segunda-feira, 2 de março de 2015

As contas da SAD no primeiro semestre

Contas semestrais, as primeiras que incluem a operação Euroantas. Genericamente, tudo dentro do que tinha sido orçamentado desde o início da época. Vamos à análise.

Balanço do primeiro semestre
Sendo necessários 66,5M€ de ganhos com vendas de passes e tendo em conta que a única mais-valia significativa é a de Mangala (22,8M€), é normal que o prejuízo ao fim de 6 meses seja de 8,44M€ e que no relatório intercalar vá ficar perto dos 30M€. O desafio é gerar as mais-valias necessárias até 30 de Junho, com a venda de 2 titulares, para um lucro orçamentado em 541 mil euros.

Para compreender melhor como o FC Porto chegará a essas mais-valias, ler aqui e aqui. É sabido desde que foi apresentado que se trata de um orçamento de risco, mas exequível, através da venda de 3 titulares (Mangala + 2) no exercício em questão. Mal estaríamos, isso sim, se tivéssemos que vender titulares em Dezembro/Janeiro em 2 anos consecutivos e vender 4 titulares por ano para evitar prejuízos. Estar melhor que o vizinho não significa estar necessariamente bem, mas é sempre importante que o FC Porto continue a apresentar contas mais saudáveis do que os seus rivais (apesar do Sporting estar já num patamar à parte, com uma rigorosa contenção de custos, e que a sua dimensão financeira se aproxime mais do Sporting de Braga). Algo que se volta a verificar, mas claro que cada um vai querer vender o seu peixe. Cabe a cada portista saber escolher bem a lota. 

Terminada a operação Euroantas, a SAD tem um activo reforçado para 333,1M€, que deverá ser o maior de sempre, e o passivo tem uma subida para 278,5M€ (normal tendo em conta a absorção da Euroantas e do financiamento para o estádio). O Estádio do Dragão fica pago dentro de 3 anos e o FC Porto será o primeiro clube a concluir o pagamento, e certamente o único a fazê-lo esta década, sem necessidade de reestruturação. 

Projecção orçamental para 2014-15.
A SAD passa a ter capitais próprios de 54,6M€, que asseguram o cumprimento do fair-play financeiro. Não necessariamente uma boa notícia, tendo em conta que a operação Euroantas foi uma consequência da negligência anterior em relação ao FPF, mas após a compra da participação da Somague o clube ficou a deter basicamente 3/4 da SAD. E directa ou indirectamente, o FC Porto continua a manter 88% da Euroantas. 

Tendo em conta que a SAD assumiu esta operação, é essencial cumprir este orçamento e não repeti-lo. No início deste exercício, o FC Porto (clube) tinha 63M€ de capitais próprios e as contas consolidadas do universo FC Porto (que incluem clube, Euroantas e SAD), entre passivo e activo, tinham um balanço de 26,8M€. Já a SAD terminou 2013-14 com um prejuízo de 40,7M€ e transitou um prejuízo líquido de 38M€ para 2014-15, daí que seja absolutamente essencial cumprir o orçamento. O FC Porto tem activos valiosos o suficiente para o cumprir e uma boa Champions pode ajudar.

Dito isto, algumas considerações. O orçamento para 2014-15 já previa o apuramento para os oitavos da Champions e a qualificação directa em 2015-16. Se nos qualificarmos para os 1/4, como temos que admitir que o vamos fazer, a receita com a UEFA supera garantidamente os 32M€. Nos primeiros 6 meses, a UEFA teve um peso de 38% nas receitas operacionais, mais do dobro da segunda principal fonte de rendimento (direitos televisivos, 16%).

Mas na próxima época haverá um problema, já conhecido. O prémio pelo acesso à Champions não vai entrar em 2015-16, pois já está orçamentado para esta época e projectámos ter o apuramento garantido já em Maio. Por isso, haverá menos uma importante fonte de receitas operacionais em 2015-16. Daí que seja necessário reduzir de forma bastante acentuada os custos. Isto é algo repetido por muitos adeptos todos os anos, mas desta vez, mais que nunca, será imperativo.

