sábado, 13 de setembro de 2014

Uns vão gostar de ler isto. Outros não.

«(...) Falar é fácil, gerir é mais complicado. Mas podemos voltar aos idos da década de 70, que mesmo com dívidas éramos um clube honrado e simpático. Quem nos tem conduzido merece algum crédito»

Este comentário de um leitor d'O Tribunal do Dragão serve de retoma à análise sobre a intenção da SAD «adquirir» 50% da Euroantas, pelos motivos já enunciados aqui. As reacções recolhidas nos comentários dividem-se entre os que estão insatisfeitos com esta opção da SAD e outros que não querem saber dela, que mantêm a confiança em que gere a SAD e limitam-se a querer desfrutar do futebol. Estão no seu direito, claro.

O modelo de Pinto da Costa
O treinador treina, o jogador joga, o dirigente gere, o adepto apoia. A ordem lógica clubística é esta. Mas algumas pessoas, pasmem-se, gostam de discutir, debater, aprofundar. Há os jogadores de bancada, os treinadores de bancada e os dirigente de bancada. Há quem discuta se deve jogar o Quaresma ou o Adrián; há quem discuta se deve Lopetegui jogar em 4-3-3 ou 4-4-2; e há quem discuta se deve a SAD seguir um caminho ou outro. Uma coisa chata chamada opinião e espírito crítico, algo sem o qual o FC Porto não seria o que é hoje.

Quem lê este espaço, nas últimas semanas leu um acumular de elogios à gestão da SAD, nomeadamente na construção e gestão do plantel. Ontem, pela primeira vez em várias semanas, leu-se uma crítica acesa a uma decisão da SAD. Soltou-se o pânico. Onde estava escrita uma crítica, sempre divida entre opinião e números, houve quem quisesse ler um atestado de incompetência à SAD. Porque, sei lá, dá jeito descredibilizar um espaço como este, que oferece conteúdos com uma profundidade crítica e analítica que, perdoem a arrogância (são palavras de alguns leitores), talvez nem na imprensa encontrem. Porque de vez em quando sai um post como «E o Dragão paga a factura». Foi um acto de gestão da SAD que não apreciei, após semanas a defender a estrutura quando muitos a condenavam por estar em suposto «all-in».

Isto na sequência de vários comentários, alguns impublicáveis, que colocaram a questão da seguinte forma: «É melhor a operação Euroantas ou voltarmos aos tempos em que não ganhávamos nada?» Pára tudo! É isso que está em causa? Vamos voltar a aprofundar o tema, para quem não tem problemas de semântica e está vidrado em semiótica.

As críticas e o lado negativo do recurso da SAD à Euroantas já foram enumeradas no post anterior. Como disse, há o lado positivo. Curiosamente, aqueles que apoiam (muito poucos) esta operação não recorreram ao lado positivo, decidiram sim atacar, descredibilizar e desvalorizar quem, com duas coisas escandalosas chamadas sentido crítico e opinião, decidiu questionar a decisão da SAD. Se calhar, são os mesmos que acharam legítimo assobiar Lopetegui por ter metido o Ricardo e não o Quaresma. Haja coerência.

Regressamos ao ponto de partida, a Euroantas. Uma sociedade absolutamente exemplar do FC Porto, que cumpriu rigorosamente todos os seus compromissos até hoje. Alguns adeptos da teoria da conspiração acusavam que o FC Porto escondia um enorme passivo na Euroantas. Falso! Os números revelados recentemente apontam para cerca de 20 milhões de euros, um valor perfeitamente normal, pois o financiamento termina em 2018. Para se ter uma ideia, a Benfica Estádio deve 76,153 milhões de euros e o plano de pagamento já foi duas vezes reestruturado, agora até 2024, e tê-lo-á que ser novamente.

Aprofundando um pouco mais, a SAD vai adquirir 50% da Euroantas por cerca de 55 milhões de euros, através da compra de 8,6 milhões de acções a um preço nominal de pouco mais de 6 euros. O FC Porto, o clube, fica assim em condições de subscrever o aumento de capital (ninguém disse que era algo mau, pois só uma empresa solvente como a FC Porto SAD pode aumentar o capital). A principal crítica que aqui foi feita, além da natural desilusão por ter que se recorrer ao mais valioso activo do clube, é que esta gestão parece uma solução de recurso e não algo planeado. Se fosse planeado, previamente assumido, os sócios não teriam que levar com esta granada e talvez percebessem melhor os motivos - que a SAD ainda terá oportunidade para explicar e, esperamos todos, justificar.

