quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Como a SAD tenciona gastar 114,2 milhões em 14-15

É o maior orçamento da história do FC Porto. A SAD convocou os accionistas para votarem, a 13 de Novembro, num orçamento que prevê gastos operacionais de 114,2 milhões de euros - quantia que exclui as transações com passes de jogadores.

O problema (desafio, se preferir), como era defendido desde o início, não estava no investimento em contratações para 2014-15. Houve operações avultadas, mas em termos de tesouraria sem grandes implicações imediatas. O grande problema seriam os custos com pessoal e os fornecimentos e serviços externos. Os números propostos são os maiores da história da SAD e confirmam isso mesmo.

Para se ter uma ideia, a SAD pretende gastar, em 2014-15, 157,269% do dinheiro obtido em 2013-14 nas receitas operacionais. Um valor verdadeiramente astronómico e insustentável num contexto de futebol português, sobretudo tendo em que conta que o FC Porto não consegue sobreviver com as suas receitas operacionais e vai transitar (será proposto na AG) para 2014-15 um prejuízo líquido superior a 38 milhões de euros. Gastar mais do que 150% do que se ganha (embora isto não inclua as transações de passes) fala por si sobre o risco orçamental para a próxima temporada.

Comecemos pelas receitas operacionais. Em 2013-14, o FC Porto recebeu 72,613 milhões, sensivelmente menos 6 milhões do que em 2012-13. Já em 2014-15, a SAD prevê receber 89,222 milhões, repartidos pelos seguintes pontos:



Este aumento de cerca de 17M€ deve-se essencialmente à Champions. A SAD vai receber em 2014-15 dois prémios de participação acumulados e prevê já o apuramento para os oitavos-de-final. Em 2013-14 a Champions só rendeu 9,55M€, em 2014-15 a previsão é de 28,23M€.

Entre as principais rúbricas: As vendas? Baixam. A bilheteira? Sobe cerca de 700 mil euros. Direitos televisivos? Praticamente o mesmo. Publicidade? Desce (e em 2014-15 ainda entra a PT...). Corporate Hospitaly (Porto Comercial/Euroantas)? Mantém-se. O FC Porto basicamente não consegue evoluir em termos de receitas operacionais, pois a Champions é a única subida assinalável - e é uma falsa subida, pois inclui a receita a dobrar. Felizmente, o apuramento para os oitavos está bem encaminhado... Mas ir aos oitavos vale quase tanto como um ano de patrocínio da PT.

Tendo em conta o prejuízo líquido de 38 milhões que transita de 2013-14 e o défice operacional que a SAD apresenta já a abrir o orçamento de 25 milhões de euros, poderíamos falar da necessidade de fazer qualquer coisa como 63 milhões de euros em vendas no próximo exercício. E não se tratam de valores brutos, pois é preciso pagar impostos (as transferências incluem IVA), comissões, prémios de fidelidade e para efeitos contabilísticos abater o valor previsto enquanto activo antes de calcular a mais-valia (quem não sabe a diferença entre encaixe líquido e mais-valia depois surpreende-se). Jackson, Alex Sandro e Danilo? Certamente que a SAD já terá em vista uma solução. Apresentando um orçamento deste risco, não se admitiria de outra forma.

E agora os custos operacionais. Em 2013-14, excluindo as transferências, o FC Porto pagou o seguinte:

A época 2013-14 custou 95,175 milhões de euros. Os custos com pessoal foram de 48,885 milhões de euros. A redução deve-se exclusivamente ao facto do FC Porto não ter sido campeão, então os jogadores não receberam o prémio correspondente a tal (todos os clubes celebram um contrato colectivo, com os capitães de equipa, para prever o pagamento de prémios em caso de títulos - no FC Porto, é cerca de 200 mil euros por jogador).

Esta é a maior fatia da despesa do FC Porto. A outra são os fornecimentos e serviços externos, de 42 milhões de euros. Os custos são discriminados da seguinte forma...


