quarta-feira, 23 de julho de 2014

O negócio Brahimi

Negociado em baixa
a pensar na alienação
Um mês depois da anunciada companhia que Ghilas iria ter para ir à mesquita, Brahimi foi oficializado no FC Porto. O inesperado é que caso seja encontrada colocação para Ghilas, Brahimi terá que ir à mesquita sozinho. Adiante. No início de julho, O Tribunal do Dragão torceu o nariz aos moldes do negócio que estavam a ser discutidos: 10 milhões de euros. À CMVM, o FC Porto declarou que comprou 100% por 6,5 milhões.

Uma diferença substancial. Mais não se justificaria por um jogador que tinha pouco ou nenhum mercado (embora o diretor de comunicação do Granada tivesse tentado agitar as águas - imaginem o que era termos o Rui Cerqueira a fazer ameaças ao Valência pelo Jackson!), mas que tem qualidade que vai melhorar o plantel. Agora, há que meter a conversa com Lopetegui em dia, até porque rompe com a tendência da chegada de reforços que rumaram ao FC Porto muito por causa de um telefonema e do factor treinador - Brahimi viria de qualquer maneira.

Vamos aos números. Apesar da SAD ter adquirido 100% do passe por 6,5 milhões de euros, o destino de Brahimi deverá ser o mesmo de Defour e Mangala aquando das negociações com o Standard: alienação do passe junto da Doyen Sports, que também participa na vinda de Casemiro em dois negócios com carimbo de Alexandre Pinto da Costa. Em termos de mercado, neste momento um terço de Brahimi vale uns apetecíveis 2,145 milhões de euros. Se o jogador se valorizar até à fasquia dos 30 milhões de euros, o fundo, na eventualidade de adquirir um terço (deverá ser mais), quadruplica os lucros. Daí que o negócio tenha baixado para 6,5 milhões de euros, uma vez que isso aumenta a hipótese de valorização por outra via.

O negócio não é, a curto prazo, mau para o FC Porto, pelo contrário. Garante um jogador de qualidade apetecível (dizem ser o «rei do drible», embora no meu caso particular aprecie mais uma triangulação do que um túnel) para ajudar a lutar pelos objectivos em 2014-15, minimiza o investimento a curto prazo (a despesa não será toda corrente) e muito provavelmente fará a alienação no decorrer do segundo trimestre 2014-15, à imagem do que sucedeu na parelha Walter-James-Moutinho e Mangala-Defour. 

No fundo, jogadores que o FC Porto não teria contratado sem... fundos. Readquirir depois as percentagens pode ser excessivamente caro (James), por vezes torna-se impossível e perde-se uma parte significativa do bolo (Mangala), e até pode-se tornar num problema quando os jogadores não têm mercado e os fundos não podem nunca assumir o prejuízo (Walter e Defour). Um risco que dependerá muito dos pés de Brahimi, que oxalá tenha o sucesso de James, Moutinho ou Mangala.

Bem vindo, Brahimi.

7 comentários:

  1. Agora fechar rapidamente o plantel antes que comece a haver caga***. Fabiano titular. não precisamos de mais ninguém

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  2. Brahimi faz-me lembrar muito Quaresma, ambos jogam com a mesma intensidade e partem sempre para cima do adversário. Será interessante ver Brahimi pela esquerda e Quaresma pela direita, ou até vice-versa quem sabe,,,,, será muito interessante ver finalmente intensidade no ataque e de forma consistente.. esperemos nós.

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    Respostas
    1. Brahimi deve jogar a Médio Ofensivo... teríamos um grande ataque com:
      MO: Brahimi
      EE: Quaresma
      ED: Tello
      PL: Jackson ou se este sair, Adrián

      Sem duvida um ataque.ao nível da.liga dos campeões, vamos é ver como se entendem entre si...

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    2. O Brahim não tem nada a ver com o Quaresma. E ainda bem porque ter um Quaresma na equipa já é demasiado. Prefiro 1000 vezes jogadores que jogam de forma inteligente como o Brahimi.

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  3. Olá

    Ufffff..........
    Finalmnte temos Brahimi...bem vindo ao Dragão!

    _______________________________
    P.S. Anunciado terça feira, tal como «previa» o autor deste blog.

    Cumprs
    Augusto

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  4. Olá,

    Já agora, e a propósito de Helton,o que se passa/vai passar com o guarda redes?
    Abandonou, mesmo, a carreira?

    Cumprs
    Augusto

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  5. O fundo pode ganhar lucros exorbitantes com Mangala (ao ponto de nem aceitar revender) mas não pode assumir o prejuízo de Walter e Defour?
    Uma mão não lava a outra? Temos de lhes fazer todas as vontades?
    Onde está então a "partilha de risco"?

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