quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Salto à Segunda Circular

«Constatou-se que é fácil prejudicar o Sporting num jogo de futebol… Só é possível desejar que a visão do Artur Soares Dias melhore na próxima época. Sinto que o Sporting foi prejudicado, como sentem todos que viram o jogo. São lances que nem merecem discussão», Carlos Freitas, diretor-desportivo

«No jogo do passado domingo no Porto, quer os adeptos presentes, quer a equipa de futebol profissional não foram respeitados. Estamos a proceder à averiguação dos acontecimentos e iremos agir em conformidade», Godinho Lopes, presidente

«Os árbitros têm de perceber que se não estão em condições de exercer a sua profissão, vão para a pesca mas não podem dirigir jogos deste gabarito. A dois metros do sítio não vêem um penálti tão claro… O que é preciso é haver pessoas competentes a apitar. Isto tem de acabar de uma vez por todas. Como? Com processos, processos-crime», Carlos Barbosa, vice-presidente

«Escorregou? Devia ser penalty»
Três dirigentes do Sporting a queixarem-se da arbitragem por causa do mesmo lance. A saber, por causa de um lance num FC Porto x Sporting de 2011. Aconteceu já no tempo de descontos: Rolando escorregou e, posteriormente, acabou por dar uma braçada na bola. Soltou-se uma imensa indignação por causa deste suposto penalty por marcar. Não era para menos. Ao perder por 3x2 no Dragão, o Sporting ficava a 35 pontos do primeiro lugar e a 16 do 2º, isto à 27ª jornada. Aquele penalty mudaria a história toda do campeonato, claramente.

Na altura, ficámos a saber que a partir do momento em que um jogador escorrega não tem desculpa para nada. Rolando desequilibrou-se por completo quando escorregou e foi por isso que deu com o braço na bola. Mas não teve desculpa na praça pública. Escorregou, fez falta, então era penalty. Foi assim há 4 anos. Agora as regras mudaram.

O que vimos em Arouca foi muito, muito pior do que fez Rolando. Naldo escorrega, projeta-se para a frente, sem qualquer hipótese de jogar a bola, e vira ao contrário um jogador do Arouca que estava pronto para rematar sem oposição. Num só lance seria penalty, expulsão e golo para 1x0. Mas agora, ao contrário do que se passava há quatro anos, descobrimos que quando um jogador escorrega torna-se inocente de tudo o que possa acontecer a seguir. 

«Escorregou? Toca a levantar, que escorregadelas não dão penalty»
O que está em causa é, simplesmente, o critério. Por exemplo, Pedro Henriques, na sua coluna no jornal O Jogo, diz que este lance de Naldo não é penalty, tal como disse que há quatro anos não havia penalty de Rolando. Nos demais, o critério parece que mudou subitamente. Poderão dizer, claro, que estes três dirigentes acima citados já não estão ligadas ao Sporting. É verdade, mas o clube é o mesmo. Quem tanto se orgulha da sua fundação não pode ignorar que a história do Sporting começou - e desde então é contínua - em 1906, não foi a 24 de março de 2013.

Curiosamente, não se vê ninguém na praça pública a realçar que se tratava de um penalty. Já há 4 anos, tanto A Bola como o Record não hesitaram em afirmar, na sua capa, que era falta para grande penalidade. Quatro anos depois, shiu, ninguém viu. Já sabíamos que o Sporting está na frente do campeonato graças aos penaltys. A novidade é que não está apenas devido aos penaltys marcados, mas também àqueles que ficaram por marcar. 

Ainda a propósito do jogo em Arouca, João Mário diz algo extremamente acertado: «Até onde sei os treinadores não podem entrar dentro de campo». Tem toda a razão, mas o clube que tem Jorge Jesus como treinador é o último a poder queixar-se disto.

Peça de valor comercial
A rematar, do outro lado da Segunda Circular, soube-se hoje que os árbitros já prestaram esclarecimentos (por e-mail, que isto de pedir testemunhos on the record é coisa pré-histórica) sobre as prendas do Benfica. E os títulos que se vão lendo na imprensa desportiva é algo assim: «Árbitros confirmam prendas do Benfica dentro dos limites autorizados».

Mais poeira para o ar. Mas quais limites, se os regulamentos da FPF não falam em limites alguns? Os 200 francos são fixados pela UEFA para as competições europeias, não é para a liga portuguesa. O que os regulamentos da FPF dizem é que os árbitros não podem aceitar presentes com valor comercial. Como por exemplo, uma camisola histórica de Eusébio à venda no seu site por 59,90€, além das refeições pagas para dias posteriores aos dos jogos do Benfica. Libertem quanta poeira quiserem, mas qualquer regulamento que seja invocado só confirma o que já se sabe: Benfica fez ofertas ilegais a árbitros

11 comentários:

  1. Tdd está na hora de, quer estes artigos quer os comentários do Bernardino Barros, o que para mim serão a mesma e única pessoa, serem publicados na praça pública. Através da tv, do jogo, nem que seja do Alto da serra da estrela, mas isto não pode continuar só entre os portistas. As pessoas tem que saber disto e de outras situações. Porque tdd se fosse o inverso... Deus me livre o que não seria

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    1. Olá
      Só para manifestar a minha concordância com este comentário e acrescentar....e que a «voz» nunca lhe doa...ao BB, claro.
      Cumprs
      Augusto

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  2. Sem dúvida alguma que é muito bem lembrado.

