segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A dupla Carlos Eduardo e Célestin Djim

O FC Porto publicou hoje o Relatório e Contas Individual e Consolidado completo, o que já vai permitir avaliar e constatar diversas ações que foram tomadas entre 1 de julho de 2014 e 30 de junho de 2015. Há muito para explorar ao longo dos próximos dias. Para já falemos da transferência de Carlos Eduardo para as Arábias.

Como é lógico, jamais Carlos Eduardo teria saído por 7M€ ou por 10M€ sem que o FC Porto tivesse interesse em comunicá-lo à CMVM. A sua saída para as Arábias, quando se perspetivava que ou poderia fazer a pré-época com Lopetegui ou render um valor razoável numa transferência para um clube europeu, pareceu sempre um pouco precipitada, repentina ou até surpreendente, mas o negócio pode agora ser (meio) explicado.

Chegou, viu e saiu
O FC Porto vendeu ao Al Hilal Carlos Eduardo... e Céléstin Djim. Chegou ao FC Porto há um ano, pelas mãos de Luciano D'Onofrio (que também trouxe o irmão Tony Djim, agora a jogar com regularidade nos sub-19), fez três jogos na equipa B e foi emprestado ao Freamunde em janeiro. Fez sete golos na segunda liga e a 18 de julho o Metz, de Carlos Freitas, anunciou a contratação de Célestin Djim, por empréstimo do FC Porto. Nessa altura, na verdade já o FC Porto tinha vendido Djim ao Al Hilal. O porquê de o Metz o ter anunciado dessa forma (o FC Porto nada comunicou, nem sequer a venda de Carlos Eduardo, algo questionável após a sua reintegração ter sido anunciada pelo próprio presidente), lá eles saberão.

O Al Hilal contratou então Carlos Eduardo e Célestin Djim num pacote de 5,5 milhões de euros. O FC Porto não detalha mais nada sobre o assunto, apenas que esta verba vai ser recebida durante a época 2015-16. O FC Porto nem sequer explica concretamente, no R&C, a quem Carlos Eduardo e Djim foram vendidos: limita-se a dizer que os seus direitos foram alienados e que o Al Hilal está a dever os 5,5M€. A SAD também não confirma a repartição de valores (O Tribunal do Dragão ouviu que Carlos Eduardo é avaliado em 2M€. muito abaixo de Djim). Curiosamente, inicialmente chegou a ser Kayembe o nome discutido para entrar no negócio, o que talvez diga muito dos planos futuros para o belga no clube.
O FC Porto contornou o acordo que tinha com o Nice, quiçá por considerar que o pack proposto por D'Onofrio seria mais vantajoso do que esperar por outras propostas ou reintegrar Carlos Eduardo no plantel, mas os clubes lá se entenderam, com Ricardo Pereira a seguir por empréstimo de dois anos. Além disso, o Nice tinha direito a receber 10% da transferência de Carlos Eduardo. Isso significa que vai receber o valor da avaliação de Carlos Eduardo, e não do negócio total com o Al Hilal. É normal que não tenham gostado do valor em que Carlos Eduardo foi avaliado, mas parece que sem querer arranjaram um belo lateral-esquerdo, de seu nome Ricardo Pereira.

Por fim um pormenor importante: o FC Porto mantém direito a 50% de uma possível venda de Carlos Eduardo. A SAD não confirma a existência de uma cláusula anti-rivais, mas esta situação terá sido salvaguardada, até porque não falta quem o queira em Portugal, com Jorge Jesus à cabeça.

Link para o Relatório e Contas completo.

PS: Na página 8, o FC Porto anuncia que Brahimi abandonou o clube. «No final da época o FC Porto, como é habitual nesta actividade, fez acertos no plantel. Andrés Fernández, Ricardo Nunes, Opare, Casemiro, Campaña, Óliver Torres, Otávio, Brahimi, Adrían López, Danilo, Jackson Martínez e Quaresma abandonaram o clube». Uma mera e lamentável gralha. Tenham calma, não é preciso tanta pressa em vendê-lo.

