogadores defensivos num clássico para defender o 1-0, se um treinador que faz isto tudo não é medroso e de equipa pequena, é o quê então?

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  11. Sigo este blog à bastante tempo e é a primeira vez que posto, desde já os parabéns pelo excelente trabalho.
    Concordo quase sempre com tudo o que é postado mas face ao Herrera penso que já não vale a pena dizer que acontece é que merece mais uma oportunidade ou se fosse outro não era criticado... Apenas basta!! É um bom médio de transição e tacticamente ( defensivamente) mas não se admite que um médio com bola nos pés seja tão TAO medíocre. Quando vimos o jogo ontem, ficou claro que não é digno se ser titular ou capitao do nosso Porto, temos melhor, bem melhor. E como opção de banco... é só a mim que me dá pena ver o André André todos os jogos no banco ou o Sérgio na bancada ? ?
    Todos sabemos que ele (Herrera) é uma garantia e tem de valorizar mas chega, ontem foi mais um erro, em 5 minutos que lá esteve não foi competente. Não é por marcar aqui e ali que vai mudar a imagem de jogador mediocre que eu e vários temos dele.
    Um abraço portista

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  12. Boa tarde,
    Parabéns desde já por todas as suas crônicas.
    Só não posso concordar com a sua opinião sobre o Herrera! Dizer que já fez bons jogos é uma vulgaridade, está cá há três anos e é lamentável a banalidade dele como jogador! Não acrescenta nada á equipa, é o pior capitão que tenho memória e ainda por cima Dragão de Ouro!
    Ontem com aquele rasgo de burrice mostrou tudo o que ele é! Não é um jogador inteligente, dizer que é esforçado e um profissional irrepreensível é uma redundância! Do Deco até se dizia que andava na poeira, e era genial! O Maniche perdia noites e era genial! Podia dar muitos mais exemplos, mas ninguém consegue fazer deste Herrera um jogador de futebol! Pode ser bom homem, bom pai de família, bom profissional, bom atleta, mas bom jigador de futebol NUNCA!
    Cumprimentos

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  13. Axo que a comparação com vilas-boas em 2011 não é justa, a substituição do Falcão pelo Maicon foi resposta á expulsão do otamendi (sei q um central foi expulso). Tem razão na analise sobre o jogo, fiquei com a mesma sensação. Sobre o Herrera (especulação da minha parte), O Porto aceitou talvez os 30 M€ só que o jogador não aceitou porque devia ser de um campeonato sem expressão (tipo China), mas é especulação da minha parte.

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  14. «Pensemos naquilo que foram os primeiros 5 minutos do FC Porto em campo: primeira posse de bola, Maxi manda um balão para a frente; segunda posse, mais um biqueiro para a frente; terceira bola, balão de Felipe para André Silva; quarta bola, cruzamento de Alex Telles a meio do meio-campo; quinta bola, mais um balão de Felipe para a frente. Estes foram os minutos iniciais do FC Porto e foram assustadores, pois davam a ideia de que o FC Porto ia jogar à imagem do que vinha sendo hábito para NES.»

    Por acaso também reparei nisto e ficou assustado com essa abordagem inicial, mas creio que tinha uma lógica: o Benfica iniciou o jogo de bloco alto e essas bolas longas iniciais obrigaram o Benfica a descer o bloco. Como o Porto recuperava rápido a bola e não dava iniciativa de jogo, o Benfica teve de tomar atenção a essas bolas longas que eram constantes. E assim recuou o bloco.

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  15. Concordo em absoluto com este post! Pena, muita pena se não se ter ganho este jogo, porque uma vitória e uma exibição excelente a vulgarizar e abafar os vermelhos daria de certeza animo e confiança para o restante do campeonato, assim fica a atitude, vontade e raça que nos orgulha-mos de ver nos nossos jogadores como á muito tempo não acontecia! Orgulho destes jogadores, se tivéssemos sempre esta atitude não estávamos a 5 pts desta equipa medíocre!

    Quanto ao Herrera, o que dizer??? Já há muito tempo que digo que é um jogador que não tem lugar no nosso clube, nos últimos 3 anos tivemos oportunidade para ver isso tão bem que não percebo como alguém consegue recusar 30M por um jogador banal e depois apresenta prejuízos de 58M, enfim não vou bater mais no Herrera, tenho-o feito em outros jogos e acho que neste nem vale a pena... pena foram os pontos que ele entregou!