É sabido que a SAD orçamentou custos com pessoal de 71M€ para 2014-15, ou seja, o mesmo é dizer que todas as receitas do primeiro semestre serviram para cobrir pouco mais de 70% dessas necessidades. O défice operacional é uma constante, daí a necessidade acentuada de mais-valias. O problema é que o FC Porto tem vários activos caros que não estão a ser titulares (Reyes, Quintero, Ádrian, além de todos os emprestados), outros dos quais não temos direitos económicos (Casemiro, Tello, Óliver), jogadores de grande potencial mas com posição minoritária do passe (Aboubakar, Brahimi), mais titulares que não serão candidatos a grandes vendas (Fabiano, Marcano, Maicon, Evandro, Quaresma) e trutas de enorme valor cujo prazo para venda será os próximos 18 meses (Danilo, Jackson, Alex Sandro, talvez Herrera).

Proveitos operacionais do primeiro semestre 2014-15
Daí que seja essencial, no fim da época, arrumar a casa, e que considere absurdo questionar a continuidade de Lopetegui para 2015-16. Lopetegui tem obviamente que ficar, pois precisamos de um treinador que já esteja, finalmente, totalmente identificado com o plantel, com as camadas jovens e com o futebol português. Como Lopetegui era um treinador novo, no último verão pagámos o preço de contratar jogadores que, agora todos concordam, vieram para ser excedentários. Mas isto não é (apenas) culpa do treinador, pois todos os anos a SAD vem contratando, à margem dos pedidos dos treinadores, jogadores que não chegam para ser mais-valias desportivas. Isso acabou, ou tem que acabar. Os Ezequias, os Sandros e os Samis não podem voltar a ter lugar no FC Porto. Qualquer acto contrário lesa o clube.
Custos operacionais do primeiro semestre 2014-15
Enquanto Pinto da Costa for presidente do FC Porto, vamos continuar a depender acentuadamente de mais-valias. Vamos ter é que readaptar um pouco essa política: os jogadores para venda não vão poder continuar a vir a custo de 8 ou 10M€. O FC Porto vai começar a ter que fazer isso com o recurso às camadas jovens e ao mercado nacional. Lopetegui já promoveu alguns jovens, deu a indicação para contratar Sérgio Oliveira e André André e está identificado com o FC Porto e o campeonato nacional. É um reajustar da polícia de gestão. Tem que ser, não há outra forma. Se o FC Porto não reduzir consideravelmente os custos com pessoal, os fornecimentos e serviços externos e as despesas em activos que não chegam para render, será impossível resistir sem vender um terceiro titular e muito possivelmente arranjar um novo Otamendi para o mercado de inverno de 2015-16.

Agora algo que tem gerado muita confusão por aí, apesar de já ter sido explicado diversas vezes. Para já comecemos por ver as despesas que o FC Porto ainda terá com a contratação de jogadores: 45M€. O Tribunal do Dragão acrescentou, dentro dos possíveis, que jogador está ligado a cada clube/fundo/empresário.

Custos com transferências para 2014-15
E este é o dinheiro que o FC Porto ainda tem a receber por venda de ex-jogadores.

Dinheiro com transferências a receber em 2014-15
Já foi repetido inúmeras vezes, mas cá vai mais uma: o dinheiro da venda de Falcao não teve nada a ver com Ádrian, tal como Ádrian não tem nada a ver com Óliver. O Atlético fez o pagamento normal de Falcao, faltando uma tranche de 200 mil euros. Em Julho chegou a acordo com o FC Porto para a venda de Ádrian López, por 11M€. E o plano de pagamento ficou acordado para 2015.

Isto foi insistentemente repetido para que o jogador não continuasse a ser vítima de preconceito e crítica fácil pelo seu elevado custo. Tecnicamente o FC Porto ainda não pagou Ádrian, porque ainda não teve que o fazer. No fim da época, se Ádrian permanecer no FC Porto, obviamente que a dívida tem que ser liquidada. Mas o factor Jorge Mendes é sempre influente, e ele poderá perfeitamente encontrar uma colocação para Ádrian no fim da época. Dificilmente pelos 11M€, tendo em conta que Ádrian desvalorizou muito no FC Porto, mas a possibilidade de recuperar a maior parte do investimento está de pé. Se Jorge Mendes conseguiu que Roberto não se desvalorizasse, ainda que tenham sido milhões da treta e crédito para uma troca de jogador, tudo é possível. A alternativa? Confiar que Ádrian vai render no FC Porto. Mas se é verdade que os jogadores não têm culpa do preço que custam, têm a responsabilidade de justificar aquilo que ganham.