Agora vamos a 2014-15. A SAD prevê que sejam estas as despesas operacionais...


Sim, o FC Porto vai gastar em salários 71 milhões de euros. Um aumento de cerca de 22 milhões de euros face a 2014-15, e o preço de ter construído um plantel vasto em soluções (ninguém disse que seria barato). Agora que estamos em finais de Outubro, claro que é fácil enumerar que as contratações de A ou B foram desnecessárias, ou que C e D seriam mais adequadas. Mas no planeamento da pré-época, foi construído um bom plantel, com profundidade e qualidade, e com soluções de sobra para Lopetegui (que também ainda há-de potenciar contratações que foram feitas).

Ou seja, o FC Porto vai gastar em salários em 2014-15 basicamente tanto quanto as suas receitas operacionais em 2013-14. Mas este não é o dado mais preocupante. O dado mais preocupante é que o FC Porto vai violar a recomendação da UEFA na relação salários vs. receitas operacionais.

Como o dr. Fernando Gomes explicou, e bem, a UEFA recomenda, dentro das normas de fair-play financeiro (diferença entre regras e recomendações, sendo que as recomendações destinam-se a um melhor cumprimento das regras), que os custos com pessoal não excedam os 70% das receitas operacionais.

Em 2012-13, o FC Porto apresentou 69%, quase o limite. Em 2013-14, baixou para 67%. Mas em 2014-15 vai aumentar para 79,5%. Haverá capacidade/plano para baixar bruscamente a folha salarial já em 2015-16? Dificilmente. A tendência da massa salarial no FC Porto tem sido para aumentar, e o clube não consegue gerar receitas que suportem esse aumento.

O que é que suporta isso? As transferências, as mais-valias. Mas os jogadores contratados são cada vez mais caros (a qualidade paga-se). E os salários cada vez mais altos. E as percentagens de passes são cada vez mais reduzidas. O modelo entra numa fase em que se combate a si próprio: o FC Porto tem que gerar e valorizar activos, mas adquirir e rentabilizar esses activos torna-se cada vez mais caro. Para 2014-15, temos aquilo que todos, todos os adeptos pediam: um grande plantel. Mesmo assim, ainda há quem não esteja satisfeito. O orçamento para 2014-15 revela o preço de ter esse grande plantel. Um grande desafio desportivo e financeiro, diria que o mais importante da história da SAD. 

Para completar a questão da subida da massa salarial em 22 milhões de euros. De 2013 para 2014...

1) Foram criados 7 postos de trabalho no Museu;
2) O FC Porto passou a ter mais 6 contratos profissionais com atletas, 58 no total (a subida na massa salarial desde 2012 deve-se em grande parte à equipa B, onde muitos jogadores ganham salários ao nível da equipa A - tema para depois).
3) Os órgãos sociais passaram a ser compostos por oito elementos, um novo.
4) Continua a haver 33 vendedores nas lojas e 31 técnicos desportivos.
5) E o maior aumento: os cargos administrativos passaram de 120 para 159.


É este o orçamento para 2014-15, que se perpectiva que seja aprovado por larga maioria na AG. Como este não podem declarar inconstitucional, resta aos portistas comentarem de sua justiça.

PS: Em 2013-14, houve um défice operacional de 22,5M€. Não se ouviu um pio. Agora, em 2014-15, há um défice operacional de 25M€ previsto, então já se fala em all-in mesmo que o orçamento exclua todas as transacções com passes de jogadores. Portanto, são 2,5M€ que separam uma época onde ninguém se lembrou de questionar o orçamento de outra em que surge o alarido por all-in? Bom saber. 

24 comentários:

  1. TdT, antes de mais, obrigado pelo post bastante detalhado.

    Uma dúvida, após consulta do R&C, o FCP refere que adquiriu 60% dos direitos desportivos de Adrian Lopez por 11M, e não refere nenhuma alienação posterior, que refere no atleta Brahimi.