Quem arrisca mais,
ganha mais
Importa recordar que a SAD era credora do clube em cerca de 15 milhões de euros, portanto esta operação será também uma retribuição de crédito. Na caixa de comentários, em resposta a um leitor que procura ver o lado positivo, fiz questão de acrescentar que indirectamente o FC Porto fica a controlar 80% da Euroantas, pois a sua participação na SAD sobe para os 60% (sendo que os 20% que surgem nesta operação não conferem direito de voto). O clube, com esta operação, deverá ficar sem dívidas com a SAD, algo que pode ser visto como positivo. Para quem quiser contrapor, é este o caminho que devem seguir - não tentar abafar quem oferece crítica construtiva, coisa tão raras por estas andanças. É este o lado positivo.

Mais concretamente, em resposta ao leitor que afirmava que «quem nos tem conduzido merece algum crédito». Deixe-me discordar: não merece algum crédito, merece todo o crédito. E isto significa o quê? Que a massa adepta perca o sentido crítico? Que deixe de refletir? Que os jogadores, treinadores e dirigentes de bancada desapareçam? Então para que servem espaços como os blogues, não é para expor opinião? Ou será que é para abafar quem a profere?

Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa está a cumprir o 13º mandato no clube e, n'O Tribunal do Dragão, merece incondicional apoio. Ver na crítica à operação Euroantas um ataque directo ao presidente só está ao alcance de quem está desejoso por rotular este espaço como sendo inimigo e desestabilizador. Não, apenas opinador. Uma opinião entre tantas outras, que nada muda, mas que gostamos de expressar.

Mais concretamente, a propósito da gestão de Pinto da Costa. Quem acompanhou o presidente nos últimos 30 anos sabe perfeitamente como é a sua forma de operar: no limite. O FC Porto não é um clube propriamente poupador. É um clube que recolhe com uma mão e bate com a outra. E porquê? Porque em Portugal o clube com o maior orçamento é por norma o campeão nacional. Nos últimos 12 anos foi quase sempre assim. Portanto não, ninguém quer que o FC Porto perca competitividade de um dia para o outro.

Se repararem, nas duas épocas imediatamente a seguir à conquista da Liga dos Campeões o FC Porto teve prejuízos em ambas. Mas desde então, só voltou a ter prejuízos em 2011-12 e vai voltar a ter esta época. O saldo de títulos está à vista. Se quiserem comparar, o rival Benfica vem de prejuízos sucessivos nos últimos 5 anos e acumulou 83 milhões de prejuízo nesse período (mesmo que o passivo tenha aumentado ainda mais). Não há comparação possível entre o que ganha um clube e o que ganha o outro.

O que distingue Benfica e FC Porto dos maiores clubes de Holanda, Bélgica, Polónia, Suíça, Áustria e outros, países com um PIB maior do que Portugal, é o investimento que fazem. Mas o investimento, se não tiver controlo, já não é apenas investimento, é endividamento descontrolado. A operação Euroantas indica que a SAD encontrou o seu limite. Esta época, 2014-15, é o limite para atacar de forma tão agressiva a nível financeiro, pois forçou-nos a recorrer ao trunfo que nunca esperámos (pelo menos não os adeptos) tirar do baralho.

Aproveito também para indicar o «problema», ou desafio, se preferirem. A operação Euroantas não tem nada que ver com o ataque ao mercado, com os negócios Adrián, Brahimi ou Indi, nada. Claro que se Jackson ou Mangala tivessem sido vendidos até 30 de Junho talvez a operação não fosse necessária, pelo menos para já, mas o problema não está nas transferências de jogadores (onde o FC Porto continua a ser fortíssimo, mesmo devendo reduzir as apostas em Caballeros e Quiñones - investimentos que só são maus porque não houve aposta neles; apostar e correr mal admite-se, não apostar sequer já não). O problema está na relação proveitos vs despesas operacionais.