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  16. Não foi só o NES que errou a partir das substituições. A partir dessa altura também se deixou de ouvir os adeptos do Porto e só se ouvia os adeptos do Benfica. Adeptos esses que estavam a apoiar uma equipa que perdia por 1-0 e não dava sinais de conseguir e ter capacidades para marcar.

    Os adeptos do Porto só apoiam se estiverem empolgados pelo resultado, só apoiavam até ao fim se entretanto o Porto marcasse o segundo golo e resolvesse a partida - aí vinham os olés, os pulos e cachecóis no ar. Mas enquanto a partida não está resolvida, 40 e tal mil adeptos portistas são silenciados por 2500 adeptos benfiquistas que estão a ver a sua equipa ser vulgarizada.

    Não é só o NES que é cagão, os adeptos portistas também o são.

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  17. Bom texto...muito bom mesmo. O melhor jogo do FCP esta época, mas agora pergunto: se NES teve coragem de por um 11 de ataque, aonde foi parar esta coragem a partir do minuto 60? aonde para a equipe técnica, pois o NES não esta lá sozinho? não culpo o Herrera, mas sim quem o põe a jogar. Depoitre e João Texeira não foram pedidos do NES? porquê que não jogam? (Pelo menos o João, que é um belo jogador)

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  18. "quando Rui Vitória começou a mexer na equipa, o Benfica melhorou. Quando Nuno começou a mexer na equipa, o FC Porto piorou".

    Mais palavras para quê!!



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  19. A situaçao do Herrera resulta na minha opiniao de um "curriculum" negativo que vem construindo e por isso vai perdendo margem de manobra e compreensao da parte dos adeptos.

    A comparaçao que faz com outros jogadores que seriam poupados em situaçao identica nao me parece pois que seja a mais adequada.

    Quanto ao resto, TOP!

    D. Blue

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  20. Por causa de um erro coletivo, não foi só Herrera que falhou, apesar de ontem estar fulo só com ele, a equipa falhou como um todo no lance do golo. Antes do Natal vamos estar no nosso lugar: 1°LUGAR! Força Porto!

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  21. Ontem mais uma vez se provou que o treinador é o elo mais fraco. Com um treinador a sério e não um medroso como ele é tínhamos ganho o jogo à vontade. Nunca será um grande treinador pois a sua mentalidade é de equipa pequena. Os adjuntos só devem servir para levar o ordenado no final do mês pois não há nenhum deles que tenha fibra para alertar para aquilo que qualquer um que está de fora consegue ver. Então o Rui Barros deve ser bom rapaz mas não tem estaleca para dar um murro na mesa. Se jogassemos sempre assim como até ao momento em que o treinador tudo estragou talvez tivéssemos alguma hipótese de ser campeões o pior é se voltamos aos jogos tipo Tondela ou Setúbal.Outra lacuna do plantel é a falta é um avançado a sério que não precise de tantas oportunidades para marcar como são precisas para os nossos. Assim fica difícil.

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  22. Também adorei o jogo do Oliver, o melhor jogo dele que já vi.
    Falhou-se muito na finalização e devíamos ter procurado o segundo, falhamos sempre na procura do segundo golo!

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  23. Olá pessoal PORTISTA!
    Se calhar estou enganado, mas para mim, NES é um técnico com limitações. É alguém que está a ganhar experiência para mais altos voos.
    Neste momento pelo menos, ainda não está sequer ao nível dum: Rui Vitória, ou até Jorge Jesus. Acredito que com o actual plantel um técnico medianamente: competente, experiente, arguto e ambicioso, faria muito melhor...!
    Eu acho que o FC Porto com o lote de jogadores que dispõe precisava dum técnico tipo Diego Simeone para ganhar o campeonato.

    Armando Monteiro
    Sócio 2770
    https://dragaoatentoiii.wordpress.com

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  24. «Nem Brahimi nem Depoitre...»

    Depoitre ?! Quem é o Depoitre ?!
    Já ouvi falar, mas não conheço...
    Será bom jogador ?!
    Nunca saberemos...

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  25. O jogo com os encarnados tem tudo para ser o jogo que marca a época em todos os sentidos, para o bem e para o mal. Vai depender da reacção do grupo e da forma como NES vai aproveitar este ferimento doloroso provocado no seio da equipa com aquele golo no fim.

    Se NES conseguir injectar alguma raiva, pode fazer deste empate motivação para os próximos jogos. Como se diz, alguém vai ter que pagar a factura.
    Estes 2 pontos vão ter que custar muito caro a alguém. Espero que seja a todos os próximos adversários.