Portanto, quando fazemos aqueles exercícios de vender A para comprar B e C, é bom lembrar que o FC Porto ainda vai pagar por jogadores que ainda não estão a render. E 45M€ equivalem a sensivelmente metade das receitas operacionais que vão ser geradas em 2014-15. Mais uma vez, a importância da SAD e Lopetegui arrumarem a casa no fim da época antes de pensarem em comprar mobília nova (para já compraram duas peças made in Portugal, de baixo custo).

Para concluir, um olho às responsabilidades que a SAD terá em relação à banca até ao final de 2015.

Empréstimos integrados no passivo da SAD - 1.º Semestre 2014-15 (clicar para ampliar)
Serão mais de 90M€ para liquidar, abater ou renegociar até ao final do ano. O empréstimo obrigacionista de 30M€ vence em Maio e a SAD vai forçosamente voltar ao mercado para o renovar (e as renovações vão acumular-se enquanto não houver redução de custos operacionais). O maior empréstimo como o Novo Banco (25M€) será liquidado com a venda de Jackson/Danilo. Não é comum abater de forma tão bruta o passivo, mas uma nova renegociação parece difícil.

Na rubrica de Factoring, os patrocínios da PT e da Unicer, o prémio da UEFA pela ida aos 1/8 da Champions e a última tranche do Man. City por Mangala/Fernando pagam cerca de 18M€ de dívida. O dinheiro dos direitos televisivos (16M€) segue para o Novo Banco em Setembro, de resto há apenas mais 2 empréstimos acima de 2M€: uma tranche de 3M€ ao Novo Banco (bilheteira/quotas) e uma prestação da Euroantas para o Estádio do Dragão (3,356M€, e ficam a faltar menos de 12M€ para pagar a totalidade do estádio).

Em jeito de balanço, resta aguardar a concretização das mais-valias até 30 de Junho e arrumar a casa, procurando negociar todos os excedentários e primeiro potenciar os recursos (leia-se jogadores) que já temos à disposição antes de pensar em voltar ao mercado. Concluindo, há que cumprir este orçamento para nunca mais ter que o repetir.

PS: Depois da vitória num clássico, de lamentar quem teve a triste ideia de dedicar dois parágrafos ao jornal A Bola no site do clube. Se é uma página de opinião que merece as nossas preocupações e repudio, então as prioridades estão um tanto trocadas. Se alguém se sentiu incomodado, então que reagisse ao jornal A Bola a título pessoal, não em nome do FC Porto, porque a palavra do FC Porto devia ficar reservada para questões verdadeiramente importantes, não para quem não merece mais do que indiferença. 

Se querem dar tempo de antena a um jornal, então leiam este interessante artigo do AS que curiosamente não foi citado em Portugal.

22 comentários:

  1. É preciso não esquecer que na próxima época entra em vigor o novo contrato de patrocínios e de direitos televisivos da UEFA. O mesmo é dizer que haverá um aumento dos prémios distribuídos. Sempre é uma ajuda para atenuar o elevado défice operacional que temos tido.

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  2. TdD, em relação à Gol Football Luxembourg, não será ainda custos com a reaquisição do passe do James? http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR43334.pdf

    http://portistasanonimos.blogspot.pt/

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  3. É uma análise objectiva e pragmática, mas alguém acredita que na próxima época vai existir uma redução significativa do investimento?

    O que vejo acontecer é a venda de 2 jogadores (e talvez um excedentário) até ao final de Junho e o encaixe de 10 a 20M€ até Setembro. Vão ser reservados no mínimo 65M€ para a massa salarial (isto porque mesmo que as duas/três vendas tenham salários de 8M€ no mínimo 50% desse valor será direccionado para novos jogadores).

    Por outro lado devem ser investidos mais de 30M€ em compras de passes e %. Novamente será necessário fazer mais de 60M€ em mais valias (mesmo 70M€ não seria um valor surpreendente). Também a nível dos capitais próprios prevejo uma redução clara (não arrisco valores, mas parece-me inevitável).

    Se forem divulgados números mais reduzidos que estes ficarei muito surpreendido pois o que se está a passar esta época está a reforçar a estratégia actual da admnistração da SAD e não a colocá-la em causa.