Um modelo para durar, mas
sempre possível de melhorar
Pegando no último relatório e contas da SAD, o FC Porto teve proveitos de 56,18 milhões de euros após o terceiro semestre. Quanto às despesas operacionais, chegam aos 74,392 milhões de euros. Quer isto dizer que o FC Porto, sem contar com as transferências, acumulou mais de 18 milhões de prejuízo nas suas actividades correntes em 2013-14.

E agora perguntam: qual é a novidade disto? Nenhuma, e têm razão. Este é o modelo do FC Porto há anos: o risco. Gastamos mais do que podemos, mas depois compensamos com as transferências de jogadores. É necessário um encaixe nunca inferior a 40 milhões de euros para manter a máquina a funcionar. Foi este modelo que fez do FC Porto a equipa com mais títulos no século XXI, logo é normal que se continue a apostar nele. Mas, imagine-se a loucura, gostava de ver um equilíbrio maior entre os gastos e as receitas operacionais.

O FC Porto gastou 39,39 milhões de euros com pessoal nos primeiros 9 meses. Menos do que o Benfica, é certo, e em Portugal já se sabe que quem paga mais está sempre mais perto das vitórias. Não é mito, é mesmo facto. O Benfica teve os seus dois maiores orçamentos de sempre em 2009-10 e 2013-14 e foi campeão nesses anos. Nos restantes anos, o FC Porto investiu sempre mais e foi sempre campeão, ainda que em 2011-12 e 2012-13 se tenha registado algum equilíbrio nos números, pois o Benfica percebeu que só podia competir com o FC Porto igualando a estratégia: investir mais. O Sporting acredita que pode fazê-lo gastando menos de metade e cá estaremos para ver - não me esqueci de si, Bruno, tenciono responder-lhe a 26 de Setembro.

Os custos com pessoal tiveram um peso de 53% até ao terceiro trimestre, mas não é o dado mais questionável. O fornecimentos e serviços externos, que não são descriminados e como tal não posso comentar com profundidade, tiveram um peso de 43%, de 31,672 milhões de euros. Certo, já sabemos que quem investe mais no plantel é mais bem sucedido. Mas isso também é aplicável aos serviços externos? Será mesmo necessário investir tanto nesta rubrica? 

Pinto da Costa não vai mudar, vai continuar a gerir o clube com agressividade, como sempre o fez. Não há legitimidade para condenar este modelo, pois foi com ele que o FC Porto passou de clube regional e um dos maiores do mundo. Mas dentro da gestão, há várias decisões a tomar. E eu concordo com a gestão, mas não tenho que concordar com todas as decisões dentro dessa mesma gestão. Tal como se calhar uns gostariam de ver jogar o Quaresma, mas outros preferem o Adrián. Partilhamos todos a mesma paixão, mas não temos que partilhar todas as ideias.

Longa vida ao FC Porto e a Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, e essa vida não se esgota em maio de 2015. Olhamos mais além, porque «já cá não está a viver, o Porto sem horizonte».

PS: Encerro com o título: uns gostaram de ler isto, outros não. Quanto a mim, uma vez mais, deu-me gozo escrever. E espero no Domingo estar novamente a escrever, desta vez sobre uma vitória do FC Porto.

PS1: Os números do negócio Otávio surgem finalmente: 3,25 milhões de euros por 50% do passe. Um investimento a médio prazo que terá, a seu tempo, a oportunidade de corresponder ao investimento, assim o desejamos.

20 comentários:

  1. Pois eu como sempre gostei e aproveito para acrescentar LONGA VIDA ao TdD, de longe o melhor blog de FC Porto.

    Fico à espera dessa resposta ao tarzan!!

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  2. Caro TdD
    existe alguma chance de que esta manobra possa ser no futuro, revertida, ou seja, o clube comprar ou ir comprando o estadio de volta (assumindo que a sad tenha anos positivos em que nao necesite do estadio?)

    abraço

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  3. Caro Tribunal,

    Acho que é por causa de renovar o modelo de gestão que Lopetegui tem o contrato que tem. Suspeito que o Porto vá, iminentemente, ser grande vendedor nos próximos anos e que se vá dar prioridade à gente da casa, como já foi e como, na minha modesta opinião, deve voltar a ser.