    Como anteriormente tinha dito para esperarmos pelo R&C para saber o real investimento em Adrian, isto quer dizer que não se efetivou a suposta alienação de parte dos direitos?

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    1. Nunca se falou em alienação. O que está em causa são as implicações de tesouraria, o método de pagamento. Eu se estou falido e vou comprar um carro em segunda mão de 10 mil euros, estou a agir mal. Mas se tiver um amigo com uns connects privilegiados num stand que me diga «compras o carro, pagas aí uns 2 mil euros e se daqui a um ano não gostares dele eu tiro-to daqui por 8 mil», então se calhar até decido experimentar o bólide durante um ano. Se gostar do carro, fico com ele. Se não gostar, era como se o tivesse tido emprestado durante um ano...

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    2. Tudo verdade, sempre entendi os seus comentários como compra com posterior alienação.

      Obrigado pelo esclarecimento.

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    3. A questão é que durante esse ano anda a meter gasóleo ao preço por litro de um bom tinto.

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  2. Assustador no mínimo. Diria mesmo que isto é um orçamento lunático, visto que mesmo que o FCP vença a champions vai ter um prejuízo de MTS milhões...
    Alguém meta mao nisto!

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  3. O fim deste caminho é o precipício.

    Números completamente surreais e que mostram mais uma vez o all-in que esta época representa. É que daqui a um ano até podemos ganhar mas financeiramente estaremos mal ou pior. Não há vendas (ainda para mais com as %'s e fundos no meio) que sustentem este monstro.

    Eu quero o FC Porto para os meus filhos e netos. De preferência um que lhes mostre o que é ganhar tudo como me mostrou a mim.

    Quando diz que a qualidade se paga está a ser muito simpático. Porque temos investimentos recentes de qualidade no mínimo duvidosa e uma equipa B a custar mais que a maioria dos plantéis da primeira liga.

    Tem havido muita falta de critério, e a formação então tem sido um uma fossa a céu aberto. Quando nos devíamos preparar para um futuro mais modesto e segurar os melhores jovens que temos, andamos a largar balúrdios por estrangeiros que nem se sabe como cá vieram parar e muitas das vezes nem percebemos quando chegam a sair.

    Bom trabalho no entanto, por colocar novamente o universo portista informado e atento.

    Cumprimentos,

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  4. Ui.
    Atrevo-me a dizer que caminhamos alegremente para o abismo.
    Isso ou um destes dias fazemos um downgrade ainda maior que o dos calimeros.

    A mim o que me assusta não é a compra de 60% de Adrian (também é, mas é menos). É perceber como se gasta 3M€ num miúdo Belga (por muito bom que seja) e pagamos para despachar um Tozé.

    Ou como é que gastamos dinheiro num Caballero (outra vez, por muito bom que seja) e tapamos a promoção de outros valores.

    Não é na equipa A que estamos a torrar dinheiro como se fossem castanhas. É nas experiências com os miúdos da B. Se não servem para a equipa A temos dois caminhos: ou a B serve apenas para fechar o ciclo de formação dos juniores ou temos que desligar a torneira da equipa B...

    Vamos ter que arrepiar caminho e se não for mais cedo será mais tarde. E os Jesualdos, Pereiras, Fonsecas e Lopetegui's da vida são os menos culpados. Porque este devaneio não começou ontem... Este foi o caminho que a administração escolheu como modelo após Mourinho. Na minha opinião, não escala e vai-nos trazer grandes problemas futuros...

    PS: Não vou entrar no caminho fácil de dizer que alguém está a meter dinheiro ao bolso. Continuo a achar que, por aquilo que nos deu a ganhar nos ultimos 30 anos, PC tem liberdade para decidir ganhar tudo aquilo que entender. Choca-me menos dar 800k€/ano a PdC do que dar 400k€/ano a um perneta qualquer...

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  5. Espero que haja algum bom senso pois os tempos vão manter se difíceis.