    Cumprimentos.

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    1. Nem por isso... esta época foi uma época de investimento apos catástrofe com treinador novo e que desconhecia em absoluto o futebol nacional, portanto construi-se um plantel vasto e vincado nas opções que o treinador trazia.

      Este época, com um melhor entendimento da realidade do clube e do país, por parte de Lopetegui, as aquisições serãio mais ponderadas e menos disparatadas.

      Tanto que teremos que vender 2 titulares (Jackson + Danilo / Brahimi / Herrera / Quintero) e provávelmente Casimiro irá voltar à base.

      As compras, para a próxima época, foram feitas todas no mercado nacional e ao que conheçemos, a preços acessiveis (cerca de 6M€ as três) e visam completar um sector que forçosamente vamos ficar mais fracos pelos emprestados que teremos que devolver (apesar de Óliver ter de se tudo fazer para o manter).

      Agora o desafio vai ser vender os excendentários deste e de outros planteis e aì é que reside o grande segredo de se baixar este orçamento... temos muita gente já de fora e este ano, iremos ficar com mais uma série de excendentários...

      Além de Opare, que já foi emprestado, ainda temos os "problemas" Ricardo, Andrés Fernandez e Adrián Lopez para juntar à festa (que este último deve ser desbloqueado pelo JM, como o TdD o diz acima)... Mas Samis, Djalmas, Walters, Pedros Moreiras ,etc... é que temos que nos livrar em definitivo para conseguirmos um orçamento equilibrado.

      E Josué e Carlos Eduardo tem de ser obrigatóriamente para rentabilizar M€!

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  4. Lamentável esta política de comunicação que já desisti de tentar compreender. Com tanta coisa importante a passar-nos ao lado não percebo como se perde tempo com Delgados e Companhia.

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  5. Bom ponto de situação feito pelo TdD. Acredito que para o ano baixemos a carga salarial sem ter necessariamente que perder muita qualidade e que faremos mais de 60 milhoes de euros em vendas.
    O ingresso de jogadores como G. Paciencia, André André, S. Oliveira, Hernani, Josué?, Tozé?, Kelvin?, por exemplo, irão permitir redução na massa salarial, uma vez que perspetivo que Danilo, Martinez e Herrera sejam vendidos.
    Assim como com o regresso a casa do Casemiro e Campanã ( espero que o Oliver fique )
    Conjugado com a alienação\desvinculação com muitos dos emprestados e figuras de segundo plano no nosso plantel, tais como Rolando, C. Eduardo, Abdoulaye, Licá, Izmaylov, Andrés Fernandez, Angel, Bolat, Pedro Moreira e Adrian.
    No cenário acima descrito facilmente conseguimos abater muitos milhoes em termos de massa salarial. A contratar fora do campeonato devem ser apenas jogadores de qualidade indubitavel, como o Brahimi, Jackson, Danilo e etc. Poderemos tremer um pouco nos primeiros jogos, mas se os jogadores tiverem oportunidade de mostrar a sua qualidade irão adquirir rapidamente o nivel exigido. Até porque em termos práticos, só perdemos 2\3 titulares.
    Por fim, jogadores impossiveis, mas que gostaria de ver no FCP, seriam o R. Guerreiro, Rafa do Braga, Anthony Lopes, Bruno Fernandes da Udinese. Mais realistas, mas menos apeteciveis, Frederico Venancio e o André Horta do Setubal ou Nelson Monte e Marcelo do Rio Ave também seriam interessantes.

    Joel

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  6. Explique -me uma coisa pf. Se o dinheiro do jackson ou Danilo está destinado a pagar o empréstimo do bes (embora não dê para pagar a totalidade) esse valor é incluído nos 70M de mais valias que são necessários?

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  7. TdD este ano basta arrumar a casa e a coisa resolve-se... está tudo em arrumar a casa... e o que é arrumar a casa?

    1º Recorrer às vendas óbvias de 2 titulares, Jackson + Brahimi ou Herrera seria o ideal ---> Objectivo: Reduzir ordenados e entrada do dinheiro necessário para a folha o orçamental... ressalva: Não comprar mais ninguém pois isso já tratado (Hernâni, André André, Sérgio Oliveira, Aboubakar).