    E está na altura de o Porto se assumir como candidato ao título, se assumir como equipa grande que é e, sobretudo, assumir que seja quem for o adversário, é para ganhar e martelar do princípio ao fim.
    Não interessa se é o Barcelona ou o Carcavelinhos. O respeito tem que lá estar mas o objectivo tem de ser o mesmo. Comer o adversário e todos os que o tentem ajudar. Seja quem for, tem que ter medo de nós, e não o contrário.
    E isto faz se em campo, jogando sempre como equipa grande. Sempre a pressionar e a atacar. Seja em casa, ou fora.

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    1. Sinceramente; achas que temos equipa e acima de tudo treinador para isso? Se analisares as equipas anteriores do NES e a forma como elas jogavam, inclusive o Valência, perceberias que jogar em ataque continuo não é essa a filosofia de jogo do NES, mas sim jogar em contenção e tentar dar um ou mais golpes de morte. O jogo com o Benfica foi a excepção é regra e pareceu-me que assim foi, porque o NES pode não ser um grande treinador, mas não é burro, e sabia que o Benfica não se iria expor quando só necessitava de um empate para manter distâncias, ou seja, se queria mais qualquer coisa tinha que colocar o Porto a fazer as despesas da casa. Infelizmente e o que aconteceu é que só marcámos um pouco antes dos 60 a 70 minutos, quando a equipa costuma começar a faltar-lhe as pernas, ou seja, ainda havia mais de 30 minutos para os lampiões tentarem dar a volta ao resultado e nessa altura o Benfica realmente teve que assumir o jogo, mas já com uma equipa do Porto sem pernas e cabeça frescas para fazer melhor do que fizeram.

      E quando falei se achavas se temos equipa é porque para teres uma equipa dominadora do principio ao fim, tens que ter não só um bom plantel, mas acima de tudo um bom banco para poderes substituir as peças que estejam mais desgastadas por outras sem perder, ou mesmo aumentar a rotação e qualidade de jogo. Achas que temos esse plantel e banco?

      Tens como termos de comparação os lampiões que jogam 10 jornadas sem algumas das principais peças e ainda assim se dão ao luxo de ter um banco no jogo contra nós, mais e melhores soluções para mudarem o curso do jogo.

      João Santos

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  26. Tudo bem dito, como de costume. Acrescentava só que, uma vez mais, falhámos demasiado. Podíamos ter matado o jogo ainda na primeira parte, com mais alguma clarividência no ataque.

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  27. No geral concordância com o texto, no particular NES, não sou da mesma opinião. O Benfica melhorou com a substituição efetuada para o centro do campo, o FCP piorou em consequência dessa alteração, de imediato, perdeu o tino por algum tempo, mas estabilizou com as alterações efetuadas para substituir jogadores completamente rotos fisicamente.

    Como referido, a outros ter-se-ia permitido, mas os adeptos já só sabem criticar, fica difícil com mentalidade assim.

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  28. pela meia hora final é verdade que o que fica é a imagem do NES medroso, mas tenho que lhe dar o benefício que surpreendeu-me com um 11 inicial muito mais atrevido do que esperava. nem ousava sonhar com Oliver, Otávio, Corona, Jota e André simultaneamente em campo (e sem Herrera, que alívio...). pena que o NES se esqueceu dos tomates no balneário, se houve jogo onde seria estremamente útil ter o Brahimi a namorar a bola algures no meio campo adversário era este (e ele tinha tanto espaço nessa fase).

    e sim, não podia concordar mais, tirar o Óliver é completamente inqualificável. que jogador!!

    o outro ponto que me deu muito gosto ver foram os festejos do Jota, em relação ao qual me enganei bastante -- pensei que por ser benfiquista a nossa camisola não lhe estava a assentar bem (sem querer dizer que ele não merecia vesti-la ou culpa-lo de não ter empenho ou algo do género, simplesmente parecia não combinar), mas nada mais falso. o rapaz depois do golo de domingo e da forma como o viveu nunca mais vai ser benfiquista!

    -- tom.

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  29. "Food for thought"....alguém me sabe explicar porque é que o Óliver sai aos 67 minutos? Eventualmente...esta é outra pergunta relacionada: Porque é que o FC Porto só dura uma hora? - - - O FCP não tem estaleca física. Para piorar as coisas, o adversário tem-na e tem alternativas-no-banco-com-garantia-de-render. Não estamos a falar em nada de transcendental, mas assegura um rendimento mais estável. Nós temos essas alternativas-prontas-a-render no banco? São as duas questões mais importantes que, em consciência, temos de responder.

