quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Arrumar a casa antes de comprar mobília nova

Em 2011-12, o FC Porto teve custos com pessoal de 49,59M€, que incluíam os prémios pela conquista do título de campeão nacional (que têm um impacto considerável, sobretudo porque a receita pela conquista do campeonato não chega para pagar os prémios por ser campeão). Três épocas depois, esses custos serão de pelo menos 70,9M€.

Este aumento de quase 43%, sem um crescimento de receitas que o suporte, não se deve apenas à contratação de jogadores mais caros nos últimos anos, mas também pela criação da equipa B, que agravou a massa salarial do clube. Isto porque não nos limitamos à lógica de deixar que a B seja uma extensão para os Sub-19. Jogadores bem pagos, com contratos de longa duração, intermediações e compras de passes inflaccionados, um pouco de tudo vai aumentando os custos.

Quem merece a 2ª vida?
Como se sabe, a equipa B dá prejuízo, pois por si só não gera receitas. A única maneira de tornar a equipa B rentável financeiramente é promovendo jogadores à equipa A e, mais tarde, transferi-los após se valorizarem. E há mais uma listinha de compras a caminho.

Mas a equipa B, acima de tudo, devia implicar uma coisa: o fim do camião de jogadores emprestados a outros clubes. Algo que urge rever, pois o FC Porto já não está apenas a suportar a massa salarial dos excedentários (raramente os outros clubes cobrem a totalidade ou sequer parte do salário) mas também a sustentar uma equipa B, que só dará frutos no médio prazo. O FC Porto continua a ter diversos jogadores emprestados que nunca vão jogar na equipa A.

Por vezes é difícil arranjar colocação, mas também pode ser melhor assumir o prejuízo em algumas compras do que a andar a arrastá-lo entre empréstimos que não levam a lado nenhum. Se os representantes da mercadoria estão insatisfeitos por o FC Porto não ter valorizado o seu produto, problema deles, pois também é trabalho seu arranjar soluções para a mercadoria.

Independentemente da vontade de apostar na equipa B e de haver segundas-linhas que na próxima época vão saltar para titularidade, é claro que a SAD vai procurar algumas soluções no mercado para 2015-16. E antes de comprar mobília nova, então convém esclarecer, em comunhão com Lopetegui, a situação de cada jogador emprestado pelo FC Porto. Quem tem hipóteses de regressar em 2015-16? Quem pode beneficiar de mais um ano emprestado? Quem tem mercado para sair já? Seja qual for a solução, se houve erros na contratação de alguns jogadores, que se assuma. Porque não há pior erro do que não assumir os erros.

Licá - 1,5 milhões de euros por 60% do passe, mais comissão de 10%. Contrato até 2017. Bom profissional, mas sem características para singrar no FC Porto. Nem hoje, nem amanhã. Há que transferi-lo no final da época.

Abdoulaye - Tem contrato até 2016 e há possibilidades de renovar. Para quê? É a questão. Um ex-júnior vindo do Senegal em quem o FC Porto já investiu mais de 1,5M€. Tem 24 anos, já deu provas de algum potencial, mas a temporada no Rayo não tem sido particularmente boa, tanto dentro como fora dos relvados. É a 4ª vez que é emprestado. O FC Porto tem 3 centrais a 100% (Marcano, Maicon, Indi), um central de 7M€ para rentabilizar (Reyes) e um diamante na B (Lich), isto para não falar nos Sub-19 que vão ser promovidos. Há espaço para Abdoulaye? Não. Mas se o seu empresário diz à imprensa e ao jogador que Dortmund, Liverpool, Benfica e sabe-se lá quantos mais já o quiseram, então não há-de ser problema nenhum encontrar uma boa proposta no verão.

Ghilas - Jogador muito caro (3,8M€ por 50%), com contrato até 2017. Podia ser uma solução alternativa, podia, mas não se conforma com o banco e Lopetegui não terá ficado muito entusiasmado com o que viu. Joga com regularidade no Córdoba, mas muitas vezes encostado a uma ala e aparentou ter ganho peso. Procurar uma solução no mercado deve ser seriamente considerado.

Kléber - Investimento total de 4,2M€ em 70% do passe. Não digam que não tem qualidade, porque tem. Já todos vimos. Mas o desgaste é notório. A maneira como humildemente se expôs a exibições pouco memoráveis na equipa B não ajudou. Está a fazer golos no Estoril e restaurou a sua imagem a nível nacional. Agora o grande problema: o contrato acaba em 2016. Das duas, uma: ou sai já no verão, ou renova para fazer parte do plantel. Renovar para ir rodar noutro lado não é compreensível.