    2º Danilo... Se Danilo também sair, tem de ser acautelado o seu suplente... decidir se Ricardo é sufeciente e se Opare/Vitor Garcia servem para 2º Defesa Direito... Dependendo da decisão tem de se ir a mercado comprar alguém e aqui sim, investir forte,.

    3º Decidir o futuro dos emprestados... Tello tem mais um ano e Casemiro deve ser devolvido à base, mas com a questão Danilo pode ser que algum deles seja incluido em definitivo no pacote de venda... Campanã estará na reserva para o que quer que aconteça aqui se accione depois a opção de compra ou não.

    4º Óliver... este menino é que tudo deveriamos fazer para o manter mais uma época, nem que seja só por mais uma época contudo com André André, Sérgio Oliveira e Evandro, o mais certo é que ele se vá embora mesmo...

    5º Diego Reyes e Lichnovsky... o ideal era um dos centrais mais velhos sair para estes subirem na escala de centrais mas isso só com lucro evidente... De resto Reyes tem de ser rentabilizado e se não for para ser 3º central a entrar para o ano, então tem de se emprestar a alguém que queira pagar os salários e que o meta a jogar (PSV?).

    5º E aqui começa o que tem de ser tratado com muita seriadade... Limpar de forma efectiva o plantel... Andrés Fernandez, Ricardo e Ádrian tem de ser tratados de forma definitiva (apesar do caso do Ricardo ter as minhas dúvidas). A única coisa que pode fazer um deles ficar no plantel é a reforma de Helton. Depois Campanã fica pu não dependendo do Casemiro mas parece-me sinceramente que vamos voltar ao Clasie no verão para fazer companhia ao Rúben Neves a não ser que se esteja a considerar o Sérgio Olviveira para a posição...

    6º Vender e livrarmo-nos de todos os emprestados sub-23... Não podemos andar a alimentar esta interminável lista de emprestados Sub-23 que nunca iram ser jogadores para o FCP... Se não conseguirmos vender então ofereca-se aos clubes com 50% do passe a pertencer-nos... Mas a lista tem de ser terminada e rentabilizada ao máximo com vendas adequadas... Opare, Carlos Eduardo, Josué, Djalma, Bolat, Varela, Rolando, Walter, Izmailov, Pedro Moreira, Abdoulaye, Licá, Sami, Quinõnes, Kleber, Tiago Rodrigues, Ghilas tem de ser reduzida e expremida ao máximo... não se consegue uns 20M€ com esta gente toda se bem trabalhado e assim se reduzia os ordenados em muito?

    7ª Limpar a equipa B de "cancros" e não deixar nem autorizar Luis Castro a dar novos pareceres para jogadores para esta (apenas e só Lopetegui pode ter essa competência)... Célestin Djim, Braima Candé, Júnior Pius, Leander Siemann, Diego Carlos, Malthe Johansen, entre outros só cá estão é a comer salários e a aumentar essa rubrica no nosso orçamento anual... neste momento os juniores já deram uma base à equipa B e todos os anos fornecem novos talentos portanto é desnecessário a aquisição de atletas de qualidade duvidosa ou só para fazer número.

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  8. 8º A SAD tem de para, de uma vez por todas, de fazer aquisições para o negócio e sem o aval do treinador... Iturbe, Kelvin e mais recentemente Otávio, são todos exemplos de atletas que vem sem o aval do treinador e depois é o que se vê... independentemente do que quer que seja tem de se deixar dessas brincadeiras... existe um jogador interessante a despoltar na China... consulta-se o treinador e esse decide como se deve agir em relação ao atleta.

    9º Atletas Juniores que assinem contrato profissional tem de ser muito bem escolhidos... já nem vou falar da falta de futuro no Porto de Frederic Maciel ou David Bruno, mas assinar contrato profissional com David Pius, Ruben Alves, João Graça para depois não jogarem ou irem ser emprestados à 2ª B não me parece ser um ato de gestão decente... mais uma vez Lopetegui e a sua equipa próxima tem de ser eles a dar o aval a estas renovações e não Luis Castro ou a SAD.