    "Se Lopetegui se chamasse Guardiola, estava tudo certo" in Maisfutebol:
    http://www.maisfutebol.iol.pt/opiniao-fc-porto-falar-de-bola/5448b6430cf2cfb5a4d8c06c.html

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  6. 71 milhões de euros em salários é um valor monstruoso. Inacreditável tendo em conta que nem se sabe estão incluídos os prémios para o campeonato e os quartos da Champions.

    Tudo o que não passar por ser primeiro do grupo na Champions e vencer o campeonato será um fracasso monumental tendo em conta esta massa salarial, e irá implicar a debandada geral no final da época para tapar o buraco financeiro.

    Cumprimentos.

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  7. "Portanto, são 2,5M€ que separam uma época onde ninguém se lembrou de questionar o orçamento de outra em que surge o alarido por all-in? Bom saber."

    Em primeiro lugar não é verdade que ninguém se tenha lembrado de questionar... em segundo lugar a questão mais do que a diferença de 2,5M é o facto de se estar a agravar quando já se percebeu que se tem que caminhar no caminho oposto...

    A historia do adrian e dos carros é engraçada, mas depois toda a analise feita no post é feita com o peso nas amortizações dos 11M e nos custos com o pessoal com o seu vencimento...

    O ciclo dominante do FCP acabou disso já não há duvidas, espero é que não passemos por uma fome larga de campeonatos.

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    1. Claro que o «ninguém se lembrou de comentar» é um exagero. Falo em termos de opinião pública e imprensa, porque o que não falta são portistas que desde as contratações de 2011-12, feitas com um euro no bolso, alertam para a necessidade de furar o cinto.

      Em relação ao Ádrian, não sei quanto ganha. Claro que há-de ganhar bem, ainda que o orçamento do Atlético não seja muito superior ao nosso. Mas até há bem pouco tempo, o FC Porto mantinha nos seus quadros jogadores muito bem pagos, casos de Lucho, João Moutinho, James Rodríguez, Defour e o mais caro de sempre, Hulk. Não sei se ter Brahimi, Tello, Casemiro, Ádrian ou Indi será assim TÃO mais caro. Aliás, duvido mesmo muito.

      Por outro lado, ter uma equipa B (que não gera receitas) onde um jogador (não interessa quem) custa mais do que um orçamento de uma equipa de segunda liga (e nenhuma equipa de segunda liga é autosustentável com bilheteira+patrocínios+TV), claro que acaba por desequilibrar a balança.

      A equipa B devia ser uma ponte para a formação. Ao invés disso, está a ser uma extensão para contratações e que agrava a folha salarial. Tema a aprofundar mais adiante.

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    2. Se o negócio for nos moldes que o TDD indica, a amortização é irrelevante, em termos de resultado, uma vez que, desde que o atleta seja vendido até 30 de junho, o valor da amortização do seu passe será sempre compensado por uma mais ou menos-valia que. Estas duas componentes, juntas, irão ter um impacto no resultado igual ao diferencial entre o preço de custo e o preço de venda, excluindo comissões e coisas semelhantes.

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    3. Desculpem mas olhar para as amortizações como estão a olhar, parece ser um detalhe que nem implicação tem a meu ver. Olhem para um suposto EP.

      Penso pelo que vejo nos comentários que o problema de tesouraria é o menor dos problemas, estamos a falar do Futebol Português...mas ninguém foge a às demonstração de resultados apresentadas nos últimos dois anos.

      Se vivemos num mundo em que se pode esconder pela falha desportiva, então vivemos na selva. Estamos sem norte, all-in jogas quando tens a possibilidade de duplicar o investimento. O post da equipa b é oportuno pois é um dos problemas, porque para evitar um value trap deve começar-se a olhar para dentro e não para Espanha.

      Portanto eu concordo com o descortino das contratações todavia não tanto por meio.