    Mas, ainda que fossemos admitir que esta situação terá sido absolutamente acidental (teoria que não subscrevo), eu ainda acrescentaria: Onde é que diz nos regulamentos que uma falta, para ser falta (tipo esta que foi ao género de uma placagem) tem de ser intencional?

    Tanto quanto sei, a intencionalidade, julga-se em casos de bola na mão (ou mão na bola consoante a situação), pois aí sim, isso importa. Agora, se um jogador, vai para cortar uma bola, e, SEM QUERER, dá um pontapé no adversário porque ele chegou primeiro à bola... não é falta? Se a falta só é falta se for intencional, como é que se julgam as jogadas de disputa de bola em que existe contacto? eu no meu futebol amador, farto-me de atingir adversários na tentativa de lhes tirar a bola, sem querer lhes acertar, e, quer escorregue ou não, é falta. (ponto final parágrafo)

    Cumprimentos,
    Óscar Silva

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  3. A corrupção no futebol português vive a sua glória, o seu explendor. Reencetada há 3 anos pelos clubes de Lisboa, ela democratizada pelos pasquins da mesma cidade e vulgarizada pelas Tv's, tudo isto com a complacência do Futebol Clube do Porto e principalmente com a desistência do maior e melhor dirigente que o Futebol Mundial alguma vez viu : Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa!

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  4. só falam nas prendas aos árbitros mas esquecem-se que os delegados e observadores também recebem. isso é ainda mais grave, recebem para não se esquecerem do dono. depois uns árbitros descem de divisão e outros medíocres rapidamente chegam a internacionais. é a verdade desportiva à moda de lisboa como nos tempos da outra senhora.

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  5. Mas é óbvio que os árbitros (na sua maioria até adeptos e benfiliados do clube do regime, do sistema) não iriam agora assumir que forma subornados, corrompidos. É lógico que eles seriam os 1ºs a dizer que não senhor, não se sentiram nada pressionados, coagidos.

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  6. e continuando pela Segunda Circular vamos ver qual o castigo aplicado ao Naldo , e não esquecer também as palavras do JJ quando diz que "sabe muita coisa ... do ano passado ".
    O que vemos é que continua sempre a defesa dos clubes da capital em relação ao FC Porto.
    Um pequeno exemplo , basta ver quantos amarelos já recebeu o Maxi esta epoca e comparar com as ultimas epocas em carnide !

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  7. Acredito que vamos ter a tal santa aliança em atraso.

    Jà que o benfica esta mal encaminhado este ano para ser campeão, vão dare tudo para lhe assegurar o segundo lugar e beneficiar o sporting com o famoso "colinho" para ele ser campeão, e ver se eles se calem em bocado et volta a fazer a paz com os vermelhos.

    é só o meu pensamento...

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  8. E por falar em árbitros, hoje o CM, apesar de todos os desmentidos insiste na «pseudo» «invasão do balneário do árbitro Soares Dias». O que mais estará para vir?
    Cumprs
    Augusto

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  9. O que é certo é que o sporting já leva 6 pontos a mais esta época, 2 no primeiro jogo num penalti procedido num lançamento dentro de campo, mais 2 num penalti procedido de fora de jogo, e mais 2 neste lance em que só a imprensa do costume vê que o naldo escorrega, como se isso invalida-se alguma coisa.
    Parece que tem dado resultado o zurrar do burro de carvalho.

    Já os de carnide mantêm se calados à espera que a poeira assente. A unica certeza que tenho é que se isto se passa-se no norte não se falava noutra coisa.

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  10. Se estes casos se passassem connosco já se teriam formado grupos de investigação comandados por essa intransigente defensora da verdade a justiceiros mizé. Os jornais da capital com esse baluarte dos valores da verdade mais conhecido como a lixeira da manhã teriam lançado campanhas de moralização do futebol português. Assim está tudo na paz dos anjos e não se passa nada, aliás passa, veja-se as capas desse pseudo jornal sobre o famigerado roupão . Mas como os principais interessados em denunciar esta podridão se calam, lá seremos comidos mais um ano. Rica Sad que só se preocupa em desfazer equipas ano após ano ,desde que os milhões de euros entrem o resto já não interessa. Nem o pseudo nosso canal fala sobre estes escândalos é um canal patético e a vergonha dos portistas. Pinto da costa tem de passar a presidente honorário e dar lugar a outro que tenha a garra que ele já teve pois agora é um peso morto. Até parece a Amália que não se soube retirar a tempo e que agora é lembrada por fazer aquelas cenas tristes.

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De e para portistas, O Tribunal do Dragão é um espaço de opinião, defesa, crítica e análise ao FC Porto, que aborda a atualidade desportiva e financeira de clube e SAD, bem como do futebol português.

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