    10º Contratações ou investimentos tem de ser cirurgicos... Contratamos para 2015/2016 já 3 atletas... Sérgio Oliveira, André André e Hernâni e para que lugares? Hernâni parece-me ser para o de Adran mas Adrian estava a mais na listagem de extremos... André André e Sérgio Oliveira são para os lugares de Óliver e Casemiro? Se assim for. fantástico! brilhante! Mas se assim não for e algum destes ultimos ficar como é que vai ser? Tem de se fazer um plantel se excessos tanto que para o meio-campo atual, Quintero já está em excesso e deveria ser vendido sem reposição.

    11º Reservar lugar para os jovens valores... Isto é muito importante para o futuro do FCP e da sua formação... não podemos ter planteis A com 26/27 jogadores pois isso é cortar as vazas aos atletas da formação e impedir o talento de ser chamado à equipa A para mostrar o quão maduro está... 22/23 Jogadores é o ideal para um plantel com equipa B... 2 jogadores por posição e nada mais que isso... no plantel deste ano temos 2 GR a mais (Ricardo e Andrés apesar de um se entender devido à lesão de Helton mas para isso tinhamos Bolat não?), 1 central a mais (Lichnovsky), 1 Defesa Direito a mais (Opare) e 1ala a mais (Adrian). São 5 atletas que pouco ou nada jogaram e pior que isso, impossibilitaram o acesso à equipa A de talentos mais em bruto da B com mais frequência...

    Se estes pontos fossem respeitados a coisa equilibrava-se e descia brutalmente o orçamento a nível de custos fixos essencialmente.

    P.S.: Peço imensa desculpa pela extensão do post, mas aqui sei que as coisas se tratam com a seriadade que elas necessitam e requerem e quis deixar a minha perpectiva estratégica global.

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  9. Obrigado, bastante esclarecedor, muito bom mesmo

    VIVA O FUTEBOL CLUBE DO PORTO

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  10. Onde esta esse comentario ao jornal a Bola? Como o posso ler?

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  11. Quem comprar o Jackson tem de levar o Adrian por 5M :p

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  12. O problema mesmo é que dos 3 supostos reforços para a próxima época num deles (André André) já vejo na senda de Sami e Ezequias. Hernâni para já é pouco para um Porto, mas ainda reconheço que possa evoluir. Só Sérgio Oliveira vejo como uma verdadeira mais-valia para o plantel.

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    1. André André foi um pedido do treinador. Só por aí, muda tudo.

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    2. TdD,

      Hernâni foi pedido de Lopetegui?

      P.S. Opare marcou um belo golo e parece estar a sacudir a senda de lesões. Impressionante como está a ser utilizado a lateral esquerdo na Turquia, não sou perito em adaptações mas isto de trocar de flanco de jogo não é exactamente passar de extremo a lateral. Há coisas que não se ensina...

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    3. Segundo O Jogo terá sido um pedido de Lopetegui.

      Em relação ao Opare, no Gana e no Standard também jogava nos dois flancos. À Fucile.

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    4. mas isso do andre andre ser ou nao dependera de que jogadores do meio campo ficarem, do custo de andre andre e do que vier ganhar...

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    5. Eu vejo o André André a jogar e para descrevê-lo quase que usaria uma cópia do scouting report do Herrera: defensivamente, bom na pressão imediata à perda de bola e/ou ao jogador mais próximo de si, mau no comportamento e posicionamento colectivo; ofensivamente, sem grande capacidade de jogar dentro do bloco adversário, falta de capacidade técnica e de decisão para essas zonas, razoável/bom na condução e na chegada à área contrária.

      Mas isso também eu já acho o Herrera um corpo estranho na equipa do Porto e ele joga quase sempre. Se for para despachar o Herrera e ficar com André André, ela por ela sempre se ganha algum dinheiro e fica mais um português. Tem ainda a vantagem de poder contar como formado localmente para a Champions, algo que deu algumas dores de cabeça esta época.

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  13. questão que preocupa é o patrocinador... não há nenhuma notícia nem sequer um rumor.

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    1. Sim, também estou preocupado com isso!
      Mais agora que o Benfica está prestes a assinar com a Emirates e deve passar a receber bem!
      Alguém tem ideia de quem poderá patrocinar-nos e qual o possível montante que possamos passar a receber?

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De e para portistas, O Tribunal do Dragão é um espaço de opinião, defesa, crítica e análise ao FC Porto, que aborda a atualidade desportiva e financeira de clube e SAD, bem como do futebol português.

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