Pedro Moreira - Vai fazer 26 anos, esteve 5 épocas emprestado e passou mais 2 anos na B. Se até aqui nenhum treinador o quis na equipa A do FC Porto, não será depois disto que vai acontecer. Joga com regularidade no Rio Ave, tem contrato por mais um ano. Não faz sentido renovar. Não conta como jogador formado no FC Porto e não seria mais do que uma solução de profundidade no plantel. Os adeptos gostam dos Castros, mas esquecem-se que os Castros não são burros e sabem perfeitamente se têm ou não hipóteses de serem titulares no FC Porto. Se não são, querem sair. O amor à camisola não combina com o banco de suplentes durante muito tempo.

Tozé - Tem mais um ano de empréstimo ao Estoril. Só lhe fará bem, melhor do que estando aqui. Contrato até 2017.

Varela - Contrato até 2016, sem hipóteses de regressar ao FC Porto, depois do presidente praticamente o ter condenado ao rótulo de mercenário numa entrevista ao Porto Canal. Sim, Varela quis sair para ir ganhar dinheiro. Faltou foi mencionar a parte em que tal como Deco, Jackson ou demais, Varela também teve a promessa de ficar mais um ano e depois sair. O problema é que não teve mercado para isso no último verão. Já podia ter saído antes por propostas vantajosas, mas o timing falhou. E agora? Assumir e deixar o jogador sair no verão. Lopetegui de certeza que gostaria de ter um extremo como ele, mas depois desta época de empréstimos irrisórios não sobram muitos argumentos. 

Quiñones - Mais de 2M€ investidos num lateral para depois andar a jogar com o Mangala a lateral-esquerdo. Joga com regularidade no Penafiel, mas sem evoluir no sentido de ser solução na próxima época, embora ainda seja jovem (22 anos) e esteja pela primeira vez a jogar com regularidade na primeira liga. Tem contrato até 2016. Que fazer no verão? Renovar com um lateral de 2M€ sem saber se vai ter hipóteses de jogar na equipa A não seria lá muito recomendável. Se um contrato de 4 anos não chega para um jogador relativamente caro mostrar se serve para o FC Porto, algo de errado haverá.

Bolat - No 1º trimestre de 2013-14, o FC Porto contratou 3 jogadores: Ghilas, Quintero e Bolat. Aparece o custo de Ghilas (3,8M), o de Quintero (5M) e aparecem depois 1,89M de encargos, que não é discriminado. Esse encargo é Bolat? Não é esclarecido. Se Kayembe veio de Liège sem contrato e depois acaba por custar 2,65M€, o custo zero de Bolat também pode levantar muitas questões. Tem contrato até 2018. Passou a primeira época praticamente a treinar, foi rodar para o Kayserispor e agora emprestaram-lo para ser suplente de Muslera no Galatasaray (quem no seu perfeito juízo achava que ia ser titular?). Tem contrato por mais 3 anos e tudo leva a crer que foi contratado para ser mercadoria. Não necessariamente rentável para o FC Porto. Pelo contrário, até ver, só prejuízo. Uma venda no verão ou a inclusão na equipa A, nada mais se admite. 

Opare - Também veio pela via de Liège, com contrato até 2018. Não conta para Lopetegui e foi agora emprestado ao Besiktas. Se não jogar com regularidade, não entra nas contas para a próxima época. E se assim não for, não valerá a pena arrastar mercadoria. Mas se foi a custo zero, não há muito a perder, não é?

Walter - Custou 6M€ por 75%. Claro que hoje em dia é considerado um dos maiores flops da história do FC Porto, mas na altura não nos enganámos na compra: era um jogador de enorme potencial, com enorme faro de golo, talentoso e um touro em campo. O problema é que tem uma coisa maior que o potencial e o faro pelo golo, a barriga, e uma coisa mais pequena que tudo o resto, o cérebro. Um belo problema para resolver. A sua transferência envolveu a participação de um fundo e os fundos não ficam com prejuízo, por isso podem esquecer a partilha de risco. A SAD já teve que renovar com ele até 2017 para o emprestar ao Fluminense, que não quer pagar a participação, o que vai forçar a que se procure nova colocação. Temos 15% de um fardo.

Josué - Contrato até 2017, provas de valor no plantel mas inconformado com o banco. O Bursaspor diz que o quer comprar. Com uma proposta interessante, não devem ser colocados entraves a tal, até porque custou 500 mil quando foi resgatado ao Paços. A entrevista que deu ao Mais Futebol diz muito sobre como encara o futuro (ou a falta dele) no FC Porto de Lopetegui.

Djalma - À espera de quê? Pois é. Tem contrato até 2016 e tem que sair no verão, forçosamente. Até porque já tem sucessor no cerne da questão.

Sami - É preciso dizer alguma coisa?