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  8. O platini n vai perdoar a quebra do fair play financeiro a um clube que sempre lhe fez frente...

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    1. Não há quebra de fair-play financeiro, há quebra de uma recomendação da UEFA para um melhor cumprimento do fair-play financeiro. Coisas diferentes.

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  9. Ora... aqui sim os verdadeiros dados assustadores...

    Nós temos um plantel vasto isso é certo, mas eu diria demasiado vasto mesmo!

    Jogadores como Kelvin, Campanã, Otávio, Opare, Reyes, Tiago Rodrigues, Ricardo (GR) trazem despesas para o clube completamente desnecessárias...

    Jogadores como Leander Siemann, Caio, Diego Carlos, Marko Pavlovski, Kayembe e Djim que é que raio estão cá a fazer?

    São assim de alto 13 atletas que nem sei o que raio estão aqui a fazer e a ganhar provavelmente valores proibitivos.

    Ainda se poderão revelar um ou outro, mas não podemos jogar dinheiro ao lixo desta maneira... isto precisa de ter uma lógica de investimento/retorno.

    Depois... 39 Administrativos a mais? E onde está o reflexo dessas contratações em receitas extra (seja a nível de Marketinf, Mechandising, entradas em novos mercados, etc...)? Senão... para que é que foram contratados?

    Todas estas "pequenas coisas" aumentam os gastos operacionais em vários milhares de euros de forma completamente gratuita e desnecessária.

    A única coisa que espero é que Lopetegui, no seu segundo ano, já possa ficar com um plantel mais reduzido ou mais escolhido e liberte uma boa parte destes jogadores de contrato, para que se consegui reduzir os custos e seguir uma politica de formação A<>B, que não existe, pois quando vi na Imprensa que quem deu o aval para a contratação do Leander Siemann foi o Luís Castro, mostra bem o desnorte que neste momento mora no clube.

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  10. A equipa B devia ser uma ponte para a formação. Ao invés disso, está a ser uma extensão para contratações e que agrava a folha salarial. Tema a aprofundar mais adiante
    ___________________

    Não me parece que sejam assim tantos os contratados e se tiverem potencial e não forem exageradamente caros qual é o problema?

    A nossa formação está a produzir alguma qualidade mas não é assim tanta e alguns são tidos como craques ( e se calhar querem ordenados de craques...) e não vão passar de carreiras interessantes.
    Os adeptos é que regra geral vêm um jovem a dar nas vistas e vêm logo ali um craque.

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    1. Na minha opinião (mas sou eu que mando zero e tenho zero responsabilidades) contratar jogadores atrás de jogadores para a equipa B e não ter 1 único jogador promovido para a A é muito mau sinal. O único que se assemelhou a promoção foi o Atsu com o desfecho que todos sabemos.

      Por isso digo que algo vai mal no reino do dragão. E não é de agora...

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    2. Na época passada tínhamos jogadores na equipa B capazes de fazer melhor figura do que os que estavam na A, mas este ano... a diferença de qualidade é acentuada.

      Que jogador da equipa B colocariam a jogar no lugar de qualquer um da primeira equipa? Eu não colocaria nenhum... nem mesmo o dispendioso Kayembe.

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  11. Boa Tarde TdD,
    Muito obrigado otra vez por esta Analyse que demostra bem a realidad actual da nossa equipa.
    Eu sei que é muito difficil acreditar nisso, mas ate agora nunca as coisas foram feitas por acaso, e sempre houve um plano a seguir nas accoes feitas/tomadas pela direçao.
    Por isso eu acredito que esta estrategia faz parte de um plano que para alguns pode parecer inexplicavel.
    Certo e que isso vai obrigar o nosso clube a inovar a fim de encontrar novos fontes de receitas. Penso por exemplo que o naming do estadio podia trazer dinheiro.... e que reduzir o plantel na proxima epoca nomeadamente o da equipa B, podia ser uma alternativa a tomar en conta...
    Tambem acho que da parte dos fundos, com quem o Porto trabalho bem ate Agora, vai haver otras possibiliadades de financiamento. O TPO ja nao vai existir mas os direitos de imagem, o Sponsoring, os direitos TV... serao tantas possibiladades para o nosso Porto encontrar financiamento.
    Em relaçao ao Sponsoring da PT ja tinha leido que a partir da epoca 2015-2016 ia ser um investidor do Azerbaidjan (Azerbaidjan Land of fire ver a camisola do Atletico Madrid). O TdD ja sabe alguma coisa sobre isso?
    Muito obrigado e ate pronto.
    Tony