    Temos grandes jogadores em potência na formação que podem dar muitas alegrias com um modelo de jogo bem estruturado. Já vimos o que um jogador bem potenciado faz em Rúben Neves. Acredito que vamos ver muitos mais durante os próximos anos.

    Acho que vamos vender muito bem jogadores como Jackson, Brahimi, Tello, Quintero, Herrera e etc, e também Adrián, que eu acredito que vá ser uma grande mais valia daqui a nada. Vamos ficar com um plantel equilibrado na mesma, mas também nosso, com raça e amor à casa que os viu crescer. E tudo isso é importante.

    Não duvido que os custos operacionais sejam um balúrdio que tem de se cortar. Acho que qualquer sócio consciente o sabe e não nega. Estará na hora de o repensar. E empurrar com a barriga não pode ser eterno.

    Mas não tem de ser tudo de uma vez. Eu acredito.

    Obrigado.

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  4. Caro TdD, é sempre um prazer ler os seus comentários, Mas não tem que se estar sempre de acordo! O que me supreende na sua posição é a conclusão. Ou seja, parece-me desde há muito que Porto (e Benfica) estão a caminhar inevitavelmente para uma situação em que vão estar anos a jogar com a prata da casa mais jovem e a pagar as dívidas que acumularam durante estes anos.

    As contratações, os salário, utilizar o património no dia-a-dia (terrenos, estádios, etc), é um sistema que no seu global não é sustentável. Depois lá vai havendo pequenos truques, pequenas technicalities que vão ajudando. Mas no plano macro, parece-me inevitável que o sistema inexoravelmente caminha para uma situação de utilização de todos os recursos.

    Uma questão curiosa é se preferimos estar no topo e ter as alegrias de gente grande, mesmo se depois vamos estar anos sem as ter. Ou se há alguma maneira de ser grandes sem gastar tanto dinheiro. Mas o plano atual, de sistematicamente sair mais do que o que entra. e com ENORMES vendas, manifestamente só pode ter uma consequência a curto/médio prazo.

    E a venda do estádio é a consequência disso mesmo. Luís F.

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  5. Td parabéns. Estácoberto de razao quando diz que na origem da compra da EAnao está o investimento em jogadoreses este ano.Em minha opiniãoestá um modelo de negócio de risco que funcionou durante muitos anos mas que desdes há alguns anos descambou ((2010?), com o avomular dos custos operacionais. Este modelo de negócios tem os seus dias contados. Inevitavelmenteas coisas vão ter de mudar e a competitividade da nossa equipa nas competiçõeseuropeias vai sofrer. A parte positiva esta é que ela vai ser transversal aos 3 grandes, sendo que o Poro poderá beneficiar do facto de ter passivos muito inferiores aos da concorrência. Esperemos é que a aterragem seja suave e para tal acontecer terá que ser um êxito a integração dos jovens talentos que finalmente comecam a aparecer.
    Cumprimentoss
    Joe

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  6. Uma nota para abordar a questão dos FSE`S. Aqui estão a escapar-lhe 2 coisas. A primeira é que uma parte dos custos com pessoal estao nesta rubrica (via FCP Serviços Partilhados). A segunda tem a ver precisamente com a EuroAntas. No RC vem dito que valor do servico d a divida do financiamento do estadio é debitado pela à SAD.Encontra aqui umaparte da explicação para o valor claramente excessivo dos FSE`s.
    Uma outra parte da explicação estará por certo na aventura televisiva do clube. Nao existem dados que permitam tirar grandes conclusõesobre a mesma, mas palpita me que do ponto de vista financeiro deve a estar a ser ruinosa,sendo urgente uma reflexao sobre o seu modelo de negocios.
    Parece me urgente qu sejam tomadas medidas de corte de custos nestat rubrica,mas tenhoo as maiores dúvidas quetal seja possivel com Fernando Gomes.
    Cumprimentos
    Joe

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  7. Caro TdD,

    O Que me parece é que alguns negócios que estariam em cima da SAD tiveram desfechos inesperados e tardios ( casos de Mangala, Varela e Rolando, por exemplo ) ao qual digo que esta operação foi mesmo de recurso por falta dessa entrada de capital.