Carlos Eduardo - Foi notícia em França por marcar 5 golos num jogo. Teve alguns bons momentos a época passada. Vimo-lo fazer grandes jogos, grandes golos, mas também com uma preocupante inconsistência. Tem contrato até 2017 e custou pelo menos 900 mil euros por 80% do passe. Se Lopetegui não encontrar espaço para ele no verão, há que estar atento a possibilidades de mercado que se possam abrir, sobretudo em França.

Izmailov - Processo extremamente bem gerido pela SAD, devido aos problemas particulares que afectaram o jogador e que poderiam ter tido um desfecho trágico. Teve direito a uma segunda vida na Rússia, felizmente. Tem contrato até 2016, mas vai sair no fim da época. Não há muito mais a dizer.

Kelvin - Situação já analisada aqui. Em relação a Ivo Rodrigues, Otávio, Kayembe e Tiago Rodrigues, saíram recentemente e as suas situações também já foram aprofundadas nos últimos posts. A possibilidade de ingressar no plantel principal é indicada pela ordem dos nomes.

Outros casos - Braima e Célestin nem na B mostraram serviço, logo não há muito a dizer. Junior Pius tem sido uma desilusão no Aves, após ter feito alguns bons jogos nos Sub-19. Rúben Alves prometeu muito quando chegou do Boavista, mas nem na III divisão joga. Caballero joga com muita regularidade no Aves, mas em 9 golos 5 são de penalty. Se possível, procurar uma solução de primeira liga para o jogador na próxima época, para tentar ver se ainda há ali qualquer coisa do miúdo que aos 16 anos fazia golos na Libertadores, caso contrário não vale a pena enganar ninguém. Estão 1,5M€ investidos nele.

São estes os jogadores emprestados pelo FC Porto e cujos casos merecem ser revistos (e resolvidos) no fim da época. Quanto mais cedo a casa for arrumada, melhor para o cinto. Até porque conseguir bons negócios com excedentários pode reforçar as condições do FC Porto para atacar o mercado em 2015-16, ou reforçar as condições para manter um jogador do actual plantel.

PS: Um bom mecanismo de defesa para a SAD seria, ao invés de dar contratos de 4 ou 5 épocas, reduzir a duração dos contratos mas salvaguardando a possibilidade de accionar opções de extensão por 1, 2 ou até 3 épocas. O FC Porto raramente fica com cláusulas de prolongamento de contratos. Porque não considerar esta hipótese? Reduz o risco para o curto prazo, com contratos mais curtos, mas salvaguarda a posição da SAD para manter os activos no futuro. Talvez por defender melhor os clubes é que os empresários não achem muita piada a este modelo.

PS2: Hoje se visse o Fidel era capaz de lhe dar um abraço. Já há comunicado por os caraças dos comunistas terem permitido que o Quintana e o Alexis atravessassem o Atlântico?

14 comentários:

  1. Caro Miguel,

    Não sei se é verdade isso do peso do Ghilas (jogador de quem eu gosto imenso).

    http://www.ojogo.pt/Futebol/1a_liga/Porto/interior.aspx?content_id=4358635

    Cumprimentos

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    1. No jogo contra o Real Madrid aparentava estar mais pesado. Talvez essa declaração seja mesmo para reagir às notícias em Espanha que criticavam o seu peso. Menos mal.

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  2. Leio atentamente tudo o que escreve aqui, não se guia por ninguém diz o que tem de dizer bem ou mal...mas este texto vem muito fora de contexto, porque fazer este tipo de avaliações e muito cedo muitos dos que aqui falou podem fazer melhor ou pior do que fizeram até aqui, estas avaliações penso eu devem ser feitas no fim da época,já sabemos que a nossa sad não é prefeita..longe disso..mas eu prefiro mil vezes esta estrutura que tantas alegrias nos tem dado..do que outra qualquer de trazer por casa..

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  3. Tribunal segundo ribeiro cristovao o andre andre ira assinar pelo benfica sabe de alguma coisa sobre isso

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  4. A ocasião faz o ladrão e alguns destes nomes não lhes falta qualidade falta e mentalidade, só mostra que não basta ter pés, quando se escolhe tem que se olhar a personalidade do jogador que diz muito do que será

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  5. Concordo plenamente com este post apenas acrescento que deveriamos tentar vender Ricardo Nunes,A.Fernández, Tiago Rodrigues e Kelvin porque embora nos tenha dado muitas alegrias acho que é um mau profissional quer muita farra e pouco treino.Há que valorizar o produto da casa e promover a equipa A: Mikel,V.Garcia, Tomás, Ivo,Gonçalo.Não digo que fossem titulares mas opções viáveis no plantel porque não vejo em que é que as paletes de jogadores que temos emprestados por ai fora sejam melhores que estes miúdos da B.Somos Porto.