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  12. Obrigado TdD pelo post, a única dúvida que me assalta após a leitura atente deste texto é a seguinte:
    Com este número (114M€) em mente, numa época onde (me parece) se joga uma cartada decisiva daquilo que será o FCPorto nos próximos anos, como pensa que (nós Portistas) devemos entender este aumento; numa lógica de autêntica insanidade ou megalomania descontrolada OU como uma evidência que poderá haver um plano a longo prazo que nos manterá na rota que todos queremos (seja esse plano por investimento directo estrangeiro ou de outra forma)? Gostava de ter a opinião sobre isso

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  13. Não serei o único a achar que, a melhor forma de baixar a folha salarial, passará por um maior rigor nas contratações (em vez de se contratar 10 jogadores, em que apenas 5 são de qualidade, contratamos apenas esses 5), complementando depois o plantel com o talento que temos na formação.

    Infelizmente, tal coisa não podia acontecer esta época, mesmo tendo jogadores como Rafa, Tomás, Ivo, Gonçalo, André Silva, entre outros.
    Mas espero que, para bem das contas, e mesmo para bem do clube, se volte a ter "jogadores à Porto" formados no FC Porto.
    Não nos podemos esquecer, que nos últimos 20 anos tivemos entre os nossos planteis dos melhores jogadores Portugueses de sempre, formados ou com a formação terminada no clube. (Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Rui Barros, Sérgio Conceição, entre outros)
    Temos todas as condições para voltar a ser assim, basta que algumas questões sejam resolvidas, e alguns olhos sejam abertos.
    Não é pela falta de qualidade que não há maior aproveitamento da formação...

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  14. Excelente análise. Obrigado.
    Fico curioso pela S/ futura crítica, construtiva, como é habitual, ao orçamento da B.

    RP

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  15. Só me apraz dizer isto, continuo a confiar em quem nos colocou no top mundial, no Presidente que ainda há pouco tempo foi considerado pela Marca como o Rei Midas. Continuo a confiar na SAD que descobriu e potenciou por não sei quantas vezes mais Falcão, James, Cissoko, João Moutinho, Guarin, Hulk, Ricardo Carvalho, Pepe, Lisandro Lopez, Bruno Alves, Paulo Ferreira, Deco, eh pá, não cabem aqui... Continuo a confiar na mesma gestão desportiva e financeira que nos colocou no galarim dos clubes invejados e copiados em todo o mundo. Os portistas que acharem que existe algum clube com uma melhor gestão (desportiva e financeira), nomeadamente com o ratio investimento/títulos, que apresentem aqui para vermos que clubes são esses. Falar é fácil, ganhar e apresentar resultados já é mais dificil. Todos somos óptimos a dizer que com a prata da casa ficava mais barato, mas foi precisamente por termos relaxado no plantel no ano passado (Licá e Josué são portugueses e um até da casa e os portistas críticos borrifaram-se para isso, fartaram-se de assobiá-los e insultá-los) que este ano a SAD faz esta aposta de risco, que seguramente dará títulos neste novo ciclo de 3 anos. No final cá estaremos para vermos quem tinha razão.

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De e para portistas, O Tribunal do Dragão é um espaço de opinião, defesa, crítica e análise ao FC Porto, que aborda a atualidade desportiva e financeira de clube e SAD, bem como do futebol português.

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