domingo, 8 de junho de 2014

Valência avança por Jackson Martínez

É a notícia que vai agitar os próximos dias. Peter Lim, o magnata que comprou o Valência, quer levar Jackson Martínez para Espanha e, a avaliar pelo negócio que já fez com o Benfica em janeiro e por outro que está em perspectiva - três miúdos da equipa B por 30 milhões [não acrescento "de euros" por desconhecer que o seja: dos 33M a receber por André Gomes e Rodrigo, 30M estão na rubrica clientes; BE Plan vs. Roberto v2.0?] -, o dinheiro não será um problema.

Jackson agita o mercado
Pinto da Costa declarou que o FC Porto não quer vender, mas os adeptos conhecem o presidente e o presidente conhece a realidade da SAD: é imprescindível vender até ao final do mês. E esperar que Jackson Martínez jogue o Mundial 2014 pode tornar-se uma faca de dois legumes [Que é feito do Jaime?].

Nos dois jogos particulares que a Colômbia já disputou, Jackson não foi nenhuma vez titular. Segundo os jornais colombianos, se Falcao tivesse recuperado poderia mesmo ter sido Jackson o sacrificado na lista dos 23. A titularidade no Mundial é, neste momento, uma miragem, a não ser que Pekerman não tenha gostado do que viu das outras soluções.

Com Peter Lim e Jorge Mendes em sintonia, o ataque a Jackson é iminente e não deverá haver grandes entraves à concretização do acordo. A tarefa mais difícil, porventura, poderia ser convencer Jackson a mudar-se para um clube que em 2014-15 não vai à UEFA. Ou talvez não seja assim tão difícil.

Jogar no Valência oferece a possibilidade de estar numa das melhores ligas do mundo, de jogar em estádios cheios, de se cruzar com Real Madrid, Barcelona e Atlético. James Rodríguez e João Moutinho, por exemplo, trocaram o FC Porto por muito menos que isto (Mónaco, mais atento a ténis e F1).

Financeiramente, não será difícil convencer Jackson a assinar pelo Valência. Segundo a KPMG, Ricardo Costa recebe 3,7 milhões de euros por época e Jonas, avançado que será dispensado, 3,4 milhões. Quem pode pagar estas quantias a estes jogadores, não terá problemas em oferecer um contrato de sonho a Jackson Martínez.

Financeiramente, o FC Porto poderá triplicar o investimento e cobrir o buraco 2013-14. Desportivamente, já se sabe, a perda será grande. Certo é que Jackson Martínez, após dois anos, é exemplo de um bom negócio da SAD, desportiva e financeiramente - caro, mas a valer cada cêntimo investido e a suprimir diretamente uma grande necessidade da equipa, um goleador, sem precisar de período de adaptação. Importa, no entanto, não falhar no timing das duas vertentes.

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