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  6. Pelas minhas contas só faltou comentar o Rolando e o Igor Stefanović. Penso que este ainda é nosso.

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  7. Caro Td...em relação à Taça Da Liga...
    Depois de ver a ventania na Luz...não seria melhor o Fcp jogar com equipa alternativa nesta competição? É que o vencedor já está decidido....
    O clube impávido e sereno...

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  8. Excelente! Só uma pequena correção ao PS2: Para além dos dois cubanos mencionados temos ainda o Daymaro Salina, que tem evoluido muito desde que chegou e é fundamental principalmente na nossa defesa.

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  9. Sobre o Carlos Eduardo: http://rr.sapo.pt/bolabranca_detalhe.aspx?fid=46&did=178047

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  10. Concordo com quase tudo.

    A excepção é Carlos Eduardo. Para mim melhor que Herrera (e bem melhor que Evandro) e o seu eventual substituto. Ganhavamos uns 20-25 milhões com Herrera, golo e bolas paradas com Carlos Eduardo, sem gastar nenhum guito.

    O que não impede de pensar que o FCP precisa de outro Oliver para jogar ao lado do nosso Oliver. E pode ser espanhol, os centro campistas espanhóis são dos bons!

    Pedro

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  11. Para mim é muito simples... deveriamos ter um "age cap" para empréstimos e caso não desse, negociar os jogadores com clubes nacionais a custo Zero ficando nós com 50% do passe e com opção de compra em contratos que teriam que ser assinados por esses clubes por um mínimo de 3 anos.

    Assim e assumindo que o nosso "Age Cap" fosse 22 anos, poderiamos acompanhar os atletas até terem 25 anos e repesca-los caso fosse caso disso.

    Uma outra mudança estrutural, para mim, seria limitar as contratações de estrangeiros, para a equipa A. Se um atleta com 17 anos, vide Caballero, custa 1,5M€, não pode ser para reforçar uma equipa B e ver se "dá".

    Um atleta estrangeiro que seja comprado é para ser potenciado na equipa A e fazer parte do seu plantel e com o aval completo do treinador do plantel maior do clube.

    A única excepção admíssivel seriam casos como o Gudinõ ou Ruiz, ou seja empréstimos com opção de compra e mesmo assim teriam de ser valores negociados à partida por verbas baixas. A integração a começar pelos juniores também é interessante, pois permite começar a conhecer o futebol nacional antes de ir enfrentar os profissionais na segunda liga. Esta opção deve ser somente pontual e nunca ultrapassar 3/5 atletas ano e só ficarem os que realmente tenham potencial para vingarem na equipa A e não os que "vamos ficar com ele para ver se dá"... (para isso é que temos os juniores)

    Em relação aos contratos extensiveis, penso que a nível da formação seria o ideal colocarmos o 2+2 ou o 2+3, dependendo do potencial observável e do "age cap" definido.

    Para as aquisições despendiosas os 4 ou 5 anos de contrato, continuam a ser o mais indicado politicamente mas também aqui, devemos restingir a apostas concretas e para zonas deficitáias em termos de potencial atual, mas com uma visão global do Plantel/Formação do FCP.

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  12. Há um problema, tanto na equipa principal como na formação, que prejudica desportiva e financeiramente o Porto que é o dos seus jogadores brincarem muito nas selecções, ainda agora, Brahimi e Aboubakar foram brincar para o CAN.

    Desportivamente há a derrota com o Marítimo, financeiramente significa uma clara desvalorização dos jogadores, felizmente não houve lesões como o Slimani.

    E quando menciono selecções, incluo todos os TORNEIOS DE VERÃO como Mundiais, Europeus, Jogos Olímpicos, Cans, Torneio Sul-Americano, etc, tanto de seniores como nas camadas jovens.

    Quanto ao problema dos emprestados, há restrições financeiras mas também é uma opção do Porto em ter vários emprestados, pois a volatilidade no futebol aumentou tanto que os clubes precisam de ter soluções alternativas imediatas, pois a procura por jogadores do Porto é enorme. É uma questão estratégica.

    Se Jacksin sair temos Aboubakar, Adrian Lopez, Gonçalo, André Silva, Ghilas, Kleber, Caballero.

    Se Danilo sair temos Ricardo, David Bruno, Victor Garcia.

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  13. Caros, o que aconteceu com o Izmaylov? Existiu muita especulação mas sinceramente gostaria de saber o que se passou ao certo e parece que vocês tem o conhecimento para me esclarecer esta duvida. (estou a falar em relação a esta frase "problemas particulares que afectaram o jogador e que poderiam ter tido um desfecho trágico")

    Obrigado

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