14 comentários:

  1. Espero sinceramente que o Ricardo volte para o Porto e seja reintegrado. Está ali um bom jogador polivalente muito útil. Assim como esperava que ele tivesse sido aposta o ano passado contra o Bayern na Alemanha em vez do Reyes que agora também está emprestado. Quanto aos empréstimos do Porto, sei que é difícil conseguir a colocação desejada para os jogadores no sentido de eles evoluírem como se quer, mas ver o Paciência e o Leandro a lutar para sair do banco e para o pontinho na Académica mete dó (melhor sorte está a ter o Ivo Rodrigues). Se é para não jogar é sempre melhor ficar no plantel do Porto que ao menos estão a ser valorizados e podem ser encaixados num futuro empréstimo mais positivo como o do Ricardo. Mas pronto, é o que é, e espero que as coisas mudem para todos eles entretanto.

    ResponderEliminar
  2. estava eu aqui a ler o relatorio completo e deparei-me com isto:

    No final da época o FC Porto, como é habitual nesta actividade, fez acertos no plantel. Andrés Fernández, Ricardo Nunes, Opare, Casemiro, Campaña, Óliver Torres, Otávio, Brahimi, Adrían López, Danilo, Jackson Martínez e Quaresma abandonaram o clube, enquanto chegaram como reforços Iker Casillas, Maxi Pereira, Layún, Cissokho, Danilo Pereira, Imbula, André André, Sérgio Oliveira, Corona,Osvaldo, Varela e Bueno

    brahimi saiu?? :s

    ResponderEliminar
  3. O nosso adminstrador só diz o que lhe interessa, disse que a venda do alex sandro não tinha entrado, mas esqueceu-se de referir as compras do imbula e do corona, logo isso dá um prejuizo de 4,5 entre as compras e as vendas.

    ResponderEliminar
  4. O Otávio não é outra gralha?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. otavio nao, porque ele saiu por emprestimo é certo mas saiu tal como adrian e convem meter-los ali pois um custou 11 milhoes o outro 2 e tal ou 3 tal por uma pequena parte do passe, julgo que é por isso que ambos tem direito a estar ali

      Eliminar
  5. Prepar-se para explicar mais uma vez o significado de mais valias , porque a imprensa ja esta a tentar passar a imagem errada dos negocios do jackson, danilo e mangala loool

    ResponderEliminar
  6. o limite para o fair play financeiro é um prejuizo de 8,5M. assunto a acompanhar

    ResponderEliminar
  7. Alguém consegue saber os reais valores do contrato com a new balance. E quais as diferenças para o contrato que tínhamos com a nike ( nomeadamente quais os pontos mais vantajosos que a direcção falou quando comparou o novo contrato com a nike)
    Acho que não li em nenhum órgão oficial os valores do ano passado nem deste ano.

    Pedro Santos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nunca foram divulgados. A única forma que comparar é através do conjunto da rúbrica.

      Eliminar
  8. Olá
    Ontem no programa Prolongamento na TVI24, vimos um Bernardino Barros à Porto! Brilhante a desmistificar as falsas verdades de Pedro Guerra!
    Assim sim, vale a pena ver e ouvir comentadores «afetos» ao FCPorto.
    Cumprs
    Augusto

    ResponderEliminar
  9. Mais uma acha para o negocio Carlos Eduardo. O Estoril nao detinha/detem 20% do passe?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O FC Porto comprou 80% por cerca de 900 mil euros. Entretanto transferiu os 80% e ficou com direito a 50% de uma futura venda.

      Não tem que dar quota-parte pelos restantes 20% pois isso é um problema do clube comprador, não do vendedor.

      Eliminar
  10. nao me parece gralha.

    no relatorio diz: saldos a receber pela alienacao de direitos.
    Devem ter comprado o passe e vendido parte a fundos ou esquema do genero
    Manuel

    ResponderEliminar

De e para portistas, O Tribunal do Dragão é um espaço de opinião, defesa, crítica e análise ao FC Porto, que aborda a atualidade desportiva e financeira de clube e SAD, bem como do futebol português.

Quem confundir liberdade de expressão com injúria, insulto, mentira ou difamação não passará pelo lápis azul. Todo o spam será apagado. Comentários anónimos são susceptíveis de não serem publicados. Nicknames são permitidos.