    Mas também quero salientar que isto também acontece por termos o Fair-Play Financeiro à porta agora, o que eu acredito ser extramamente positivo, pois obriga-nos a tornarnos melhor em termos de gestão, que instrumentos financeiros como este são finitos.

    Essa rubrica de "fornecimentos e serviços externos" é a altera completamente a relação contabilistica com o equilibrio e que ninguém sabe o que é.... será que são pagos por aì algumas comissões de aquisição a represemtamtes dos atletas? Será que entram aì os olheiros que temos fora do dragão? Será que é nessa rúbrica que caiem os valores que pagamos para financiar as Dragon Force por esse mundo fora? É que 32M€ é muito fruta para comprar uns tomates e umas alfaces para fazer umas saladas e meter umas natas para as reuniões.

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  8. Antes de mais parabéns por mais um excelente post. Tenho duas dúvidas: 1- Como está a divisão das quotas? Qual a percentagem para o clube e para a Sad ? Tenho a impressão que já foi 75% para a Sad mas que teria sido reduzido nos últimos anos. 2- os jogadores da formação são "propriedade" do clube ou da Sad? Se forem do clube quando passam a activo da Sad o clube é indemnizado? Obrigado desde já

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  9. Direito à opinião sempre, e este é um bom texto, infelizmente não é o que gostariamos todos de ler, mas que é a verdade e que devemos meditar e pensar nela, ver como uma opção da SAD sim, mas que podemos falar sobre ela, especialmente em espaços predominantemente portista. Assim sendo agradeço, mas mesmo muito, porque o que escreve serve para me esclarecer e por vezes acalmar, posso não concordar consigo em todas as questões, mas respeito sempre o que escreve e gosto do que leio. Obrigado

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  10. Uma questao: há quem diga que na rubrica fornecimento e serviços externos estao camufladas custos com o pessoal o que faria que estes fossem superiores aos 53%, só assim se justificaria o valor de 31,7672 M. Se for verdade existe alguma previsao de qual será a percentagem dessa rubrica que corresponde a custos com o pessoal?

    Pessoalmente tenho discordado, sobretudo no pós Mourinho, de alguma gestao financeira no clube, porque penso que temos arriscado demasiado em Caballeros e Quinones mas também em Benitez, Prediguer e Tomás Costas, etc. Houve várias épocas em que nao percebi a necessidade de contrataçao de 10/11 jogadores muitas vezes, sem nenhum ser uma mais valia à partida para a equipa, quando muitas vezes, vários lugares poderiam ter sido ocupados por jogadores vindos da formaçao.
    O Otávio, por exemplo, parece-me um valor já demasiado alto para o que o jogador demonstrou até ao momento.

    Quanto à operaçao Euroantas, penso que muitos adeptos/sócios se sentem desiludidos sobretudo ao modo como aparentemente se vai fazer operaçao, quase um dado consumado sem haver discusao e uma apresentaçao aos sócios do plano em que essa operaçao se justifique. Esperemos que esteja enganado e que isso ainda seja corrigido.

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  11. TdD, só uma questão à parte que não sei se terás alguma informação...

    Tens alguma explicação para que André Silva não faça parte da lista de convocados para Faro, onde dos 18 que vamos levar, não temos sequer 1 Ponta de Lança?

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  12. E eu a ler o seu post e a lembrar-me do Garret «Se na nossa cidade há muito quem troque o b por v, há pouco quem troque a liberdade pela servidão.»Bravo.
    Carlos

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  13. Este post é coerentíssimo com o " Dragão paga a factura" e por isso não compreendo a polémica, só se for para escrever por escrever. Também penso que devia haver um controlo maior nas despesas se, por exemplo, o rigor/falta de aposta, nalgumas contratações, fosse mais apurado, mas isso não invalida que apoie PC e a sua gestão, conforme foi referido, de risco. Não devemos, apesar de cada um ter direito a opinar, ser ingratos, com quem, juntamente com JM Pedroto, fez que este clube deixasse de ser tratado pela "...briosa agremiação da margem norte do Douro".