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  30. casillas tinha de ter feito mais no lance do golo, perdemos 2 pontos outravez por sua culpa.
    não me convence as defesas para a fotografia de bolas à figura e remates de fora da área, para jornalista espanhol vender.

    este tipo não sabe comandar a defesa, nem dá nenhuma segurança. voltamos a perder pontos importantes pela sua incompetência.
    qualquer fabiano ou helton fazem o seu lugar. josé sá deve ser o titular, e este casillas despachado neste mercado de inverno para longe.

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  31. O treinador colocado pelo Mendes lembrou-se à 10ª jornada de colocar pela primeira vez o melhor meio campo possivel?
    No jogo do título.
    Sim, chegamos à 10ª jornada de corda na garganta.

    Houve uma pífia tentativa de mascarar o Porto morto de hoje com o vivo de ontem.

    Foi pífio e a sorte e o azar quase sempre são consequências de ordem, mérito e trabalho.

    As substituições de nuno e o trabalho produzido por HErrera em 3 minutos não são acasos do azar.

    Foquemo-nos no importante.
    Vamos para um 4º ano sem titulos.
    Sem dinheiro.
    Carregados de dívidas.
    Com um Fernando Gomes como gestor, um Nuno a treinador, um espantalho a director desportivo, HErrera a capitão e um Pinto da Costa que já não existe faz muito tempo.

    Pinto da Costa tem de cair.

    E esta nova paixão que já anda a passear pela tribuna do DRagão não pode chegar a nova primeira dama, ela o seu filho, a sua filha e toda a bagunceira pseudo burguesa que está a matar o Porto por inteiro.

    O clube está a precisar de uma luta pela sua sobrevivência.

    Foquemo-nos nisso.

    Os chineses vêm aí.
    Foquemo-nos aí.

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  32. Milagre zombie – Herrera titular há 3 anos

    Nuno Espírito Santo roubou 4 pontos seguidos ao FCPorto. Em Setubal e ontem no Dragão.
    Foram as suas substituições fantasmagóricas, sem nexo e sem fundamento, que impediram o FCPorto de, em Setúbal, lutar pela vitória até final e que, no Dragão, permitiram estender a passadeira vermelha ao Benfica e lhe oferecer de “herrera beijada” o empate, tornando quase surreal aspirar pela conquista do título.
    Herrera anda há três anos a fazer asneira atrás de asneira, seca e rapina o espaço a qualquer outro colega, muito melhor, e os adeptos glorificam-no, como o deus dos deuses.
    O que aconteceu ontem, não foi um acidente, não foi um vulgar falhanço, como muitos hoje querem apregoar. Foi Herrera, foi aquilo que ele é: medíocre intrínseco, jogador estúpido, pedante balofo e autêntico “zombie” (parece que joga, mas não joga; parece que está, mas não está; parece que pressiona, mas não pressiona; parece que não faz asneiras, mas só faz asneiras). Herrera está a anos-luz da qualidade e perfil dos médios e jogadores que, durante estes últimos trinta anos, tantas conquistas e glórias deram ao FC Porto. Não há, nesta equipa e na equipa B, pior jogador.
    Só um analfabeto em futebol poderá pensar que Herrera poderia fazer parte de um plantel de Pedroto, Artur Jorge ou Mourinho. A sua vontade desconexa e as desmarcações anárquicas e prá-frentex, sem qualquer lógica, que deixam os colegas, na fase de construção, sem linhas de passe e isolados, não conseguem esconder a sua intrínseca e miserável mediocridade técnica e a sua ridícula inteligência futebolística.
    Não consigo ver o FCP jogar, com essa anormalidade e nulidade. Então com abraçadeira de capitão, é nauseabundo demais ... Não suporto assistir a esta decadência brutal e abrupta do meu clube. Alguém faça alguma coisa, para que essa m*rda de cepo desapareça para sempre de cá. Devolvam-me o orgulho azul-e-branco que me roubaram.
    Podemos tirar o cavalinho da chuva. Com Herrera não teremos a mínima hipótese. Com ele, o meio campo do FCP é um buraco negro hediondo, sem solução.
    Quem não entende que Herrera é o olho do furacão que destruiu o futebol carismático, a qualidade ofensiva e a solidez defensiva do FCP, nunca entendeu o porquê das grandes conquistas nem o porquê da enorme superioridade sobre SLB e SCP durante 30 anos. Acredita na fruta e na morgadinha dos canaviais.
    Quem não entende a mediocridade de Herrera são os mesmos que idolatravam Paredes, que só sabia "chutar" para onde estava virado. “Paredes é o único inegociável”, dizia, analfabeticamente, Pinto da Costa… Felizmente, chegou Mourinho, que lhe passou uma guia de marcha para o raio-que-o-parta.
    Quem não entende que Herrera é o pior jogador do FCPorto dos últimos mil anos, não tem “visto”, com toda a certeza, o mesmo que eu “vi” nesta duas épocas e meia. Eu ainda sei distinguir um perneta hediondo, como Herrera, daqueles que punham os adversários em sentido e trémulos : Oliveira, Rodolfo, Gomes, Gabriel, Octávio, Frasco, João Pinto, André, Jaime Magalhães, Madjer, Futre, Branco, Baía, Domingos, Kostadinov, Jorge Costa, Jardel, Drulovic, Paulinho Santos, Deco, Maniche, Derley, Alenitchev, Moutinho, Hulk, Falcão, Belluschi, James, Guarin, etc. etc …
    Quem diz que Herrera é jogador para o FCP, só vê futebol pelos ouvidos. Não têm a mínima lembrança de como eram os médios do FCP penta campeão, campeão europeu, campeão Taça Uefa ou Intercontinental.
    Infelizmente, o FCP depende deste trepo, que vale dez vezes zero.