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  14. Este post é coerentíssimo com o " Dragão paga a factura" e por isso não compreendo a polémica, só se for para escrever por escrever. Também penso que devia haver um controlo maior nas despesas se, por exemplo, o rigor/falta de aposta, nalgumas contratações, fosse mais apurado, mas isso não invalida que apoie PC e a sua gestão, conforme foi referido, de risco. Não devemos, apesar de cada um ter direito a opinar, ser ingratos, com quem, juntamente com JM Pedroto, fez que este clube deixasse de ser tratado pela "...briosa agremiação da margem norte do Douro".

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  15. Como ja tive oportunidade de dizer no outro tópico, as finanças do clube sao algo que nao me cativa a atenção, uma vez que sei que estao pessoas competentes a frente do clube. E digo isto sendo formado em economia, pelo que leio estes artigos so que os leio na diagonal, so para me enteirar mais ou menos da situação (isto porque as analises feitas têm sido feitas sempre em documentos oficiais, nomeadamente Relatorio de contas, e nao em especulação dos jornais....)...... As finanças sao importantes, agora as vitorias sao mais importantes. Como diria alguem, nao é o dinheiro que cria a felicidade, mas é a felicidade (vitórias) que cria o dinheiro..
    De qq modo, irei continuar a ler os artigos de finanças, agora os lerei na diagonal,,
    Cumps.

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  16. Duas questões: porquê a resposta a 26de setembro?porquê que o Porto joga amanhã e não hoje se tem jogo na quarta?se da mesma forma o Benfica jogou na sexta e tem jogo terça?

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  17. Mais um excelente artigo ( como sempre)

    Tribunal do Dragão, não dá para aprofundar mais a que se referem o " Fornecimento de Serviços Externos" ? É que esse valor é gigantesco...

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  18. Bom post, gostava de primeiramente agradecer ao Tribunal os seus post. Sentido crítico e uma opinião bem formada e fundamentada é o que nos separa dos leigos ignorantes do porque sim e porque não.
    Segundo, gostava de deixar duas questões, sem antes revelar que sou um adepto de futebol e que é o futebol que me mexe. Não querendo dizer que não percebo muito de gestão a este nível, o meu conhecimento não é de todo profundo sobre a matéria e é nesse capitulo que quero colocar as minhas questões. Contextualizando, entendo que a aquisição da Euroantas vai ao encontro do clube conseguir cumprir para com as regras do Fair Play financeiro, sendo que esta é essencial para competir nas competições europeias. A minha questão é, se esta medida não fosse tomada, que outras alternativas teria o FCPorto para cumprir com tais regras? (Como disse, os meus conhecimentos de gestão a este nível são muito rudimentares e queria perceber mais do assunto).
    A segunda questão que lanço tem a ver com o próprio fair play financeiro. Não faria mais sentido estas se inserirem mais no ataque aos passivos dantescos praticados por alguns clubes? A mim parece-me que esta regra em nada favorece o grau competividade quando o Real, por exemplo, continua a gastar fortunas em jogadores e o seu passivo é algo de astronómico. Podes dar a tua opinião por favor.
    Obrigado mais uma vez por todo o teu trabalho
    Saudações portistas e logo, tomamos o castelo

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  19. Caro TdD, eu ficaria preocupado era se o meu espaço de opinião não tivesse reflexo na massa portista.

    O seu tornou-se numa referência em muito pouco tempo e por isso começa a atrair a atenção (e outras coisas mas desagradáveis) do pessoal da "doutrina". Continue o excelente trabalho porque não existem temas bons nem temas maus quando o assunto é o nosso FC Porto.

    Cumpts.

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  20. Como portista jovem (25 anos), gostava que, caso possível, analizassem o antes e o pós-mourinho.

    Penso que só a partir de 2004, com as vendas ao Chelsea, e as de 2005 ao Dínamo é que começamos a trabalhar nesta óptica de vender caro, mas também comprar caro (Diego e Fabiano, embora este fosse só 25%).

    Antes disso, as compras eram mais locais, Drulovic, Deco já cá estavam.

    Não será esse o ponto de viragem, também com a inclusão de empresários, que nos fez crescer muito é verdade, mas sem a repercurssão no aumento de sócios e de lugares anuais ocupados?

    P.Cardoso

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De e para portistas, O Tribunal do Dragão é um espaço de opinião, defesa, crítica e análise ao FC Porto, que aborda a atualidade desportiva e financeira de clube e SAD, bem como do futebol português.

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