    Se, realmente, algum clube europeu ofereceu 20 milhões por esta abécula, e a SAD não o vendeu, estamos perante gestão danosa, que deveria ser investigada.

    Mas eu, e a minha convicção anti-Herrera, não caímos aqui, agora, de pára-quedas, pois desde 2014 que, com muita regularidade, comento sobre a hedionda mediocridade de Herrera, nos sites da A Bola, Record, O Jogo e Relvado..

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  33. Só hoje começo a conseguir reagir ao desgosto de ver o Porto perder dois pontos já no final do jogo, contra o nosso rival de sempre e após o jogo mais bem conseguido da época na minha opinião.

    Mas por mais que seja o desgosto, este não me tolda a razão. Queiramos ou não este era um jogo em que o Porto tinha que fazer tudo o que lhe competia para tentar recuperar de uma desvantagem pontual já significativa para o líder do campeonato e ao mesmo tempo para manter distâncias do Sporting. E seja feita justiça, foi o que a equipa fez. Nunca correu tanto durante a época como neste jogo, basta recordar como a equipa se arrastava em campo após os 60 minutos do jogo contra o Brugges na passada semana para a Liga dos Campeões. Já o Benfica vinha numa posição bem confortável, fosse qual fosse o resultado, continuaria líder, vinha como tem sido habitual ao longo deste campeonato, desfalcado de 4 a 5 unidades nucleares, uma delas, Fejsta, lesionado no jogo anterior e que até agora tinha sido a pedra nuclear do meio campo dos lampiões e perdeu somente ainda antes dos 20 min de jogo o seu capitão. Queiramos ou não são muitas ausências e condicionantes para uma equipa e para um jogo que iam enfrentar um Porto que tinha que DAR TUDO POR TUDO.

    E foi isso que o Porto fez e bem, dominou em toda a linha a partir dos 10 min de jogo, criou boas oportunidades de golo (Ederson fez o que Casilhas tinha feito há uma época na Luz)... veio a segunda parte e aos 50 min colocámos-nos na frente através de um domínio avassalador como indicam as estatísticas até aquela altura.

    O que aconteceu a seguir é o que se pode analisar inclusive através dos dados estatísticos e principalmente após NES e RV mexerem nas respectivas equipas, é que o Porto perdeu o controlo do jogo para o Benfica, a tal equipa que não tinha que "morrer" em campo e sem as tais unidades nucleares e mesmo assim com sorte ou não (faz parte do jogo)conseguiu o segundo melhor resultado que poderia desejar, o empate.

    A verdade e olhando somente para os dados estatísticos no final do jogo, o empate não foi só no resultado, mas também na posse de bola, cantos e remates á baliza (julgo que até nestes dois últimos itens os lampiões se superiorizaram por um ou dois) e isto repito após o um a zero e as alterações efectuadas por ambos treinadores.

    Em concluão, continuamos a 5 pontos de distância numa época em que temos tido todos os nossos melhores á disposição, se jogam ou não, é opção de NES e eles com uma equipa que tem os tais 4 ou 5 jogadores nucleares de fora e a cada jornada tem que ser remediada... continuam lideres. Factos que dão que pensar sobre a real potencialidade na nossa actual equipa.

    João Santos

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